ATENÇÃO BÁSICA VOLUME II
SUMÁRIO ATENÇÃO GERAL PREFÁCIO 07 PALAVRA DO PRESIDENTE 08 ILHA SOLTEIRA A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL GRUPO INFANTIL DE PSICOLOGIA E TERAPIA OCUPACIONAL – NASF DE ILHA SOLTEIRA 09 INDAIATUBA PROJETO 100% SAÚDE 11 ITAPECERICA DA SERRA ENGAJAMENTO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NO ATENDIMENTO AO PACIENTE DOMICILIADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA 13 GRUPALIDADE E GRUPO: ATITUDES QUE FORTALECEM O TRABALHO NO SUS 15 NATAL SOLIDÁRIO DO SAMU DE ITAPECERICA DA SERRA 17 ITAPEVA IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE ATENÇÃO AS CONDIÇÕES CRÔNICAS ATRAVÉS DO PROJETO QUALIFICA AB: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ITAPEVA/SP 19 ITARARÉ ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO HOSPITALAR DE UM PACIENTE AUTISTA NO MUNICÍPIO DE ITARARÉ- SP 21 SISTEMA PEC E-SUS AB: IMPLANTAÇÃO NA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO MUNICÍPIO DE ITARARÉ-SP 22 JACAREÍ O TRABALHO DA EQUIPE DO NASF É IMPORTANTE PARA A APS? UMA REFLEXÃO A PARTIR DO RELATO DAS EQUIPES APOIADAS DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ 24 RE-FORMA OU RE-VISÃO? RELATO DE EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA COM UM GRUPO DE GESTANTES DE UMA UBS NO MUNICÍPIO DE JACAREÍ - SP 26 JUNDIAÍ GRUPO DE GESTANTES NA PROMOÇÃO EM SAÚDE NA UBS ANHANGABAÚJUNDIAÍ-SP 28 PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO ACESSO AVANÇADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DA CLÍNICA DA FAMÍLIA NOVO HORIZONTE EM JUNDIAÍ 29 PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO NÚCLEO AMPLIADO DE SAÚDE DA FAMÍLIA NASF EXCLUSIVAMENTE PARA A CLÍNICA DA FAMÍLIA NOVO HORIZONTE NO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ 31 ARTE CUSTOMIZADA NA UBS 33 DESCENTRALIZAÇÃO DO DIU, A CONSTRUÇÃO DE UMA NARRATIVA SOCIOINTERACIONISTA 35 CLÍNICA DA FAMÍLIA: A ATENÇÃO PRIMÁRIA NO ASSENTO CONDUTOR DA POLÍTICA DE SAÚDE NA CIDADE DE JUNDIAÍ 37 “MÃOS ARTEIRAS”: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO DE ARTETERAPIA PARA IDOSAS EM VULNERABILIDADE NA UBS ESPLANADA, JUNDIAÍ – SP 39 ATENÇÃO BÁSICA 2
ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL NO CUIDADO DE PACIENTES DIABÉTICOS EM ATENÇÃO PRIMÁRIA 41 O GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA COMO APOIO MATRICIAL DA EQUIPE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA: SABERES E SABORES NA MESA E NA ORIENTAÇÃO AO USUÁRIO 43 A APROPRIAÇÃO DE UM GRUPO PELA EQUIPE DA UBS JUNTO À EQUIPE NASF COMO POTENCIALIZADOR DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL: UMA EXPERIÊNCIA EXITOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ 45 RENOVAÇÃO DE RECEITAS SEM A PRESENÇA DO PACIENTE: UM MÉTODO SEGURO E EFICAZ REALIZADO PELOS MÉDICOS DE FAMÍLIA E COMUNIDADE DA CLÍNICA DA FAMÍLIA NOVO HORIZONTE, NO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ 47 JUNQUEIRÓPOLIS PROJETO DE EMAGRECIMENTO: + SAÚDE EM JUNQUEIRÓPOLIS-SP 49 PROJETO AGITA JUNQUEIRÓPOLIS 51 LINS INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO NA ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO: ENFATIZANDO A PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS 53 LORENA I OFICINA DE APROVEITAMENTO INTEGRAL DOS ALIMENTOS EM UNIDADES DE SAÚDE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) NO MUNICÍPIO DE LORENA/SP 56 “ARTICULAÇÃO ENTRE ATENÇÃO BÁSICA E ATENÇÃO ESPECIALIZADA - CER III: AMPLIANDO O OLHAR PARA O CUIDADO CONTINUADO” 58 “ACOLHIMENTO DOS USUÁRIOS NA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE: FOCO NA DEMANDA ESPONTÂNEA NO MUNICÍPIO DE LORENA-SP” 60 LUÍS ANTÔNIO PROJETO HUMANIZAR SEM FRONTEIRAS 62 PROJETO UM NOVO SORRISO – INTERVENÇÃO NA SAÚDE BUCAL INFANTIL DE CRIANÇAS EM IDADE DE CRECHE 64 MAIRIPORÃ A IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO PARA A PROMOÇÃO DE SAÚDE EM GESTANTES DE ALTO RISCO 66 UM CASO DE SUCESSO DE ACOMPANHAMENTO MULTIPROFISSIONAL DO “PROGRAMA MELHOR EM CASA” EMAD (EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE ATENDIMENTO DOMICILIAR), IMPLANTADO NO MUNICÍPIO DE MAIRIPORÃ-SP 68 O IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA PERSPECTIVA DE SAÚDE DAS CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA DAS CRECHES MUNICIPAIS DO MUNICÍPIO DE MAIRIPORÃ 70 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DE RISCO DE CÁRIE NAS CRECHES COMO ORGANIZAÇÃO DE DEMANDA REDE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE BUCAL 72 MOGI DAS CRUZES USO DA PLATAFORMA GOOGLE – DOCUMENTOS ONLINE 74 ARTE E MÍDIAS DIGITAIS NO CUIDADO EM SAÚDE: CRIATIVIDADE E TECNOLOGIA NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO AOS USUÁRIOS DO SUS 75 TRATAMENTO ODONTOLÓGICO CONCLUÍDO EM 41,20% DE CRIANÇAS, UTILIZANDO O TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO (TRA) EM ESCOLAS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI DAS CRUZES 77 DANÇANDO A CIDADE: PROMOÇÃO DE SAÚDE MENTAL EM ESPAÇOS NÃO TRADICIONAIS DE CUIDADO 79 PROJETO SAÚDE ESCOLA 81 O TRABALHO TRANSDISCIPLINAR NA CLÍNICA AMPLIADA: GRUPO MAMÃE-BEBÊ, CUIDANDO DE QUEM CUIDA 82 GRUPO EDUCATIVO DURANTE O PRÉ-NATAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA 84 MOGI-GUAÇU SENTIMENTOS DA FIGURA PATERNA NO PROCESSO DE GESTAR E PARIR 85 ATENÇÃO BÁSICA 3
MONTE ALEGRE DO SUL “RELATO DE EXPERIÊNCIA GRUPO CONTRA O TABAGISMO EM MONTE ALEGRE DO SUL” 87 MONTE ALTO A IMPLANTAÇÃO DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ROTINA DE UMA EQUIPE DE ATENÇÂO PRIMÀRIA E A CONSEQUENTE RE-SIGNIFICAÇÃO DO CUIDAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA 90 NOVA EUROPA EDUCAÇÃO EM SAÚDE, LASERTERAPIA E O USO DE MÍDIA SOCIAL NO INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO: AÇÕES DE APOIO A AMAMENTAÇÃO REALIZADAS PELA EQUIPE NASF-AB DE NOVA EUROPA - SP 92 NOVA GUATAPORANGA IMPACTOS DA QUALIFICAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA POR MEIO DE AÇÕES COLETIVAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM NOVA GUATAPORANGA-SP 94 ORINDIÚVA TESTE DA ORELHINHA E PUERPÉRIO: UM TRABALHO DE HUMANIZAÇÃO 96 “PROJETO RESTAURANDO SORRISOS NA IDADE ESCOLAR” – UMA ATUAÇÃO DA EQUIPE DE SAÚDE BUCAL, COM AS ESCOLAS E PROJETOS DO MUNICÍPIO DE ORINDIÚVA 98 VISITA DOMICILIAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA EXITOSA NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ORINDIÚVA 101 ASPECTO POSITIVO NA MUDANÇA DA ABORDAGEM COM OS PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS DO MUNICÍPIO DE ORINDIÚVA 103 OURINHOS SORRIA OURINHOS PROJETO DE PREVENÇÃO DA DOENÇA CÁRIE DENTÁRIA EM CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS DE IDADE MATRICULADOS NAS NEIs e EMEIs de OURINHOS 106 PROMISSÃO FACILITAÇÃO DO ACESSO AO EXAME DO PREVENTIVO: ESTRATÉGIAS DE AMPLIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA 108 ESCOLA SORRISO 110 PROGRAMA SORRISO NOVO: MAIS QUE UM SORRISO, UMA DIGNIDADE! 