Atenção Básica - Vol.II

VENCEDORES, EXERCÍCIOS E PRÁTICAS BASEADAS EMEVIDÊNCIA PARA MANEJO DA DOR CRÔNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Autores: Marilia Navarro Mazzo, Diogo Cesar Miranda Instituição: Fundo Municipal de Saúde Município: São Paulo CIR: São Paulo Endereço: Rua General Jardim Telefone: 33972033 Celular: 931398875 Email: afastcursoscongressos@prefeitura.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O grupo de Práticas Corporais, criado há 8 anos, da UBS Alto do Umuarama e UBS Jardim Helga, conduzido pelos fisioterapeutas do NASF tinha como objetivo o fortalecimento muscular global. Porém em 2018 passou por um processo de reformulação, após uma avaliação dos profissionais que identificaram um grupo muito heterogêneo em faixa etária, etiologia das doenças além de uma alta prevalência de usuários com dores crônicas. Foi criado o grupo VenceDores em Janeiro de 2019, após uma busca pelas melhores práticas baseadas em evidências. O grupo foi estruturado para usuários com diversos quadros de dores crônicas, em diferentes articulações e/ou queixas envolvendo dor musculoesquelética. As atividades do grupo acontecem semanalmente em um território próximo as duas unidades, com a participação de aproximadamente 60/70 pessoas. OBJETIVOS Ofertar as melhores práticas em manejo de dor crônica. METODOLOGIA Durante o grupo, realizamos exercício que trabalham força muscular, condicionamento físico, flexibilidade, consciência corporal, coordenação motora e treino de equilíbrio, esses são os aspectos físicos, frequentemente abordados. Além disso, incorporamos propostas interdisciplinares, envolvendo diversos profissionais da atenção primaria, são eles psicólogos, assistente social, agentes de saude, auxiliares de enfermagem, cada um contribuindo com sua especificidade, e com o objetivo de trabalhar o manejo bio-psico-social da dor, amplamente discutido na literatura. São realizadas diversas abordagens com objetivo de proporcionar conhecimento adequado do processo da dor, diminuir crenças, medos, mitos sobre dor/ movimento e diminuir as limitações funcionais. Isso de uma maneira lúdica, usando dinâmicas, reflexões e técnicas de “concentração”. Para cada dia do grupo é abordado um tema, que o profissional faz de maneira expositiva, além dos exercícios físicos, que são realizados no mesmo dia. Dessa forma, o processo de educação em dor, leva uns 15/20 minutos, e os outros 40/45 minutos são de exercícios. Outro aspecto evidenciado na literatura e que foi incorporado ao pelos profissionais foi sobre a aliança terapêutica. Desenvolvendo a co-responsabilização e auto eficácia aos pacientes, pois sabemos que os exercícios realizados conosco precisam ser repetidos em casa, com frequência de 30 minutos por dia. A eficiência da atividade é comprovada por estudos, garantindo assim a eficácia do trabalho. ATENÇÃO BÁSICA 217

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