Vigilância em Saúde

aglomerados de casos positivos foram trabalhadas por equipes com visitação das casas, para a identificação de focos de proliferação do vetor, solicitação de adequações de manejo ambiental e orientaçõesgeraisàpopulaçãosobrecontroleeprevenção.Cãespositivosqueostutoresrecusaram o controle do reservatório, sãomonitorados quanto à adesão ao tratamento. Anualmente, os dados epidemiológicos são compilados e transformados em boletim epidemiológico. Outras ações de comunicação, educação e mobilização social são a realização de palestras e exposições sobre a doença e formas de controle e prevenção. RESULTADOS Apresentamos na Tabela 01, os números de notificações de cães suspeitos de Leishmaniose Visceral, casos reagentes autóctones, importados, casos descartados e taxas de positividade, dos anos de 2017 e 2018. Foram realizados dois inquéritos sorológicos amostrais caninos. Em 2017, foi realizado no bairro Vila Santana, com 501 coletas de sangues de cães, resultando em 14 animais reagentes, 19 resultados inconclusivos, e 468 cães não reagentes, totalizando uma prevalência de 2,7%. O inquérito sorológico amostral de 2018 foi realizado em dois bairros distintos: Aparecidinha e São Bento. No primeiro, foram 317 coletas de sangue de cães, sendo nenhuma amostra reagente e 01 resultado inconclusivo que na recoleta negativou, portanto, a prevalência foi de zero. No segundo, foram 501 amostras, sendo que nenhuma amostra foi positiva para leishmaniose visceral canina, e 03 resultados foram inconclusivos, sendo que na recoleta, dois negativaram e um permaneceu inconclusivo. Portanto, a prevalência foi de zero também. Na Figura 01, apresentamos o mapa da distribuição dos casos reagentes de LVC do município de Sorocaba, consolidados ao longo dos anos de 2013 a 2019, para visualização das áreas de transmissão da doença, objeto das ações de prevenção e controle. Nos anos de 2017 e 2018, foram realizadas 9.402 visitações a imóveis para o controle e prevenção da Leishmaniose Visceral, e 1.437 amostras de soro foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para diagnóstico. Ao longo dos dois anos, foram feitas ações educativas diversas, desde palestras a exposições educativas, e semanas de mobilização. Estima-se que 13.846 pessoas foram atingidas pelas atividades, que contavam também com orientações de controle e prevenção de outras zoonoses. CONSIDERAÇÕES FINAIS Apesar da redução visual na taxa de positividade dos casos de LVC por demanda espontânea, não é possível correlacionar em apenas dois anos de projeto a implantação das atividades com a redução nas taxas de positividades. É notável a subnotificação de casos suspeitos por parte dos Médicos Veterinários e tutores. Com receio da necessidade de eutanásia dos animais, ou pela impossibilidade de custeio do tratamento autorizado com o medicamento registrado no MAPA, ou mesmo receio de penalidades por parte do conselho de classe de um tratamento não autorizado, os médicos veterinários e tutores não entram em contato com o setor de zoonoses. Desta forma, a vigilância da doença fica comprometida, pois visualizamos apenas uma parte dos animais positivos, o que prejudica as ações de prevenção e controle. Identificamos por meio das notificações por demanda espontânea e realizações de inquéritos amostrais ao longo dos anos, áreas com transmissão da doença, e alguns bairros sem a ocorrência da doença. Os bairros próximos da Rodovia Raposo Tavares são os bairros mais acometidos. É importante destacar que dentre as medidas de controle permanentemente executadas no município estão as ações de ATENÇÃO BÁSICA 255

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