111 A ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 112 FONOAUDIOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA 113 OS BENEFÍCIOS ATINGIDOS PELA INTERVENÇÃO DE SAÚDE COM O FUNCIONAMENTO DE UMA NOVA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA 114 A IMPORTÂNCIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE FRENTE AO PACIENTE PORTADOR DE LESÃO VENOSA 116 ESTRATÉGIAS DE ATENDIMENTO MÉDICO PARA EPIDEMIA DA DENGUE 118 RANCHARIA PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR - SISTEMATIZAÇÃO DO OLHAR EM SAÚDE: UM MODELO DE CONSTRUÇÃO DE UM PLANO DE CUIDADOS EM SAÚDE 120 REGENTE FEIJÓ SAÚDE DO TRABALHADOR 122 RIBEIRÃO BONITO ATENÇÃO BÁSICA 124 RIBEIRÃO PRETO AVALIAÇÃO DA PORCENTAGEM DE ADESÃO AO PRÉ NATAL DO PARCEIRO POR UNIDADE DE SAÚDE ONDE FOI REALIZADO O ATENDIMENTO PRÉ NATAL NOS ÚLTIMOS 03 ANOS 126 AVALIAÇÃO DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À PESSOA COM CONDIÇÕES CRÔNICAS 128 ESTRATÉGIA PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL: O PROGRAMA DE APRIMORAMENTO MULTIPROFISSIONAL EM HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE RIBEIRÃO PRETO/SP 130 ATENÇÃO BÁSICA 4
“BETINHA”: A NOVA PERSONAGEM DE PROMOÇÃO EM SAÚDE DA UBS RIBEIRÃO VERDE 133 ABSENTEÍSMO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA 135 AVALIAÇÃO DA RESOLUBILIDADE DA EQUIPE DO NASF INTEGRADA ÀS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO PRETO 137 SANTA BÁRBARA DOESTE AGENDAMENTO DA PRIMEIRA CONSULTA DE PUERICULTURA DO RECÉM-NASCIDO COM ATÉ 07 DIAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE, ANTES DA ALTA HOSPITALAR 139 AURICULOTERAPIA COMO FERRAMENTA DE ADESÃO DE USUÁRIOS A GRUPOS DE PROMOÇÃO DE SAÚDE 141 (RE)SIGNIFICANDO O ABSENTEÍSMO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 143 SAÚDE E MOVIMENTO 145 SANTA MERCEDES VIVA BEM LEVE 147 SANTANA DE PARNAÍBA GRUPO DE ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM OLHAR SOBRE A PRIMEIRA INFÂNCIA, NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 150 CONTRIBUIÇÕES DA FONOAUDIOLOGIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR (DTM) E DOR OROFACIAL (DOF): UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS DO AMBULATÓRIO MULTIDISCIPLINAR DE DTM E DOF DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 152 RESULTADOS DO INQUÉRITO EPIDEMIOLÓGICO DA CÁRIE DENTÁRIA NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA NO ANO DE 2019 155 CONSTRUINDO UM PROJETO DE ATENDIMENTO AOS CASOS DE OBESIDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA SOB A ÓTICA DA SAÚDE MENTAL 157 “GRUPO DE MULHERES: UMA POSSIBILIDADE DE SE REINVENTAR E EXERCER A CIDADANIA, UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR” 159 CONHECER PARA INTERVIR: HÁBITOS DO USO DE ESTÉREO PESSOAL NOS ALUNOS DO 9º ANO ESCOLAR QUE FALHARAM NA TRIAGEM AUDITIVA ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 161 TESTE DA LINGUINHA - PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO, ENCAMINHAMENTO E SOLUÇÃO PARA O FREIO CURTO NOS RECÉM NASCIDOS DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 164 CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA 166 RESULTADOS NO TRATAMENTO DA DOR OROFACIAL EM PACIENTES COM DISTÚRBIOS NA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR, INTEGRANDO A ACUPUNTURA, FONOAUDIOLOGIA E A ODONTOLOGIA NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 168 A ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NO SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 170 ARRANJOS E TESSITURAS DO TRABALHO EM EQUIPE – RELATO DA EXPERIÊNCIA DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DA UNIDADE DE SAÚDE AVANÇADA DO PARQUE SANTANA NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 172 ALFABETIZAÇÃO EMOCIONAL DE UMA AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE 174 GRUPO ABERTO DE APOIO AO ALEITAMENTO MATERNO: O PRIMEIRO CUIDADO DO RECÉMNASCIDO 176 ATENDIMENTO COMPARTILHADO: CONTRIBUIÇÕES DA FONOAUDIOLOGIA E FISIOTERAPIA NO CUIDADO AO RN DE RISCO DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA- SP 179 ACOLHIMENTO SOCIAL NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: IDENTIFICANDO E VIABILIZANDO ACESSO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS 180 SANTOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E AGENTES DE CONTROLE DE ENDEMIAS JUNTOS FORTALECENDO A ATENÇÃO BÁSICA NO MUNICÍPIO DE SANTOS-SP 182 ATENÇÃO BÁSICA 5
ATENÇÃO BÁSICA COMO PROTAGONISTA EM AÇÕES DE BLOQUEIO CONTRA O SARAMPO EM NAVIO DE CRUZEIRO: ESTRATÉGIA PARA EVITAR A REINTRODUÇÃO DO VÍRUS NO BRASIL 184 VACINOGRAMA: NOVO INSTRUMENTO DE TRABALHO PARA AUXILIO NAS BUSCAS ATIVAS, ACOLHIMENTO E ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE SANTOS 186 “MOVIMENTE-SE”: AGREGANDO QUALIDADE DE VIDA AOS IDOSOS DA USF CASTELO – SANTOS/SP 188 SÃO BERNARDO DO CAMPO REESTRUTURAÇÃO DO GRUPO CRESCER + PROMI - RECÉM-NASCIDOS NA UBS ORQUÍDEAS 190 FORTALECENDO PARA CUIDAR: UMA INTERVENÇÃO JUNTO AOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO 192 WORKSHOP DE MATRICIAMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA 194 A PRESENÇA DO ENFERMEIRO NO ENSINO PRÁTICO DOS ALUNOS DE MEDICINA NO INTERNATO EM ATENÇÃO PRIMÁRIA, DO CENTRO UNIVERSITÁRIO SAÚDE ABC – FMABC 196 + SAÚDE, AMPLIANDO O CUIDADO ATRAVÉS DA FORMAÇÃO NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES – CRIAÇÃO DE GRUPO DE TRABALHO E CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE 198 SAÚDE NA PRAÇA - SAÚDE EXTRA MUROS NASF E UBS ALVES DIAS 200 HORTA COMUNITÁRIA: UMA EXPERIÊNCIA COM OS ALUNOS DO INTERNATO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE PAULICÉIA – SÃO BERNARDO DO CAMPO 202 O DESAFIO DE INCORPORAR A ATENÇÃO PRIMÁRIA NO ENSINO MÉDICO 204 GRUPO DE ACOLHIMENTO EM SAÚDE MENTAL UM ANO APÓS SUA IMPLANTAÇÃO NA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA NA PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO 206 GRUPO DE ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL – UMA FERRAMENTA NA GESTÃO DO CUIDADO 209 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS INFLUÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE BUCAL EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS NA REDUÇÃO DO ÍNDICE DE CPOD DO MUNICÍPIO 211 SÃO PAULO MONITORES DA ÁGUA 213 ADESÃO DAS GESTANTES EM SAÚDE BUCAL 215 VENCEDORES, EXERCÍCIOS E PRÁTICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIA PARA MANEJO DA DOR CRÔNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 217 HUMANIZADAMENTE 219 TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO COMPULSIVA - IDENTIFICAÇÃO, POSSIBILIDADES DE CUIDADOS E QUESTÕES DE SAÚDE PÚBLICA 221 MUSICALIDADE COMO FERRAMENTA PARA PREVENÇÃO DE SOFRIMENTO MENTAL DURANTE A GESTAÇÃO E PUERPÉRIO 223 PREVENÇÃO, INTERVENÇÃO E MONITORAMENTO REALIZADOS PARA CRIANÇAS, UMA PARCERIA ENTRE ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), NÚCLEO DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF) E PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) QUE DEU CERTO 225 ATENÇÃO BÁSICA 6
