Atenção Básica - Vol.II

pacientes são encaminhados à fonoaudióloga e à fisioterapeuta deste ambulatório pelos pediatras e neuropediatra do município. A fonoaudióloga incentiva e orienta o aleitamento materno, avalia as funções estomatognáticas, da coordenação da deglutição, aspectos cognitivos e de estimulação da linguagem. A fisioterapeuta avalia o desenvolvimento sensório motor, realiza estimulação precoce e orientação aos pais quanto à estimulação motora. As duas profissionais realizam os atendimentos em conjunto. A frequência de atendimento pode ser mensal ou bimestral, de acordo com a avaliação do bebê e o seu DNMP. Quando necessário, a fisioterapeuta e fonoaudióloga encaminham esse bebê para o atendimento semanal com equipe de reabilitação do município. Todos os bebês fazem o acompanhamento auditivo através de encaminhamento para reteste de emissões otoacústicas (EOA) aos 3 meses, 6 meses e 1 ano de idade; para os recém nascidos pré termo (RNPT) considera-se a idade corrigida para tais encaminhamentos. Os exames de EOA são realizados por empresa conveniada do município. No retorno ao ambulatório, se o exame das EOA estiver alterado o bebê é encaminhado para avaliação diagnóstica e acompanhamento audiológico com otorrinolaringologista do município. A alta com fonoaudióloga e fisioterapeuta do AMPARE se dá após a criança iniciar marcha independente e fala, ou automaticamente aos 2 anos de idade com realização de encaminhamentos, se necessário. RESULTADOS No ano de 2019, as especialidades de fonoaudiologia e fisioterapia do AMPARE acompanharam 124 crianças, totalizando 429 atendimentos. Destas, apenas 9 crianças abandonaram o tratamento. De acordo com a idade gestacional ao nascimento, foram atendidas 40 crianças nascidas termo (RNT) e 84 pré termo (RNPT). Destas, 4 eram RNPT extremo (anterior a 27 semanas e 6 dias), 18 muito pré termo (de 28 a 31 semanas e 6 dias), 32 RNPT moderado (32 a 33 semanas e 6 dias), 30 RNPT tardio (34 a 36 semanas e 6 dias). Em relação ao fator de risco, tivemos 5 por BP, 10 por ANN grave, 24 por complicações no parto e pós parto imediato, 15 por síndrome genética, 21 por fator pré natal, 4 por ADNPM (encaminhados tardiamente – após 9 meses – para avaliação com a fisioterapeuta do AMPARE) e 45 por prematuridade. Das 124 crianças atendidas em 2019, 9 abandonaram o acompanhamento, 19 foram encaminhadas para tratamento com equipe de reabilitação do município e 96 ficaram em acompanhamento no ambulatório por apresentar atraso ou risco de atraso do DNPM. Estas adequaram seu desenvolvimento com as orientações recebidas. CONSIDERAÇÕES FINAIS Observou-seque, dascriançasacompanhadaspelasespecialidadesde fonoaudiologiaefisioterapia do AMPARE, apenas 15,32% delas foram encaminhadas para tratamento de reabilitação. Logo, 84,68% apresentaram DNPM adequado com as orientações recebidas, o que otimiza a agenda da equipe de reabilitação do município. Podemos também considerar que o vínculo com os pais foi efetivo e a proposta de oferecer suporte técnico e apoio às famílias foi alcançada. Para finalizar, fica evidente a efetividade do atendimento multidisciplinar do ambulatório em proporcionar o desenvolvimento adequado e a redução de comorbidades das crianças. ATENÇÃO BÁSICA 179

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