OBJETIVOS Sensibilizar e treinar os profissionais de saúde para a suspeição diagnóstica e encaminhamento adequado dos casos suspeitos; Realizar busca ativa para detecção de casos e diagnóstico precoce; Divulgar informações a respeito de sinais e sintomas da doença para a população. METODOLOGIA O planejamento da Campanha é anual e abrange diferentes estratégias. A campanha é coordenada pelos técnicos do PMCH e das 06 CRS, com a participação das Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS), das 28 UR e de todas as UBS. Em relação às estratégias, a primeira delas é a reunião de planejamento das atividades e operacionalização da campanha, tendo em vista as particularidades de cada região e o envolvimento de todas as respectivas Supervisões Técnicas de Saúde (STS) e gerencias de UBS. Como parte da estratégia faz-se o treinamento de multiplicadores e a mobilização social por meio de parcerias com ONG, outras secretarias, instituições e organizações da sociedade civil, e outras. A elaboração e distribuição de material educativo (banners, cartazes, folders), bem como a divulgação na mídia, e a busca ativa de suspeitos, são atividades desenvolvidas durante a Campanha. RESULTADOS Em relação às ações executadas, no ano de 2019, 21.163 profissionais foram treinados no MSP, com 33,9% desses na CRS Sul e 26,3% na CRS Leste (Tabela 1). Na região Sul, além do treinamento convencional utilizou-se a estratégia da Educação à Distância (EAD). O percentual de incremento em relação à média dos anos de 2016 e 2017 foi de 25,3%. O impacto das ações da Campanha de “Janeiro Roxo”, em 2019, foi avaliado por meio do percentual de casos novos detectados durante as Campanhas em relação ao total de casos novos detectados durante todo o ano. Na Tabela 2, observa-se que a proporção de casos novos descobertos no período da campanha de 2019 em relação ao total de casos novos descobertos no ano, foi de 23,6%, o que representa um percentual significativo. Avaliando-se o impacto por CRS e utilizando-se o número de casos novos detectados com Grau II de incapacidades, nota-se na Tabela 3, que apesar do pequeno número de casos, a CRS Leste teve uma redução de 83,3% de 2017 para 2019. Vale citar que nos anos de 2017 e de 2018, essa região representou cerca de 40% dos casos grau II de incapacidades do MSP enquanto que em 2019, apenas 8,3%. CONSIDERAÇÕES FINAIS O incremento do trabalho de EAD realizado na Região Sul, para profissionais de saúde, resultou em maior número de casos novos diagnosticados na campanha do município. As ações de sensibilização e treinamento na região Leste refletem a redução significativa do número percentual de casos classificados com grau II de incapacidades no diagnóstico. Mediante os resultados obtidos, o PMCH tem como proposta para 2020, além do aprimoramento das ações já executadas, a realização de um projeto de educação continuada em Hanseníase a distância (EAD), para a sensibilização de todos os profissionais da rede de atenção à saúde do município. ATENÇÃO BÁSICA 237
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