Vigilância em Saúde

maneira: de 15 a 19, 20 a 24, 25 a 29, 30 a 34, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49 e acima de 50 anos. O Laboratório Municipal segue o fluxograma 06 do Manual para Diagnóstico da infecção pelo HIV segundo a Portaria 29 de 2013. Realizamos o teste HIV ½ Combo de quarta geração da empresa Abbott (Quimioluminescência) e confirmamos automaticamente, na mesma amostra, o resultado REAGENTE com o teste IMUNOBLOT rápido da FIOCRUZ. RESULTADOS Nos últimos 05 anos houve um aumento expressivo no número de testes para o HIV em todas as faixas etárias estudadas. O aumento mais expressivo da testagem em geral se deu na faixa etária acima de 35 anos, com destaque para a população com mais de 50 anos que atingiu 180% de aumento de 2014 para 2018. Quando observamos a taxa percentual de infectados, na faixa etária de 20 a 24 anos obtivemos um aumento de 92,2%, de 2014 para 2018, já para as demais faixas etárias observamos um decréscimo no percentual de infectados na população testada para HIV, com destaque para a faixa etária acima de 50 anos que apresentou 63% de queda. Entretanto, esta foi a faixa etária que mais se testou para HIV por isso essa queda pode ser devido ao aumento do número de pessoas testadas o que aumenta a sensibilidade diagnóstica. Em relação ao sexo dos pacientes diagnosticados nos últimos 05 anos, para as faixas etárias mais jovens, de 15 a 35 anos a maioria esmagadora de pacientes diagnosticados é do sexo masculino. Para as faixas etárias acima de 35 anos a proporção de homens e mulheres infectados se aproxima, sendo que na faixa etária acima de 45 anos a razão fica próxima de 1, porém ainda temos mais infectados no sexo masculino. Podemos visualizar estes resultados nos gráficos 1, 2 e 3. Os resultados deste estudo na população SUS em Ribeirão Preto apontam a mesma tendência dos dados apresentados no último boletim divulgado pelo Ministério. Segundo o boletim entre homens na faixa etária de 20 a 24 anos a taxa de detecção de aids cresceu 133% entre 2007 a 2017, a mesma faixa etária em que observamos o aumento expressivo de 92,2% da taxa percentual de infectados. No Brasil, nas faixas etárias a partir de 15 anos, a taxa de detecção entre os homens é superior, sendo três vezes maior do que entre as mulheres, no último ano, para as faixas etárias de 20 a 24 e de 25 a 29 anos. Podemos observar a mesma tendência na população deste estudo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Observando os dados podemos concluir que ainda temos muito que avançar na luta contra o vírus HIV. Temos populações chaves que precisam de um olhar especial. Os jovens de 20 a 24 anos onde o número de casos tem aumentado de forma assustadora e a população masculina que continua sendo a mais atingida pela infecção em todas as faixas etárias. Precisamos pensar em políticas públicas que consigam atingir essas populações que, ao que indicam as pesquisas, tem a informação, porém não se não se utilizam com frequência da ferramenta de prevenção mais simples e eficaz que é o uso do preservativo. Temos que estimular a busca pela testagem, trabalhar a vinculação e a adesão ao tratamento e estimular a prevenção combinada aliada à disseminação de informações em todos os segmentos populacionais. A prevenção começa na informação e os programas de saúde tem que trabalhar em parceria com a Secretaria da Educação para informar nossa juventude onde a epidemia está em ascensão. Referências Bibliográficas UNAIDS Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS 90-90-90 Uma meta ambiciosa de tratamento para contribuir para o fim da epidemia de AIDS. Boletim epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde –Brasil. Volume 49. Nº53, 2018. ATENÇÃO BÁSICA 126

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