Vigilância em Saúde

CAMPANHA DE HANSENÍASE “JANEIRO ROXO” NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EM 2019 Autores: Claudia Romero, Carlos Tadeu Maraston Ferreira, Georgia Fernandes Cabral, Helena Keiko, Livia de Andrade Bessa, Mônica Tilli Reis Pessoa Conde, Patricia Carla Piragibe Ramos Burihan Instituição: Fundo Municipal de Saúde Município: São Paulo CIR: São Paulo Endereço: Rua General Jardim Telefone: 33972033 Celular: 931398875 Email: afastcursoscongressos@prefeitura.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Apesar da Hanseníase, no Município de São Paulo (MSP), ser considerada uma doença sob controle desde o ano 2000 (taxa de detecção menor de 1 caso/100.000 habitantes), ainda acomete número elevado de pacientes com danos e incapacidades físicas devido ao diagnóstico tardio. A despeito dos avanços significantes em relação à hanseníase, no tratamento e no seguimento dos pacientes, aproximadamente 50,0% dos casos novos diagnosticados no MSP apresentaram algum grau de incapacidade em 2018. Essa situação reflete falta de conhecimento dos profissionais de saúde para suspeição e diagnóstico da doença e também da população para buscar uma unidade de saúde ao identificar os primeiros sintomas. A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Programa Municipal de Controle de Hanseníase (PMCH), promoveu no mês de janeiro de 2019 a Campanha Municipal de Controle da Hanseníase, denominada "Janeiro Roxo" pelo Ministério da Saúde (MS). As Campanhas Educativas de Hanseníase têm ocorrido anualmente no município, com a participação da rede de serviços da atenção básica de saúde de SMS e com a colaboração de outras secretarias municipais, organizações não governamentais (ONG) e outras instituições públicas e privadas. Nas campanhas, o PMCH e as seis Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) unem esforços para sensibilizar o maior número de profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS), para que sejam capacitados para realizar a suspeição de casos e encaminhar os pacientes para o tratamento nas Unidades de Referência (UR). Atualmente, o MSP conta com 28 UR (pelo menos uma em cada subprefeitura), que são as responsáveis pela confirmação do diagnóstico, realização do tratamento supervisionado medicamentoso, tratamento das reações, atividades de avaliação e orientações na prevenção das incapacidades físicas. As medidas de controle da doença visam a interrupção da cadeia de transmissão que ocorre por meio do tratamento dos pacientes acometidos e do exame e vacinação dos contatos. Quanto mais precoce o diagnóstico, menor o risco de transmissão da doença e menores as complicações e sequelas provocadas pelo comprometimento dos nervos periféricos que caracterizam essa enfermidade. ATENÇÃO BÁSICA 236

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