RESULTADOS Houve uma boa aceitação e empenho da unidade de saúde facilitando a adesão da população. O Projeto proporcionou um acolhimento e apoio terapêutico diante da dificuldade encontrada pelo habito do tabaco. Até o presente momento dos 51 pacientes que iniciaram o projeto, 22 continuam frequentando. Dos que frequentam 15 pararam definitivamente de fumar. Todos os pacientes que pararam de fumar relataram sentir fissuras e abstinências nos primeiros dias. Tal fato se justifica uma vez que os neurônios na ausência da nicotina promovem modificações comportamentais como a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o indivíduo perde a tranquilidade, ficando extremamente agitado, nervoso e com dificuldade em se concentrar em novos hábitos. A principal técnica encontrada para auxiliar os pacientes na luta contra o tabaco foi demonstrar os benefícios e riscos que sua utilização promove para si mesmo e para os demais membros da família, uma vez que são fumantes passivos. Observou-se durante as reuniões que os fatores socioeconômicos auxiliam na busca para sessar o uso do tabaco, devido principalmente a uma maior consciência dos gastos e investimentos gerados pela compra exacerbada. CONSIDERAÇÕES FINAIS A presença do psicólogo se faz importante no apoio terapêutico às pessoas que compreendem os malefícios do tabaco. No entanto, fatores como o medo da recaída ou a ocorrência da mesma podem prejudicar o andamento deste processo, sendo necessário manejos objetivos como diálogos e recuperação do emocional. O paciente precisa ser acolhido em suas recaídas e que o processo efetivo pode acontecer com várias tentativas. Se recair, deve voltar ao programa e, com apoio técnico, revisar e corrigir o que falhou. O importante é a persistência. Referente aos 22 pacientes que mantem a frequência,, 15 além de pararem com o vicio do tabaco sem recaídas, representando 68% da amostra, relataram sentir melhora na respiração, olfato e paladar. Referências Bibliográficas MALTA, D. C. et al. Uso e exposição a fumaça do tabaco no Brasil: resultados de pesquisa nacional de saúde 2013. Revista Serviços de Saúde, v. 24, n. 2, p. 239-248, 2015. SILVA, L. C. C. et al. Controle de tabagismo: desafios e conquistas. Revista Brasil pneumologia, v. 42, n. 4, p. 290-298, 2016. ATENÇÃO BÁSICA 230
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