DIRETORIA DO COSEMS/SP (2019/2021) Presidente: Geraldo Reple Sobrinho - SMS São Bernardo do Campo 1ª Vice-Presidente: CarmemGuariente - SMS Araçatuba 2ª Vice-Presidente: Adriana Martins - SMS Guararema 1ª Secretária: Raquel Zaicaner - SMS Taboão da Serra 2ª Secretária: Luciana Arantes - SMS Batatais 1ª Tesoureira: Maria Dalva dos Santos - SMS Embu Guaçu 2º Tesoureiro: Wander Boneli - SMS Descalvado Diretor de Comunicação: Cristiane Gomes - SMS Paraguaçu Paulista Vogais: Amauri Toledo - SMS Caraguatatuba Ana Fernanda - SMS Capão Bonito Clara Carvalho - SMS Mogi Guaçu Edson Ap. dos Santos - SMS São Paulo Elaine Xavier - SMS Lucianópolis Lucimeire Rocha - SMS Santa Bárbara D’Oeste Márcia Reina - SMS Votuporanga Marco da Silva - SMS Nantes Maristela Santos - SMS Guaratinguetá Paula Terçariol – SMS Lavínia Ricardo Conti - SMS Lençóis Paulista Ricardo Leão - SMS Apiaí Ronaldo Gonçalves Junior - SMS Catanduva Sueli Melo - SMS Monte Alto Tiago Texera - SMS Jundiaí Comissão Organizadora da Mostra : Ana Lúcia Pereira Brigina Kemp Cleide Fernandes Campos Dirce Cruz Marques Lidia Tobias Silveira Márcia Marinho Tubone Projeto Revista Eletrônica: Claudia Meirelles Secretária Executiva Aparecida Linhares Pimenta Assessoria Técnica Brigina Kemp Claudia Meirelles Cleide Campos Dirce Cruz Marques Elaine Giannotti Lídia Tobias Silveira Marcia Tubone Maria Ermínia Ciliberti Mariana Alves Melo Assessoria de Comunicação Bruno Quiqueto Claudia Meirelles E-mail: comunicacao@cosemssp.org.br Projeto Gráfico Marcelo Cielo Editoração Eletrônica RS Press Foto de capa Getty Images Em março deste ano fomos surpreendidos com a pandemia provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) e por isto a 17º Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, atividade importante para o COSEMS/SP, foi suspensa, juntamente com o 34º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo. Passado o despontamento inicial por não podermos exibir os trabalhos no espaço da Mostra e promover a troca de experiências, como fazemos todos os anos, nos sentimos convocados a rever o universo dos 1146 trabalhos inscritos e refletir sobre o significado de experiências tão diversificadas do SUS municipal neste momento tão complexo como o contexto da COVID19. Deste total, 1114 trabalhos foram inscritos pelas equipes municipais e 32 trabalhos foram inscritos como outras experiências, modalidade também prevista no regulamento da Mostra. Ehoje, após esta imersão, onde nasce a proposta para a confecção das revistas eletrônicas, acreditamos que as experiências descritas nos trabalhos representam o alicerce com o qual os gestores e equipes municipais contaram para organizar a Rede de Atenção à Saúde, para garantir o enfrentamento da COVID19. Assim, convidamos a todos, como primeira leitura, mergulharem no universo das diferentes experiencias vividas na Atenção Básica, retratadas nos Trabalhos inscritos na Mostra e compartilhadas nestas primeiras Revistas Eletrônicas sobre AB. Os Trabalhos aqui apresentados, demostram, de forma viva e real, uma Atenção Básica que deve ser responsável pela cuidado integral à saúde e que reconhece o território, como espaço dinâmico, complexo e singular, cujas ações da AB, de forma organizada e resolutiva, terão impacto nas condições de vida da população que lá reside. Vínculo, escuta qualificada, trabalho em equipe, acolhimento ao usuário e outros dispositivos fundamentais para ampliação do acesso com qualidade e de forma humanizada, estão presentes nos relatos. Reconhecerão uma Atenção Básica potente, com novas estratégias de organização e novos arranjos de trabalho, que reinventamcotidianamenteapráticanasUnidadesBásicas deSaúde, no atendimento individual e coletivo, e com ações intersetoriais e na comunidade. Dão visibilidade à atuação e compromisso dos trabalhadores da Saúde com o Cuidado e que atendem as reais necessidade de saúde. Boa leitura a todos! PREFÁCIO ATENÇÃO BÁSICA 7
Este ano, como já é do conhecimento de todos, fomos obrigados a adiar o 34º Congresso do COSEMS/SP por conta da COVID 19 no Brasil e no estado de São Paulo, onde continua acumulando, em números absolutos, o maior número de casos no país. O tema do nosso Congresso era COSEMS/SP – 32 ANOS EM DEFESA DO SUS, quando pretendíamos debater o papel da entidade no processo de construção do SUS nos municípios do estado de São Paulo. Neste momento, já estamos retomando a organização do congresso, adiado para março de 2021, primeiro ano de novas gestões municipais, o que nos dá mais responsabilidade na defesa incondicional do SUS. Com certeza, o próximo Congresso vai evidenciar a força viva do SUS, construída no cotidiano da gestão e dos serviços de saúde. Continuaremos trabalhando e lutando pelo SUS que acreditamos, aquele que se faz de no debate democrático e na construção de consensos, com financiamento justo, participação e com muitos aprendizados e ensinamentos. Mostraremos, mais uma vez que mesmo em situações tão adversas, como a que estamos vivenciando em 2020 por conta da necessidade de enfrentar a COVID19, o SUS é capaz de se reinventar no território municipal. Quanto à 17ª Mostra de Experiências Exitosas, que também não foi possível acontecer, a primeira avaliação dos trabalhos trouxe mais uma vez o que nos surpreende a cada ano: a organização capilar e cotidiana da rede de atenção à saúde no ESP, com experiências que revelam o quanto as equipes de saúde são capazes de produzir com o objetivo de garantir o cuidado integral a população do nosso Estado. Este ano, foram inscritos 1146 trabalhos, o que representa um recorde numérico em relação aos anos anteriores. E isto, não poderia passar despercebido pela Diretoria do COSEMS/SP! Como reagir à enorme frustação de não possibilitar à experiência de vermos centenas de pessoas transitando e conversando sobre as sua experiências na construção do SUS e encerrar o processo com a premiação David Capistrano e com as Menções Honrosas? Daí a nossa decisão de publicar todos os trabalhos inscritos na 17ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, por meio de edições especiais, que demonstram o engajamento e o compromisso dos gestores municipais e dos trabalhadores da saúde para ofertar o SUS que a população merece. Seguramente, estas revistas carregam o DNA do SUS! Um orgulho para nós, que representamos os municípios paulistas na defesa do SUS! Geraldo Reple Presidente do COSEMS/SP, SMS de São Bernardo do Campo e Membro do Comitê de Contingência do Governo do Estado de SP PALAVRA DO PRESIDENTE DO COSEMS/SP ATENÇÃO BÁSICA 8
