grupo de gestante e grupo de amamentação, e de pessoas conhecidas que participaram do grupo. Os pais/cuidadores que se interessarem em ingressar no GDI deixam os dados para agendamento no grupo de faixa etária correspondente a idade da criança. Durante o encontro, em entrevistas com os pais, questões relevantes são abordadas, tais como: vivência, rotina, dúvidas, dificuldades e êxitos encontrados nos cuidados com seus filhos. Os profissionais promovem o acolhimento, realizam orientações sobre estimulação motora, cognitiva, de linguagem, sensorial e sociocultural na primeira infância, fortalecem as competências familiares, orientam sobre prevenção de acidentes, apoiam o aleitamento materno e a alimentação complementar saudável, aconselham em relação aos hábitos alimentares e sobre higiene bucal, além de permitirem a troca de experiências entre as famílias. Simultaneamente, as crianças são avaliadas de maneira individualizada, nos aspectos físicos, neuropsicomotor, de linguagem, cognitivos e emocionais. Quando detectado alguma alteração no desenvolvimento da criança ou no vínculo familiar, após o término do encontro, é realizado uma orientação personalizada aos pais/cuidadores e, caso necessário, realizado encaminhamentos pertinentes. RESULTADOS Em oito anos de implantação do GDI, observou-se como resultado a prática interdisciplinar, favorecendo a integralidade do cuidado da criança. Verificou-se, ainda, aumento progressivo de adesão de famílias e a continuidade no acompanhamento das fases do desenvolvimento infantil. Com relação aos dados obtidos em 2019, se comparados aos de 2018, percebeu-se um aumento de 33% de atendimentos médios por grupo. Em 2018 foram 509 atendimentos em 94 encontros; em 2019, 588 atendimentos para 82 encontros. Em relação ao aleitamento materno, das crianças de 3 meses que participaram do GDI, 60,6% estavam em aleitamento materno exclusivo (AME) e 22,2% com leite materno (LM) complementado; das crianças de 6 meses, 53,2% estavam em AME e 33% em LM complementado até a introdução alimentar. Resultados superior à média nacional estimada pela OMS de 38, 6% de AME aos 6 meses. Notou-se alta porcentagem em atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM) no encontro inicial (3 meses) - é nesse momento que as ações dos profissionais são iniciadas. Nos encontros subsequentes, a percentagem de ADNPM cai gradativamente até a adequação por completo do desenvolvimento da criança. Com isso, percebe-se a alta resolutividade das orientações. Notou-se que, a partir dos 18 meses, as famílias que buscaram a participação no GDI tinham queixas de alteração de fala, de comportamento e dificuldade alimentar, com aumento desse número nos encontros de 24 e 30 meses. Queixas essas, pouco frequentes em relação às famílias participantes desde o encontro inicial do GDI. CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com o exposto, observa-se a necessidade de melhor divulgação do GDI, para início do acompanhamento precoce e, assim, evitar ADNPM e queixas de alteração de fala, de comportamento e de dificuldade alimentar. Este estudo aponta também que o GDI se mostra eficaz no empoderamento da família nos cuidados da criança e atinge todos os objetivos propostos, além de reduzir significativamente a necessidade de encaminhamentos tardios, devido à intervenção precoce. Por fim, é notório que a prática interdisciplinar favorece a integralidade do cuidado da criança e que o aumento progressivo de adesão das famílias reforça a importância de trabalhos como este, além da evidente necessidade de expansão do serviço para outras unidades de saúde do município. ATENÇÃO BÁSICA 151
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