Vigilância em Saúde

POPULAÇÃO TESTADA E DIAGNOSTICADA PARA HIV NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE EM RIBEIRÃO PRETO NOS ÚLTIMOS 05 ANOS EM RELAÇÃO À FAIXA ETÁRIA E AO SEXO . Autores: Elaine Cristina Manini Minto, Eduardo Bras Perim, Renata Cristina Boscariol Manetta, Luiz Benjamin Trivellato Filho, Gislaine Carla Bovo Gonçalves, Gabriela Inara Arcaro Vicentini, Maria Lidia Marin, Larissa Elis Silva Crivelari, Laize Fernanda Pereira, Isabela Santos Bianchi Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO Município: Ribeirão Preto CIR: Aquifero Guarani Endereço: Rua Prudente de Morais Telefone: 39779305 Celular: 996101357 Email: cronicas@saude.pmrp.com.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O “Boletim Epidemiológico HIV/Aids”do Ministério da Saúde, publicado anualmente, apresenta informações sobre os casos de HIV e de aids no Brasil, regiões, estados e capitais, de acordo com as informações obtidas pelos sistemas de informação usados para a sua elaboração. Dados do último boletim epidemiológico do HIV/Aids mostram que 73% (30.659) dos novos casos de HIV em 2017 ocorreram no sexo masculino. Um em cada cinco novos casos de HIV estão entre homens de 15 a 24 anos (2017). Entre homens na faixa etária de 20 a 24 anos a taxa de detecção de aids cresceu 133% entre 2007 a 2017, passando de 15,6 para 36,2. Os jovens têm sido foco de campanhas de prevenção nos últimos anos. Pesquisas apontam que o uso do preservativo não é consistente entre os mais jovens, embora o nível de informação seja elevado em relação à forma de prevenção ao HIV. A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP 2013), de 2013, aponta que 45% dos entrevistados disseram não ter recorrido ao preservativo naquele ano. A mesma pesquisa mostra que 94% dos brasileiros sabem que a camisinha é a melhor forma de evitar as Infecções Sexualmente Transmissíveis. Em relação à prevenção, o Brasil vem diversificando as ações dentro de um conceito de prevenção combinada (uso de vários métodos), que inclui a distribuição de preservativos masculinos e femininos, gel lubrificante, ações educativas e ampliação do acesso a novas tecnologias, como testagem rápida (incluindo fluido oral), profilaxia pós-exposição e profilaxia pré-exposição. Ribeirão Preto, ao longo dos últimos anos, tem trabalhado muito na prevenção, já tendo implantado o PEP e a PREP e tem ampliado o acesso a testagem do HIV ano a ano. OBJETIVOS O objetivo deste estudo é verificar a população testada e diagnosticada para HIV no SUS, nos últimos 05 anos, em relação à faixa etária e ao sexo e verificarmos se os achados na população SUS de Ribeirão Preto apresentam as mesmas tendências divulgadas no último boletim em relação à população nacional, para identificarmos as faixas etárias que estão sob maior risco para que ações direcionadas possam ser implementadas para estas populações. METODOLOGIA Foi realizado um estudo retrospectivo utilizando os bancos de dados do Laboratório Municipal. Todos os pacientes que realizaram sorologias para HIV, nos anos de 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018, nas faixas etárias estudadas, foram selecionados neste estudo e divididos da seguinte ATENÇÃO BÁSICA 125

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