A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL GRUPO INFANTILDEPSICOLOGIAETERAPIAOCUPACIONAL–NASFDEILHASOLTEIRA. Autores: Ligieh Carollini Silva de Paula Lima, Rafaela Palma Nanni Tirintan Cardim, Lelia Lofego Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTANCIA TURISTICA DE ILHA SOLTEIRA Município: Ilha Solteira CIR: Lagos Endereço: Praça dos Paiguas Telefone: 37436093 Celular: 997641988 Email: leliafarm@hotmail.com INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O projeto do grupo tem a frente como liderança uma Psicóloga e uma Terapeuta Ocupacional, onde juntas conseguem ter uma percepção global da criança. O grupo surgiu com intuito de auxiliar as crianças a lidarem com alguns comportamentos, e também pensando nos pais, em suas dificuldades e angustias enfrentadas diante dos filhos, ou seja, o manejo com o mesmo. Muitas vezes os pais notam comportamentos agressivos e inadequados da criança, e nem sabem o porquê daquilo, por não compreenderem o processo de desenvolvimento de cada faixa etária. Algumas influências sobre o desenvolvimento tem origem principalmente na hereditariedade: traços inatos ou características herdadas dos pais biológicos. Outras influencias vêm em grande parte do ambiente: o mundo que está do lado de fora do eu, e que começa no útero, e a aprendizagem relacionada a experiência. (PAPALIA, FELDEMAN, 2013, p.42). Toda essa questão é abordada dentro do grupo através do brincar não estruturado, na grande maioria das vezes e também com brincar estruturado. É ummomento onde as crianças ficam longe das tecnologias, permitindo uma maior convivência e interação, onde aprendem a participar, explorar, expressar-se, conhecer a si mesmo e o outro. Aprendem a reconhecer seu corpo, seus movimentos, gestos, imaginação e sobre as transformações. “Brincando, a criança experimenta sentimentos de prazer e de controle; descobre omundo que está à sua volta, cria e se exprime.” (Ferland, F. 2006). Segundo Vygotsky (1978) o ser humano aprende pormeio da relação como outro, através dessa interação que vão adquirindo habilidades cognitivas, as atividades compartilhadas, o dividir, isso tudo faz com que a criança comece a pensar, entender sobre o meio que está inserida, o pensamento é um meio essencial para aprender e pensar sobre o mundo. No momento que a brincadeira e interação com os outros integrantes do grupo estão ocorrendo, as terapeutas atuam como facilitadoras estimulando a socialização dentro do espaço lúdico, e também exercitam o olhar clinico diante de cada criança, o que lhes permitem fazer as possíveis intervenções dentro de suas áreas de conhecimento. Vygotsky (1978) ressalta a importância de pessoas mais desenvolvidas por perto nesses momentos, pois elas vão auxiliar a aprendizagem da criança, e assim a mesma vai internalizá-la, isso faz com que a criança atravesse a linha do que já é capaz de fazer sozinha e aquilo que é capaz de fazer com a assistência. OBJETIVOS Objetivo geral Auxiliar o desenvolvimento da criança, resgatar os valores e o prazer no brincar longe de eletrônicos. O brincar não estruturado desenvolve a aprendizagem, habilidades motoras, auxiliando assimnamelhor qualidade de vida da criança, e consequentemente amudança emseu comportamento. Orientar e auxiliar os pais e familiares quanto ao desenvolvimento e comportamento das crianças. Objetivos específicos - Aprender através do brincar. - Desenvolver sua autonomia. - Proporcionar a socialização - Aprender regras, limites e resoluções de problemas. - Estimular a criatividade ATENÇÃO BÁSICA 9
METODOLOGIA A funcionalidade do grupo se dá através de encaminhamentosmédicos das unidades Básicas de Saúde e também por encaminhamentos vindos da secretaria de educação. Diante disso, analisamos a demanda o que possibilitou para a criação do grupo. No primeiro momento é chamado o responsável para acolhimentoeentendimentodaqueixainicial,eapósacriançaéinseridanogrupo,ecasohajanecessidade é realizado alguns atendimentos individualizados. No grupo são trabalhados vários aspectos, sendo um deles a compreensão de regras e limites, que faz com que compreendam aonde seus diretos terminam e o direto do outro começa. Consequentemente aprendem as regras, a compartilhar, a lidar com as frustrações e tudo isso irá auxiliar para que no futuro a criança consiga lidar comproblemas tendomaior equilíbrio ematuridade para solucioná-los. Ogrupo é realizado uma vez na semana, coma duração de 60 minutos e o número de participantes atualmente são 12 crianças. É realizadamensalmente uma reunião comos pais e/ou responsáveis das crianças para orientações, onde osmesmos possuemessemomento para trazer as dificuldades apresentadas pelas crianças durante a rotina diária, e nós profissionais, oferecer as devolutivas do trabalho realizado para continuidade dos estímulos a serem realizados em casa também. RESULTADOS As atividades realizadas dentro do grupo trouxerammuitos benefícios às crianças emvárias dimensões, como por exemplo, a melhora na socialização, a capacidade de aprender a dividir brinquedos e compartilhar brincadeiras, como também, estimular a imaginação, a criação, a resolução de problemas e a convivência em grupo. Os pais nos trouxeram informações positivas diante disso, pois notaram uma melhora no comportamento da criança em casa e na escola. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho tem sido de fundamental importância na vida das crianças, pois resgatam valores e aprendizado na qual nos tempos atuais temos encontrado escassos. As crianças deixam de brincar, criar, imaginar para passaremamaior parte do tempo em redes sociais ou games, impossibilitando que exerçama infância como deveriam, o que não comprometemapenas o comportamento e o aprendizado, mas tambémtrazemriscos para saúde como umamaior possibilidade para desenvolver o sedentarismo e até a obesidade. Pensando emsaúde pública, ações como essas deveriamser realizadas sempre a fim de promover a prevenção de riscos futuros para as crianças. Os pais precisamde orientações para lidar como comportamento da criança, mas tambémprecisamestar cientes dos riscos que a criança poderá enfrentar se não tiver uma educação e um acompanhamento adequado no decorrer da infância. Como sabemos, prevenir é o melhor tratamento e no grupo podemos abordar todas essas questões para uma melhor qualidade de vida, não somente da criança, mas de todo seu contexto familiar. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de atenção básica. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. PAPALIA, D, E; FELDMAN, R, D. Desenvolvimento Humano:12. ed. Porto Alegre: Editora AMGH,2013. VYGOTSKY, L. S. Aprendizagem e Desenvolvimento Intelectual na Idade Escolar. In: Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1978. FERLAND, F. O Modelo Lúdico. O Brincar, a Criança com Deficiência Física e a Terapia Ocupacional. Editora ROCA, 3ª ed. 2006. ATENÇÃO BÁSICA 10
