TÍTULO DA EXPERIÊNCIA: ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE Autores: Tamy Gomes da Silva, Flávia Peres de Barros, Antonio Carlos de Almeida Pacheco, Raquel Zaicaner, Maria de Fátima Farias Duayer, Célis Aparecida Michelos Ferreira Ribas Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE TABOÃO DA SERRA Município: Taboão da Serra CIR: Mananciais Endereço: Praça Miguel Ortega Telefone: 47885612 Celular: 946527696 Email: rosangela.lima@taboaodaserra.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA No município de Taboão da Serra contamos com 13 unidades básicas de saúde (UBS); a característicadesteserviço visaatender ousuárioemseuacompanhamentode rotina. Abuscapara atendimento é contínua, fazendo com que diariamente tenhamos uma demanda não programada, esta demanda é encaminhada ao acolhimento. O desafio maior é organizarmos esta expressiva procura pelo atendimento por demanda espontânea. Apesar de todas as UBSs realizarem este serviço, identificamos a necessidade de preparar melhor o profissional enfermeiro para deixálo seguro no atendimento e melhorar a qualidade do serviço oferecido. Antes deste trabalho, o enfermeiro fazia a escuta e tomava conduta de acordo com a queixa, sem seguir protocolos para tomada de decisão. Então tínhamos várias questões a serem respondidas: O que usuário busca? Qual é a sua necessidade (o que inclui uma escuta qualificada, uma avaliação técnica)? Qual/como é vinculo do usuário com a unidade? Como será atendido em sua necessidade? Em que tempo? Como a equipe (e cada profissional dentro da área de sua competência) vai participar? Que oferta de cuidado constitui a melhor resposta à necessidade apresentada? O que pode ser potencializado no encontro com o usuário para além do que se coloca em evidência na situação apresentada? Que outras necessidades e possibilidades podem ser identificadas e trabalhadas? Além, disto notamos que cada profissional realizava o atendimento de acordo com a organização da sua unidade, não havendo um padrão de atendimento no município. Diante do exposto, identificamos a necessidade de organizar melhor a demanda espontânea, através de uma capacitação para o profissional enfermeiro. Optamos por implantar no acolhimento a classificação de risco, de acordo com as Políticas Nacionais de Humanização (2013), a saber: • Garantir acesso, avaliação e cuidado resolutivos. • Desenvolver a escuta qualificada e o atendimento humanizado, centrado na pessoa e na família. • Identificar as pessoas de maior risco e vulnerabilidade. • Promover vínculo usuário e unidade. • Organizar o atendimento à demanda não programada. • Avaliar queixas clínicas mais frequentes, comuns, presentes no cotidiano dos serviços, e o atendimento às situações de urgência menores na Atenção Primária. Para isso é preciso entender a diferença do acolhimento e da atitude acolhedora. O acolhimento técnico é realizado a partir da escuta técnica qualificada, deve ocorrer por um profissional de nível superior capacitado com base em protocolos, isso implica na tomada de decisão, queixa e conduta. A atitude acolhedora pode e deve ser feita por qualquer profissional do serviço, pois ela não requer tomada de decisão técnica, envolve as boas maneiras de atendimento, deve começar desde a recepção. O paciente precisa se sentir acolhido, bem direcionado, informado sobre o funcionamento do serviço dentre outras coisas. Por isso para fazer a escuta da queixa, classificar o risco e tomar conduta é imprescindível que seja um profissional de nível superior treinado. ATENÇÃO BÁSICA 165
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