Vigilância em Saúde

possíveis abrigos para quirópteros e orientaram sobre a forma correta de eliminação dos abrigos e desalojamento de quirópteros de forma segura e sem danos aos animais, conforme orientado em Manual de Manejo e Controle de Morcegos em Áreas Urbanas e Rurais da Fundação Nacional de Saúde, 1996. RESULTADOS Em 2017, houve somente 01 quiróptero positivo para raiva. O animal era da espécie frugívora Artibeus lituratus, macho, adulto. Foram vacinados 788 cães e 204 gatos domiciliados, totalizando 992 animais. Foram trabalhados nesse bloqueio um total de 1.169 imóveis. Na busca ativa de possíveis abrigos não encontrou-se colônias de quirópteros e identificou-se somente possíveis abrigos naturais. Já no ano de 2018, 08 quirópteros foram positivos para raiva, contabilizando 07 focos (dois quirópteros foram encontrados no mesmo imóvel). As espécies implicadas foram duas: Myotis nigricans, insetívoro, e Artibeus lituratus, frugívoro. Durante a busca ativa, os responsáveis cujas edificações estavam oferecendo possíveis abrigos para morcegos foram orientados sobre as formas seguras de desalojamento e eliminação de abrigos. A população nas áreas visitadas foi orientada quanto às situações de risco para transmissão de raiva, conduta em caso de acidentes envolvendo morcegos e conduta em caso de acidentes envolvendo morcegos, cães e gatos, além da importância de manter os animais vacinados contra a raiva. Foram vacinados 2.970 cães e 1.004 gatos domiciliados nestes sete bloqueios, totalizando 3.974 animais vacinados, além de trabalhados um total de 6.689 imóveis. CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando a baixa cobertura vacinal dos cães e gatos das áreas trabalhadas, optou-se pela vacinação de casa em casa, como uma medida de segurança complementar às diretrizes da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo de orientação à população. Anualmente, notamos uma redução na procura da população pelas campanhas antirrábicas gratuitas, e isso foi comprovado durante os bloqueios, pois somente animais não vacinados ou com vacinas vencidas eram vacinados pelas equipes. Considerando também a subnotificação por parte dos médicos veterinários da cidade quanto ao número de animais vacinados contra raiva ao ano, e a procura crescente por vacinação em casas agropecuárias, acredita-se que o bloqueio vacinal seja uma medida importante no controle da raiva urbana, quando do aparecimento de morcegos urbanos positivos em nossa cidade. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Morcegos emÁreas Urbanas e Rurais: Manual de Manejo e Controle. Brasília, 1996. 117p. BRASIL. Instituto Pasteur. Manual Técnico do Instituto Pasteur número 07: Manejo de quirópteros em áreas urbanas. São Paulo, 2003. 44p. ATENÇÃO BÁSICA 253

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