PROJETO 100% SAÚDE Autores: Italo Gomide Alves Instituição: Prefeitura Municipal de Indaiatuba Município: Indaiatuba CIR: Campinas Endereço: Av. Eng. Fabio Roberto Barnabe Telefone: 38349000 Celular: 997024217 Email: italo.alves@indaiatuba.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Estudosepidemiológicosapontamqueaobesidadeéhojeumdosgrandesdesafiosdossistemasdesaúde nomundo, atingindo adultos e crianças, trazendograves consequências à saúdedapopulação, associado a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina. A globalização, o marketing exacerbado de alimentos processados, o consumismo, a necessidade de prazeres rápidos e respostas imediatas contribuem para o aparecimento da obesidade como uma questão social. A obesidade envolve complexa relação entre corpo-saúde alimento e sociedade, uma vez que os grupos têm diferentes inserções sociais e concepções diversas sobre estes temas, que variam com a história. No Brasil, existem mais de 20 milhões de indivíduos obesos. Na população adulta, 12,5% dos homens e 16,9 % das mulheres apresentam obesidade e cerca de 50% têm excesso de peso (sobrepeso). Nos Estados Unidos a situação é aindamais grave: 64,5%da população adulta está acima do peso, sendo que quase a metade é considerada obesa. Entendo esse contexto atual e suas consequências, visualizamos a necessidade de uma intervenção, visando a promoção à saúde e a organização do cuidado integral ao indivíduo com sobrepeso e obesidade, com foco na vigilância alimentar e nutricional, a promoção da alimentação adequada e saudável, prática de exercícios físicos e o empoderamento para o autocuidado. OBJETIVOS Oprincipalobjetivodo100%Saúde,éareeducaçãoalimentarparaindivíduoscomsobrepesoouobesidade, orientando mudanças no estilo de vida, alimentação saudável e prática de exercícios físicos. No caso de pessoas portadoras de obesidade mórbida, o projeto prevê, além do acompanhamento semanal em um dos Polos da cidade, o encaminhamento para UNICAMP, para continuidade do tratamento, onde será realizada a cirurgia bariátrica. METODOLOGIA Os participantes, encaminhados geralmente pelas unidades de saúde do município, participam de reuniões semanais, com equipe multidisciplinar que ministra palestras sobre os mais variados temas, sempre com foco na redução de peso, em 07 Polos espalhados pelo município, incluindo a Câmara Municipal e Unidades de Saúde. A cada semana, um profissional aborda um tema diferente, orientando mudança de hábitos alimentares e no estilo de vida, de maneira motivadora e esclarecedora, a fim de incentivar a perda de peso e uma vida mais saudável. A equipe multidisciplinar é composta por: técnico de enfermagem, enfermeiro, clínico geral, nutricionista, psicólogo, cardiologista, nefrologista e outros convidados, como fisioterapeuta. Assim que ingressa na palestra o participante passa por uma entrevista, é levantado seus dados antropométricos para verificação de seu grau de obesidade, que será acompanhado semanalmente (a cada palestra são aferidos peso, pressão, glicemia capilar). Os exames laboratoriais são solicitados e acompanhados na Unidade de Saúde de referência do participante. ATENÇÃO BÁSICA 11
RESULTADOS Em seus quase 5 anos de existência o projeto demonstrou sua eficácia de proposta, pois, no último levantamento de dados, em novembro de 2019, contávamos com 5.896 participantes que já haviam passado pelo programa ou que estão em acompanhamento, com um total de perda de peso eliminado de 11.206,623kgrs. Os participantes, em sua maioria, referem que seus exames laboratoriais sofreram alterações consideráveis, apontando queda nas taxas de colesterol e triglicerídeos, sem contar com a melhora na disposição e autoestima, devido à perda de peso. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao investir nesse projeto, como uma estratégia de educação em saúde que se propõe somente a prover informação aos indivíduos para promover uma decisão informada sobre os riscos à saúde, relacionados à obesidade, e oferecer, em casos específicos, a oportunidade de realizarem a cirurgia bariátrica, vimos que ações específicas para a promoção da alimentação saudável, com enfoque para a prevenção e o controle da obesidade, a partir da mobilização de instituições públicas, privadas e setores organizados da sociedade, criando ambientes saudáveis, propondo e elaborandomedidas regulatórias, disseminação da cultura da alimentação saudável e desenvolvimento de ações multidisciplinares, foi de fundamental importância no empoderamento dos sujeitos e da comunidade para o cuidado com sua própria saúde. Dado o Grande Sucesso com os resultados em adultos, o Projeto prevê para início de março de 2020, ações voltadas para o público infantil, com o lançamento do 100% Kids, seguindo os mesmos moldes, porém, com uma abordagem diferenciada para o público em questão. ATENÇÃO BÁSICA 12
ENGAJAMENTO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NO ATENDIMENTO AO PACIENTE DOMICILIADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: Michele Sales dos Santos da Silva, Sandra Regina Silva Chiarelli Instituição: Autarquia Municipal de Saúde IS Município: Itapecerica da Serra CIR: Mananciais Endereço: Rua Major Manoel Francisco de Moraes Telefone: 46686046 Celular: 97617356 Email: educacaopermanente.saude@itapecerica.