RESULTADOS A amostra foi constituída por 51 indivíduos de ambos os sexos, 43 homens (84,3%) e 8 mulheres (15,7%). Estes foram divididos em dois grupos, os com HIV+ (54,9%) e os com AIDS (45,1%). Observando o perfil nutricional dos pacientes HIV+, foram encontrados 50% de eutrofia, 39,3% de excesso de peso e 10,7% baixo peso, conforme figura 1. Figura 1 – Perfil nutricional dos pacientes com HIV +. Os dados encontrados quanto ao perfil nutricional para os pacientes com AIDS, foram 56,6% eutrofia, 21,7% excesso de peso e 21,7 % baixo peso, conforme figura 2. Figura 2 – Perfil nutricional dos pacientes com AIDS. Considerando a amostra total do estudo, a eutrofia foi o diagnóstico nutricional de maior prevalência (52,9%). Este resultado é semelhante ao estudo realizado por Silva, et al (2010) sobre o estado nutricional, clínico e padrão alimentar de pessoas vivendo com HIV/AIDS em assistência ambulatorial no município de São Paulo, que apresentaram a maioria dos pacientes com média de IMC 24,3 kg/m², considerados eutróficos. Quanto ao excesso de peso conforme o gênero, as mulheres com HIV+ / AIDS apresentaram 0% e os homens de 39,3% e 21,7% com HIV+ e AIDS respectivamente, totalizando uma prevalência de excesso de peso de 31,4% do total da amostra. Número próximo ao do município de São Paulo em 2015, onde o boletim do estado nutricional mostra que há um maior excesso de peso entre os homens. A prevalência de baixo peso foi de 15,7% da amostra, ocorrendo só em homens. Destes os pacientes HIV+ (10,7%) representa um menor número, quando comparados aos pacientes com AIDS (21,7%). Vale ressaltar que nenhum dos pacientes estudados estavam em uso de TARV, não tendo a influência do mesmo sobre o diagnóstico nutricional. Estudos como o de Rocha et al (2009), relatam em sua pesquisa um número muito pequeno de pacientes com perfil nutricional de baixo peso em relação a eutrofia e ao excesso de peso. CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise do diagnóstico nutricional dos pacientes estudados foi caracterizada pela prevalência de eutrofia, mas com destaque para o excesso de peso em ambos os grupo. Os achados proporcionam um panorama do perfil nutricional, embora precisem ser melhorados, de pessoas que vivem com HIV / AIDS. Saber o panorama nutricional dos pacientes atendidos é importante para implantação de ações corretas para esse público. Deste modo, quanto mais cedo iniciarmos uma avaliação nutricional, intervenção alimentares, a promoção da mudança no estilo de vida, associados a um tratamento antirretroviral bem tolerado, melhor é a situação ideal para o paciente enfrentar todas as possíveis condições adversas pelas quais ele pode passar por sua doença. Por fim, cabe aos profissionais de saúde dedicados ao manejo da infecção, realizar a promoção da saúde, reforçando a relevância da equipe multidisciplinar no tratamento dos pacientes com HIV+ /AIDS. Referências Bibliográficas Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Boletim Epidemiológico – AIDS e DST. Brasília: MS; 2017. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Boletim Epidemiológico – AIDS e DST. Brasília: MS; 2018. CASTRO, Luisa Rihl. Estado nutricional em pacientes HIV positivos anêmicos atendidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre [dissertação]. Rio Grande do Sul: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2003. 52 p. CURTI, Maíra Ladeia Rodrigues; ALMEIDA, Luara Bellinghausen; JAIME, Patrícia Constante. Evolução de parâmetros antropométricos em portadores do vírus da Imunodeficiência Humana ou com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida: um estudo prospectivo. Rev. Nutr., Campinas , v. 23, n. 1, p. 57-64, Feb. 2010. MELO, Márcio Cristiano de et al . Incidência e mortalidade por AIDS em crianças e adolescentes: desafios na região sul do Brasil. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 21, n. 12, p. 3889-3898, Dec. 2016 . SILVA, Erika Ferrari Rafael et al . Estado nutricional, clínico e padrão alimentar de pessoas vivendo com HIV/ ATENÇÃO BÁSICA 174
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