intervenção da Unidade Básica de Saúde frente aquele item) e Intersetorialidade (a articulação da UBS com demais atores no território para intervir frente aquele item). À cada questão os membros da equipe elencam notas de 1 a 4 (menor a maior). Foram elaboradas fórmulas nas planilhas para que pudessem calcular scores de Ameaça Direta (o quanto aquele item pode ameaçar a saúde coletiva visto seu ponto fraco), Oportunidade Direta (o quanto aquele item pode oportunizar a saúde coletiva visto seu ponto forte) e Atuação da UBS (o quanto a UBS pode atuar naquele item por meio de sua governança e intersetorialidade) levando em consideração o número de domicílios que tem relação direta ao item avaliado (determinado/mensurado pela própria equipe) sobre o número total de domicílios pertencentes aquele território (cadastrados na ESF). Por meio desses cálculos se dá a priorização da sua atuação nas questões socioambientais do território (maior número de coeficiente de atuação da UBS), além da indicação da dominância atual daquele item (se potencialidade ou vulnerabilidade) e sua projeção futura (se piora, alerta ou melhoria). Foi aplicada a ferramenta em 30 (trinta) Unidades Básicas de Saúde, totalizando 176 (cento e setenta e seis) equipes saúde da família. RESULTADOS Os membros das equipes ESF e APA demonstraram compreender rapidamente a proposta da metodologia, indicando as notas para cada questão solicitada na ferramenta DSAt ESF/PAVS. Eventualmente houveram notas variadas dos membros da equipe para um mesmo item. Tais circunstâncias possibilitarammaior debate e discussão para osmembros chegarema umconsenso. Os membros das equipes se apresentaram concordantes com os resultados calculados pelo DSAt ESF/PAVS, determinando serem satisfatórias as fórmulas aplicadas na ferramenta. As equipes ESF fomentaram e proporam, junto ao Agente de Promoção Ambiental, ações, projetos e intervenções que pudessem ser efetivadas pela própria equipe de forma que atendesse a prioridade identificada no DSAt ESF/PAVS. Em casos de projeção esperada do tipo “Alerta” e “Piora” as equipes concluíam a necessidade de incluírem em suas práticas e rotinas atenção frente a tais itens. Alguns membros de equipe declararam a necessidade de revisitar suas próprias áreas, pois evidenciavam aspectos socioambientais de forma diferenciada a partir da oficina promovida para o DSAt ESF/PAVS. Foram mais de 4 mil itens levantados e avaliados e atualmente estão em planejamento um projeto socioambiental para cada Unidade Básica de Saúde em atenção ao maior score de Atuação da UBS. CONSIDERAÇÕES FINAIS ODSAt ESF/PAVS se apresenta como uma ferramenta que possibilita as equipes ESF diagnosticarem os aspectos socioambientais dos seus territórios na perspectiva da saúde de forma prática e com resultados satisfatórios. A territorialização torna-se efetiva por meio da ferramenta DSAt ESF/PAVS visto permitir além do reconhecimento, a discussão e reflexão do ambiente, população e dinâmica social existente da área. Destaca-se o potencial mobilizador e motivador da ferramenta DSAt ESF/ PAVS, visto apresentar resultados claros e rápidos quanto a prioridade de atuação, a predominância atual e projeção esperada quanto a cada aspecto socioambiental identificado pela equipe. ATENÇÃO BÁSICA 55
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