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Este trabalho visa expandir a importância da visita domiciliar por equipemultidisciplinar, atividadedentro doSUS, que viabiliza a ampliaçãodomundodopaciente ‘invadindoos (extra)muros do seueu’, avançando e indo além, proporcionando ações de prevenções de doenças dentro da rede familiar e promovendo a saúde. Os profissionais comprometidos no caso prestaram uma assistência centrada na família, focada no contexto físico e social apresentado no campo em que vive. Ressalto a relevância do acolhimento e fortalecimento de vinculo, assim a entrada no âmbito familiar será menos invasiva. A residência em acompanhamento era umambiente restrito e privado, comdificuldade de organização e higiene pessoal e do ambiente, alimentação deficiente, sem acesso a educação escolar, sistema familiar adoecido, comunicação ineficaz, dificuldade de locomoção do paciente e sua mãe, renda familiar ineficiente, falta de conhecimento quanto aos deveres e direitos materno em relação ao menor. O ambiente estava insalubre, pois a mãe era acumuladora compulsiva de reciclável. A mãe não exercia nenhuma função laborativa e não conseguia outro meio de ter uma fonte renda extra, nesse caso a família se sustentava exclusivamente do beneficio LOAS. OBJETIVOS O objetivo desse trabalho é mostrar a importância da participação da equipe multidisciplinar na composição do atendimento de atenção à saúde, assim como, refletir sobre a complexidade dessa atividade através do relato de experiência. METODOLOGIA A Agente Comunitária de Saúde apresentou o caso em reunião de equipe, após realizar visita domiciliar que tinha como objetivo fazer a entrega de insumos para acamados, a profissional atenta observou que a residência necessitava de um acompanhamento da equipe multidisciplinar. O presente relato da experiência iniciouem2017efindou-seem2019. Identificação: GMS, 13Anos,morador região Itapecerica da Serra, Diagnostico: CID 10- G90 Indivíduos envolvidos: Sistema Familiar; Equipe Multidisciplinar da USF Potuverá (ACS, Enfermagem, Médico da Família, Psicóloga, Assistente Social) e outras secretarias. RESULTADOS Como psicóloga, consegui trazer uma consciência psicoeducacional da importância da organização da casa. Percebi que existia um sofrimento psíquico da mãe em relação ao filho por não permitir que freqüentasse a escola regular com medo de ser excluído e maltratado devido ao quadro clínico do mesmo. Através de algumas intervenções a mãe conseguiu compreender que havia leis norteadoras sendo afligidas, pois o menor se encontrava em cárcere privado e sem acesso à educação básica e ATENÇÃO BÁSICA 13
por conseqüência inseriu o adolescente na escola regular e começou a realizar os acompanhamentos necessáriosparaobemestarorgânicodomenor.Realizei umaponteentreasaúdeeosdiferentessetores para matricular o adolescente na escola e ter um cuidador educacional na sala de aula para ter auxilio na realização das tarefas, ter segurança e ter relações interpessoais na escola. No decorrer do tempo com a inserção do menor na escola a mãe conseguiu ter renda extra, abrindo o seu comércio informal. A mãe sofreu mudanças na sua auto-imagem valorizando o seu eu, demonstrando essa modificação na sua vestimenta, na forma de conversar e se comportando com maior tranqüilidade. Essa mudança ocasionou no retorno de sua filha, que havia saído de casa para evitar maiores gastos. Observei que o campo da família expressava uma harmonia e equilíbrio, quer dizer que a equipe engajada encorajou a promoção de saúde a está família. Sendo a Constancia do trabalho e do tempo de grande valia para êxito do processo, visto as mudanças visíveis dentro do ambiente. Após várias visitas domiciliares de acompanhamento a esta residência constatou-se que a mãe já não apresentava tanta resistência no cuidar do menor, aceitando com mais facilidade a ajuda externa vinda dos profissionais que atuavam no caso, criando um vínculo da família com os profissionais da USF. Foi significativa a melhora na organização do ambiente familiar, autonomia financeira e familiar e conseqüentemente ampliação do conhecimento familiar sobre direitos e deveres, como responsáveis pelo menor no ambiente familiar e social. Orelacionamentodamãe comomenor tambémgerou confiança. Omenor foi reintegradoaomeio social escolar proporcionando um reconhecimento de sua autonomia e validação de suas habilidades. CONSIDERAÇÕES FINAIS Pode-se concluir que os objetivos colocados no estudo foram satisfatórios considerando que a mãe se sentiu apoiada, bem como a família quanto aos medos e inseguranças referentes ao menor, a família foi conscientizada sobre a importância da higiene e organização no ambiente de convivência e incentivada o convívio da família no meio social. A importância da comunicação entre os membros da família e o adolescente propiciou o reconhecimento das várias habilidades do paciente assim como inseri-lo no ambiente escolar e meio social A participação, comunicação e engajamento da equipe multidisciplinar no processo de inserção e adaptação do adolescente no meio escolar foram muito importantes para o sucesso do desenvolvimento da autonomia domenor e na reflexão sobre a complexidade dessa atividade assim como as mudanças do processo do sistema familiar e foi de extrema relevância quando todos estão afincos no mesmo propósito. A comunicação e escuta é expressão de respeito, entendimento de diferentes olhares sobre o vivido naquele momento por todos integrantes da equipe. Portanto é importante ressaltar que ninguémtrabalha sozinha para obtenção da resolutividade no âmbito da saúde. ATENÇÃO BÁSICA 14
GRUPALIDADE E GRUPO: ATITUDES QUE FORTALECEMO TRABALHONO SUS Autores: Michele Sales dos Santos da Silva, Adeli de Melo, Noemi Santos Silva Vitorino, Michelle Silva dos Reis Instituição: Autarquia Municipal de Saúde IS Município: Itapecerica da Serra CIR: Mananciais Endereço: Rua Major Manoel Francisco de Moraes Telefone: 46686046 Celular: 97617356 Email: educacaopermanente.saude@itapecerica.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O processo de grupalidade no Hiperdia se constituiu a partir da necessidade emsensibilizar a população a nortear as decisões terapêuticas. As dificuldades percebidas na baixa adesão ao tratamento, verificadas através da constante necessidade de consultas médicas e apenas trocas de receitas com expressivo aumento de novas medicações, sinalizou a urgência na adoção de novas ações educativas. O respeito à troca de saberes compartilhados foi ampliado através de diversas práticas em cada grupo. Musicoterapia e dança, meditação, confraternizações, mudanças no estilo de vida, prosas, versos e poesias nos levaram há um universo macro que vai muito além de saúde e doença. OBJETIVOS Fortalecer o autocuidado e gerar autonomia, promover vínculos, multiplicar ações de prevenção e promoção à saúde, sensibilizar quanto à necessidade de mudança no estilo de vida, reduzir consultas constantes e idas recorrentes ao Pronto Socorro. METODOLOGIA O grupo para hipertensos e diabéticos tem como método principal o conhecimento de diversas práticas e ações que favorecem o cuidado. Às quartas-feiras com inicio as 08h30minh é desenvolvido por Enfermeiros, Auxiliares de Enfermagem, Agentes Administrativos. Atualmente participam do grupo uma média de 20 a 30 pessoas, dessa forma houve a necessidade em adequar o grupo na parte externa da Unidade. A cada grupo são planejadas ações diferenciadas atendendo a necessidades especificas dos participantes bem como: reflexão, relaxamento, declamações poéticas, canto, confraternização, atividade física, orientações alimentares e de uso correto das medicações, controle de peso, controle de Pressão Arterial e Glicemia Capilar (Dextro). RESULTADOS Observou-se um aumento de participantes e maior vínculo de confiança entre a equipe de saúde e a população local. No grupo surgem importantes trocas de vivencia e saberes que são fundamentais para nortearasdecisões terapêuticas.Ospacientesestãomaisenvolvidosnasaçõesdepromoçãoeprevenção em saúde individual e do grupo, dividem suas dúvidas, seus medos, suas experiências e adquirem conhecimento sobre suas doenças. Atendendo ao objetivo proposto houve significativa diminuição de consultas emPronto Socorro emaior adesão ao tratamento, incluindomudança dos hábitos alimentares e uso correto das medicações. ATENÇÃO BÁSICA 15
CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir dos depoimentos dos pacientes e da observação dos resultados apresentados no controle de hipertensão e diabetes, consideramos que o grupo é uma importante ferramenta de promoção de saúde e educação em saúde. Os pacientes que frequentam o grupo semanalmente são os que apresentam maior adesão ao tratamento, uso correto dosmedicamentos, receitas emdia, acompanhamentomédico no período proposto e melhora na qualidade de vida. Acreditamos que o aumento de participantes se deu graças à diversidade de práticas, agregando ainda mais valor, experiências enriquecedoras e transformadoras, capazes de suscitar mudanças significativas e duradouras, que os pacientes compartilham e multiplicam em razão do forte vínculo criado através do grupo, que funciona ainda como centro de convivência, no qual os pacientes criam amizades, compartilham experiências de vida e trocam saberes, fortalecendo sua autoestima e autoconfiança. Consideramos que a manutenção e constante atualização dos conteúdos do grupo é essencial para continuidade e ampliação dos resultados alcançados. ATENÇÃO BÁSICA 16
NATAL SOLIDÁRIO DO SAMU DE ITAPECERICA DA SERRA Autores: Karina Aparecida Passos da Silva, Rosangela Aparecida Medeiros Coelho, Eliana Tikami de Lima Carvalho, Michele Sales dos Santos da Silva, Rosangela Roberta de Oliveira Pereira Hathner Instituição: Autarquia Municipal de Saúde IS Município: Itapecerica da Serra CIR: Mananciais Endereço: Rua Major Manoel Francisco de Moraes Telefone: 46686046 Celular: 97617356 Email: educacaopermanente.saude@itapecerica.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O SAMU 192 é o componente assistencial móvel da Rede de Atenção às Urgências que tem como objetivo chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde que possa levar a sofrimento, complicação, alteração na sua qualidade de vida, ou atémesmo àmorte. Alguns estudos têm problematizado a vulnerabilidade socioeconômica de uma grande parcela da população, como sendo um dos condicionadores da precarização do atendimento aos seus direitos, inclusive aos direitos de saúde (GOMES; PEREIRA,2005). O Natal Solidário do SAMU de Itapecerica da Serra surgiu em 2019, através de uma ação voluntária dos servidores, como objetivo de promover uma ceia de natal e conseqüentemente umNatal Feliz para as famílias identificadas carentes durante os atendimentos das ocorrências. É uma ação diferente para ajudar as pessoas através do SAMU, que já faz um trabalho impactante para salvar vidas nas situações de urgências ou emergências. Natal é uma das épocas mais esperadas do ano. Mais do que celebrar, compartilhar é uma das palavras foco dessa época que é potencializar ainda mais o instinto solidário dos profissionais envolvidos. OBJETIVOS Desenvolver umaação solidáriadoSAMUde ItapecericadaSerraemparceria comaAutarquiaMunicipal de Saúde, Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD) e Departamento da FROTA, junto às famílias carentes identificadas nas ocorrências, evidenciando os valores e princípios para o exercício da solidariedade. METODOLOGIA O SAMU de Itapecerica da Serra teve a iniciativa de elaborar o Natal Solidário no ano de 2019, sendo assim, no decorrer do respectivo ano inúmeros atendimentos residenciais foram feitos pelas Equipes. E com base nesses atendimentos criou-se uma base de dados de famílias carentes, e quando identificado os profissionais registravam os dados, o qual seria uma indicação para a possível doação. Para melhor organização, criaram uma lista de servidores voluntários que gostariam de realizar doações para o Natal Solidário. Os servidores escolheram a forma de contribuição, tais como: doações de alimentos não perecíveis, dinheiro ou brinquedos. Esta ação não se preocupou apenas com o alimento do corpo e com a distribuição de brinquedos, como também com o alimento da alma, através da elaboração de cartões contendo mensagens positivas, escritas pelos próprios servidores. No dia 20 de dezembro a ação foi realizada com sucesso, os servidores juntamente com o papai Noel proporcionaram um momentomágico como real sentido do natal, coma distribuição das cestas natalinas e brinquedos para as famílias e crianças carentes. ATENÇÃO BÁSICA 17
RESULTADOS O Natal Solidário do SAMU, AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAUDE, EMAD E O SETOR DE FROTAS de ItapecericadaSerrabeneficiou59 famílias carentes identificadasduranteoatendimentodasocorrências no ano de 2019. Essa ação despertou nos profissionais um olhar diferenciado daqueles vividos durante os atendimentos, retornar as residências nummomento em que a alegria era a única preocupação. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Natal Solidário do SAMU de Itapecerica da Serra surgiu a partir da percepção do cotidiano realizado pelas Equipes de SAMU, durante os atendimentos das famílias carentes identificadas nas ocorrências. O SAMU -192 realiza um trabalho de constante “stress ocupacional”, onde os desafios do trabalho, tomam contade todaequipeduranteoatendimentodasurgênciaseemergências. Realizar umtrabalhodiferente do SAMU, voltado para ajudar pessoas, ganha outro significado, quando a solidariedade é colocada em prática. Esta ação promove a satisfação pessoal de quem participa principalmente no período natalino, quando somos movidos pela emoção do sentido do Natal. A ação superou as expectativas dos profissionais envolvidos, ao se depararemcoma alegria das famílias e crianças ao receberema visita do Papai Noel em suas casas, levando a cesta natalina e brinquedos. Referências Bibliográficas Gomes MA, Pereira MLD. Família em situação de vulnerabilidade social: uma questão de políticas públicas. Cien Saúde Colet 2005; 10(2):357-363. Sthal.H, C.; Berti,H.W. Identificação de indivíduos vulneráveis no entorno de umhospital universitário: conectando vulnerabilidade, solidariedade e saúde. Cienc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.16, n.7, jul.2011. ATENÇÃO BÁSICA 18
IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE ATENÇÃO AS CONDIÇÕES CRÔNICAS ATRAVÉS DO PROJETO QUALIFICA AB: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ITAPEVA/SP. Autores: Adriana Barros Viegas, Francine CampolimMoraes, Dalvane Cristina Moraes Oliveira, Leticia Fragoso Santos de Oliveira Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPEVA Município: Itapeva CIR: Itapeva Endereço: Avenida Vaticano Telefone: 35249370 Celular: 997585587 Email: sec_saude@itapeva.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O Modelo de Atenção as Condições Cronicas (MACC) proposto por Mendes (2012), foi desenvolvido com basesnoCronicCareModel (CCM), noModelodePiramidesdeRisco (MPR) enoModelodeDeterminação Social da Saúde de Dahlgren e Whitehead. A incorporação desses modelos permitiu adapta-los e criar um modelo de atenção para implantação na realidade do SUS. A Condição Crônica (não confundir com doença crônica) é uma situação em saúde que demanda seguimento longitudinal no tempo para o seu acompanhamentoe resoluçãoemumaunidadede saúdeque compõea rededeAtenção. Diferentemente do evento agudo que requer contato pontual comumserviço de saúde, a Condição Crônica requer maior complexidade de organização do serviço e de toda a Rede. O CCM se estrutura em seis elementos fundamentais: a organização da rede de atenção à saúde através do autocuidado apoiado, do desenho de sistema de prestação dos serviços, do suporte as decisões - protocolos clínicos, prática baseada em evidencias, etc , e sistema de informação clínica. A implantação dos seis elementos do modelo gera usuários ativos e informados interagindo comequipes proativas epreparadas. JáoMPRasnecessidades das pessoas portadoras de condições crônicas são definidas em termos da duração da condição, da urgência da intervenção, do escopo dos serviços requeridos e da capacidade de autocuidado da pessoa portadora da condição. A aplicação desses critérios permite estratificar as pessoas portadoras de condições crônicas em três grupos. O primeiro grupo seria constituído por portadores de condição leve, mas com forte capacidade de autocuidado e/ou com sólida rede social de apoio. O segundo grupo seria constituído por portadores de condição moderada. O terceiro grupo seria constituído por portadores de condição severa e instável e com baixa capacidade para o autocuidado. O modelo de Dahlgren e Whitehead inclui os determinantes sociais da saúde dispostos em diferentes camadas concêntricas, segundo seu nível de abrangência, desde uma camada mais próxima aos determinantes individuais até uma camada distal onde se situam os macrodeterminantes. O modelo enfatiza as interações: estilos de vida individuais estão envoltos nas redes sociais e comunitárias e nas condições de vida e de trabalho, as quais, por sua vez, relacionam-se com o ambiente mais amplo de natureza econômica, cultural e econômica. Já o MACC deve ser lido em três colunas: na primeira coluna, sob influência do MPR, está a população total estratificada em subpopulações por estratos de riscos. Na última coluna, sob influência do modelo de determinação social saúde de Dahlgren e Whitehead, estão os diferentes níveis de determinação social da saúde: os determinantes intermediários, proximais e individuais. Na coluna domeio estão, sob influência do CCM, os cinco níveis das intervenções de saúde sobre os determinantes e suas populações: intervenções promocionais, preventivas e de gestão da clínica. O conhecimento da população da ESF envolve um processo complexo, estruturado em vários momentos: o processo de territorialização; o cadastramento das famílias; a classificação das famílias por riscos sociosanitários; a vinculação das famílias à equipe da ESF; a identificação das subpopulações com fatores de riscos ATENÇÃO BÁSICA 19
proximais e biopsicológicos; a identificação das subpopulações com condições de saúde estabelecidas por estratos de riscos; e a identificação das subpopulações com condições de saúde muito complexas (Mendes, 2012). OBJETIVOS Descrever o processo de formação de facilitadores que auxiliaram a implantação do MACC em duas equipes de ESF em Itapeva/SP. METODOLOGIA Para que a implantação do MACC fosse operacionalizada foram realizadas oficinas de formação de facilitadoresaseremconduzidaspeloArticuladorEstadualdaAtençãoBásica,estesfacilitadores,porsua vez, erammembros das equipes de ESF escolhidas pela coordenaçãomunicipal. Foramescolhidas duas equipes para participar do processo. Foram realizadas dez oficinas com os seguintes temas: 1) Atenção as condições crônicas e sua relação com a AB; 2) Organização e prática de educação permanente como ferramentade formaçãoeorganizaçãodaspráticasdesaúdedaAB; 3) Territorializaçãoecadastramento; 4)Estratificaçãodevulnerabilidadefamiliar;5)Planodecuidadoparafamíliasvulneráveis;6)Acolhimento a demanda espontânea; 7) Estratificação de risco para as condições crônicas; 8) Linhas de cuidados: organização da rede; 9) Ações para o autocuidado apoiado; 10) Gestão da agenda na AB. As oficinas entre o Articulador e os facilitadores eram realizadas mensalmente e teve duração de 11 meses, com início em Agosto de 2018 e término em Julho de 2019. A dispersão dos facilitadores junto com a equipe foi realizada nas reuniões de equipes quinzenalmente. Após cada dispersão foi elaborado umplano de ação para a implantação ou melhora do processo de trabalho relacionado a temática da oficina. RESULTADOS Com apoio da coordenação municipal da AB, as duas equipes conseguiram revisar o processo de territorialização e cadastramento, atualizando o número de pessoas cadastradas, também conseguiuse realizar a estratificação de vulnerabilidade familiar, segundo escala de Coelho e Savassi. Realizouse também a elaboração do fluxo de atendimento a demanda espontânea, e início do processo de estratificação de risco de pacientes hipertensos e diabéticos. Contudo, as duas equipes ainda estão em fase de implantação de outros planos de ação elaborados no processo, e ainda em monitoramento do projeto. CONSIDERAÇÕES FINAIS As equipes ainda estão na fase de revisão do processo de trabalho, porém as mudanças decorrentes da participaçãodas oficinas permitiuas equipes amelhorano cuidadoeatençãoapopulação comcondições crônicas, auxiliando, assim, no processo de implantação do MACC. Referências Bibliográficas Mendes EV. O cuidado as condições crônicas na atenção primária a saúde: o imperativo na consolidação da estratégia de saúde da família. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde; 2012. ATENÇÃO BÁSICA 20
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