ABHH em Revista #04/2021

04 / 2021 A B H H e m R e v i s t a 9 L iderar uma das principais sociedades de especialidades médicas do mundo durante uma pandemia que alterou radicalmente nossa forma de viver e nos relacionar foi um imenso desafio. Para o Dr. Dante Langhi Jr., presidente que encer- ra sua segunda gestão à frente da ABHH em 2021, os últimos dois anos renderam profun- dos aprendizados, tanto para o hematologista quanto para o gestor. Ainda que a pandemia de Covid-19 tenha impactado todo o planejamento desenhado para 2020, a ABHH conseguiu manter seu tripé de expandir, estimular e inovar em produtos e serviços para seus associados. A adaptação ao ambiente digital foi imediata, com a entidade oferecendo webinars e levando seus principais eventos presenciais, como o HEMO, para o on- line. Além disso, houve a realização de eventos inéditos e a concretização de novas parcerias. Em 2021, a ABHH seguiu com o foco nos pilares educação, ciência, carreira e impacto social. O apoio ao Programa de Residência Médica e Ligas Acadêmicas foi fortalecido e os Comitês da entidade atuaram nas esferas políti- cas e regulatórias em defesa da especialidade e dos pacientes. Para o Dr. Dante, a ABHH chega ao fim deste ano com uma marca mais robusta, uma gestão ainda mais moderna e protagonista em todos os campos. A seguir, confira os princi- pais pontos da entrevista com o presidente. Como você avalia a atuação da ABHH nos últimos dois anos? Desde o começo da pandemia, a ABHH sempre pautou suas tomadas de decisão pelas melhores evidências científicas atuais. Ninguém imaginava o que seria o ano de 2020. Tivemos que nos adaptar. Naquele momento as pergun- tas eram muitas e as respostas poucas. Mas, com coragem e tendo uma Diretoria e Comitês formados por médicos experientes, fomos cami- nhando e tomando decisões. Expandimos nossos eventos no ambiente online, fortalecemos nossas iniciativas aos residentes médicos e ligas acadê- micas, modernizamos nossa administração, in- ternacionalizamos mais a ABHH e demos ênfase aos programas de acreditação. Não deixamos de nos posicionar em defesa da especialidade e dos pacientes. Investimos em campanhas, como a Um Só Sangue, para fortalecer mais a cultura de doação. Foram anos de trabalho, dedicação, resi- liência e coragem. Penso que fomos eficientes na estratégia que redesenhamos para 2020 e 2021. Conduzir aABHH durante a pior pandemia dos últimos 100 anos foi umdosmaiores desafios na sua trajetória como gestor emédico? Sem dúvida! Residentes, médicos especia- listas e ligantes: todos nós tivemos que nos Divulgação Mesmo com os desafios desses últimos dois anos, o legado será uma entidade com uma gestão ainda mais moderna e internacionalizada, absolutamente protagonista em todas as frentes que atua

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