Jornal do COSEMS-SP - Ed. 205 - Julho 2020
7 #usemáscara 205 | JULHO 2020 SAÚDEMENTAL Ermínia Ciliberti, assessora técnica do COSEMS/SP Entrevista com a coordenadora de Saúde Mental da SES-SP, Rosangela Elias Orgulho e reconhecimento são os sentimentos que externamos a todos os profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do estado de São Paulo. Apreensões e incertezas marcaram os primeiros dias de funcionamento da rede de saúde mental quando da decretação do estado de emergência. Podemos observar um exercício cotidiano de criatividade, empatia e compromisso técnico entre todos os profissionais nesse período onde os serviços, rapidamente, se readequaram e pensaram em novas formas de cuidado. Após cinco meses de isolamento social, estamos nos preparando para a retomada das atividades e o cuidado em saúde mental adquire um lugar de destaque. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta sobre o sofrimento psíquico e a necessidade de aumentar o investimento na área. Confira a seguir a entrevista que o Jornal COSEMS/SP fez com a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Rosangela Elias. Como você avalia o funcionamento da RAPS neste último período? Noiníciodoperíododeisolamento social, os serviços apontaram para uma redução da demanda e acreditamos que esta redução foi devido ao medo do contágio. AlgunsCAPS, excepcionalmente, referiramcrescimento de procura devido ao aumento no consumo de substâncias psicoativas. Os serviços da RAPSmantiveramos atendimentos initerruptamente utilizando de diferentes recursos presenciais e à distância. Esse cenário tem se modificado e a busca por serviços vem crescendo gradativamente e novas abordagens e estratégias de cuidado devem garantir a continuidade e o acolhimento aos casos novos. Quais ações para o cuidado em saúde mental estão sendo preparadas? Necessitamos preparar a RAPS para enfrentarmos oaumentodas demandas. O fortalecimento da rede e das equipes, alémde novas estratégias de cuidado, precisam ser incorporadas. A SES-SP vem construindo parcerias para ofertar qualificações para os profissionaisno intuitodeampliar o conhecimento nos aspectos relevantes para a pandemia. Qual apoio a SES-SP pensou para os trabalhadores da RAPS? Espaços sistematizados de escuta e troca de vivências, discussões, lives com a equipe de docentes do Instituto de Psicologia da Universidade de SãoPaulo (USP) e o apoio técnico para as questões de maior urgência e relevância para o cotidiano do trabalho, parcerias e inovação tecnológicadevemser incorporados. Reconhecemos e admiramos o enorme esforço dos profissionais da RAPS no acolhimento ao sofrimento e no atendimento aos transtornos mentais da população. A saúde mental de crianças e adolescentes é uma preocupação neste período de retorno das aulas. Quais projetos serão desenvolvidos? As secretarias de estado da Saúde e da Educação vêm discutindo o retorno às aulas especificamente no que se refere à saúde mental das crianças e adolescentes. Consideramos fundamental ter um cuidado especial com esta população, pois são mais sensíveis às situações de estresse e violência. A atuação deve acontecer de forma solidária e cooperativa no território para estabelecerem fluxos, protocolos e procedimentos para o cuidado, não esquecendo que esta população deve receber atenção prioritária a qualquer tempo. DIVULGAÇÃO APÓS CINCO MESES DE ISOLAMENTO SOCIAL, ESTAMOS NOS PREPARANDO PARA A RETOMADA DAS ATIVIDADES E O CUIDADO EM SAÚDE MENTAL ADQUIRE UM LUGAR DE DESTAQUE. A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) ALERTA SOBRE O SOFRIMENTO PSÍQUICO E A NECESSIDADE DE AUMENTAR O INVESTIMENTO NA ÁREA
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