Atenção Básica - Vol.III

ARTICULANDO AÇÕES NA REDE INTERSETORIAL – UMA POSSIBILIDADE DE CUIDADO Autores: Adriana Fatima dos Santos, Rosangela de Souza Correa Leite, Queli Roberta da Silva Instituição: Fundo Municipal de Saúde Município: São Paulo CIR: São Paulo Endereço: Rua General Jardim Telefone: 33972033 Celular: 931398875 Email: afastcursoscongressos@prefeitura.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A Supervisão de Saúde do Itaim Paulista está localizada na Zona Leste da cidade de São Paulo, que abrange dois distritos Itaim Paulista e Vila Curuçá, que somados representam uma área de 21,7 km², é habitada por mais de 358 mil pessoas. Pensando que a Cultura da paz apresenta-se intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não-violenta de conflitos, fundamentando-se nos princípios da solidariedade, tolerância, respeito à vida, aos direitos individuais e ao pluralismo e a partir de aspectos relacionados à questões de vulnerabilidade social, violência, fatores antropológicos relacionados, dentre outros vários dados, temos pautado discussões de casos mais complexos pensando sempre o envolvimento de ações na Rede Intersecretarial. Desta forma, podemos nos articular e pensar emações inter relacionadas, pactuadas e repactuadas, pensar sobre as diversidade de aspectos daquela família/ sujeito emsua pluralidade apresentada. Nossa abordagem terá como objetivo relatar umcaso discutido em rede como possibilidade exitosa nesta experiência, a partir desta articulação. OBJETIVOS Apresentar através de experiência de discussão de um caso complexo a possibilidade e potencialidade do trabalho em rede. METODOLOGIA Pensando que o conceito de saúde e doença e a linha de cuidado de cada sujeito tornou-se ampliada e isto pode ser contemplado na diversidade bibliográfica na Saúde, Assistência Social, as discussões de caso partem do princípio do matriciamento, como metodologia utilizada O PTS (Plano Terapêutico Singular) e o PIA (Plano Individual de Atendimento), são os instrumentos utilizados para pactuar e repactuar nossas ações, entendendo que o sujeito/família a ser discutido são seres emmovimento suscetível amudanças, mas com desejos, dificuldades, anseios, limitações/potencialidades e que conseguem dar conta de aspectos dentro do seu tempo, através de escolhas e que o papel da rede é o de pensar de que forma arquitetar para que ele consiga corresponder neste estágio apresentado, focando na garantia de direitos e de proteção. O caso relatado é o de G.A.P., nascida em 28/08/1961 que estava em curatela com um primo residindo nomesmo endereço e que exercia diversas violências, inclusive cárcere privado, coação moral irresistível, privações de direitos e a princípio ausência de uma rede de apoio positiva. Os vizinhos sinalizavam para uma questão de isolamento visual da residência com colocação de placas de aço pelo primo no entorno da residência, dificultando a percepção do que ocorria no interior da residência. A UBS de referência nos sinalizou para estas questões ocasião em que propomos a articulação em rede intersetorial para pensarmos sobre as demandas apresentadas, afim de garantir a integridade, segurança e cuidado à mesma. ATENÇÃO BÁSICA 27

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