RESULTADOS Jacareí é uma cidade de médio porte, 98% de cobertura da APS, composta por 16 UBS da ESF e 02 UBS domodelo tradicional. Deste antes de 2008, já incluía emseuprocessode trabalho apresençade equipes multiprofissionais, trabalhando na lógica de ambulatorial, na busca da ampliação de acesso a serviços complementares na APS. Com a criação das equipes NASF, serviço se consolidou na lógica de trabalho integrado. Em 2019, 100% da APS é atendida por eNASF, sendo sete equipes de NASF tipo 1, ou seja, somatório de 200h emcarga horária dos profissionais que compõemcada equipe. Quando se questionou sobre o papel da eNASF, todos incluíram em sua resposta a palavra apoio, apesar do seu significado amplo, está reforçada na pergunta seguinte sobre quais ações os supervisores entendem que a equipe não está envolvida que deveria estar e 55% (n=10) deles responderam que a equipe está envolvida em todas as atividades da UBS, sugerindo que a integração entre as equipes acontece. Demais respostas, a necessidade da presença da equipe em grupos que ainda serão desenvolvidos respondida por 17% (n=3 )das UBS, representa que a eSF conta com o suporte da eNASF logo ao identificar a demanda. Quando questionadas sobre importância das ferramentas de apoio utilizadas pelo NASF, com exceção daquelas que envolvem, exclusivamente, o conhecimento nuclear como atendimentos individuais, por exemplo; apoio ao processo de trabalho da equipe e análise e monitoramento dos dados coletados, foram apontados como tarefas importantes desenvolvidas pelas eNASF em primeiro e segundo lugar, respectivamente , entre doze opções. Apoio na execução das campanhas e articulação com outros serviços do território, ambas emterceiro lugar na escala de importância. Oque revela o reconhecimento da eNASF como apoio estratégico, não apenas para ações assistenciais, mas para ações de vigilância em gestão do cuidado. Quando questionadas sobre os impactos da inexistência da equipe NASF para a execução de dozes ações do apoiomatricial. Foi apontado que seria de difícil realizar Projeto Terapêutico Singular (PTS) por 39 % (n=7) das UBS; seria difícil a articulação com outros equipamentos da rede, difícil a realização de discussão de casos e realização de grupos, cada atividade apontada por 17% (n=3) das UBS. Também não foram consideradas atividades que envolvem, exclusivamente, o conhecimento nuclear. Este resultado aponta a atuação da equipe NASF como estratégica para realização da coordenação do cuidado e promoção da integralidade do cuidado, pressupostos da APS e do SUS. Os desafios apresentados para melhoria dos serviços são em relação à comunicação para a continuidade das ações pactuadas; à falta de estrutura física para comportar uma equipe multiprofissional e à falta de entendimento da população quanto à proposta. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir dos relatos é possível considerar que as equipes entendem e contam com o apoio da eNASF para a resolução das demandas. Também, a partir das necessidades das eSF, fica evidente o caráter estratégico da atuação do NASF para questões assistenciais e de gestão das UBS. O NASF apresenta potencialidades e fragilidades, sendo necessários reajustes administrativos e estruturais para que a prestação de serviço seja mais eficaz e eficiente. O enfraquecimento da proposta resultará em UBS atuando mais distantes de pressupostos da APS e dos princípios do SUS. Referências Bibliográficas Anjos KF et al.. Perspectivas e desafios do núcleo de apoio à saúde da família quanto às práticas em saúde. Saúde debate. 2013 Dec. 37( 99 ): 672-680. Belotti, M. et al. (2019). Análise Documental sobre as Normativas do Trabalho no Núcleo Ampliado de Saúde da Família. Psicologia: Ciência e Profissão, 39, e185025. Epub July 29, 2019. Brasil. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica – CAB 27 Núcleo de Apoio de Saúde da Família. 2008. Brasil. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica – CAB 27 Núcleo de Apoio de Saúde da Família. 2014. Brasil. Portaria nº2488 de 21 de outubro de 2011. Política Nacional de Atenção Básica. 2011. Brasil. Portaria nº 2436 de 21 de setembro de 2017 . Política Nacional de Atenção Básica. 2017. ATENÇÃO BÁSICA 25
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