Vigilância em Saúde

Arrastão, na qual as equipes de agentes de combate às endemias realizaram as visitações de imóveis para orientações de prevenção e controle, com o acompanhamento dos caminhões, para a remoção imediata dos recipientes passíveis de acúmulo de água, em especial os de maior preferência do vetor. Aos sábados, realizou-se a coleta de pneumáticos inservíveis. Os pneumáticos inservíveis foram encaminhados para reciclagem, da coleta reversa, e os demais criadouros foram enviados para o Aterro Sanitário de Iperó/SP. Para tentar correlacionar a implantação do serviço e uma possível redução da infestação do vetor na cidade e/ou a redução da transmissão das Arboviroses, compilamos os dados dos índices prediais obtidos por meio das Avaliações de Densidade Larvária, buscando a curva de tendência, e a distribuição dos casos confirmados de Dengue de 2015 a 2019. RESULTADOS Em 2017, foram removidos 531.690 kg de criadouros e recipientes passíveis de se tornarem criadouros de Aedes aegypti, dos imóveis da cidade de Sorocaba/SP. Em 2018, foram removidos 523.280 kg. Já em 2019, foram removidos 585.352 kg de recipientes, totalizando 1.640.322 kg de criadouros e materiais passíveis de se tornarem criadouros removidos na cidade de Sorocaba/ SP, de janeiro de 2017 a dezembro de 2019. Os índices prediais obtidos por meio das Avaliações de Densidade Larvária, realizadas nos anos de 2017 a 2019, que representam a porcentagem de imóveis com presença de Aedes aegypti em relação ao número de imóveis vistoriados na avaliação, foram apresentados em tabela, e a curva de tendência da porcentagem de imóveis com larvas de Aedes aegypti, em relação ao número de imóveis vistoriado, foi apresentado em gráfico, demonstrando leve queda. A distribuição dos casos confirmados de Dengue, dos anos de 2015 a 2019, no município de Sorocaba/SP, com a indicação do início do projeto, e redução da transmissão de dengue nos anos posteriores. Como no ano de 2015 tivemos uma epidemia de grandes proporções no município de Sorocaba/SP, o que leva ao achatamento dos gráficos dos demais anos, foi elaborado um gráfico com a distribuição dos casos confirmados de Dengue desde a implantação do projeto, sem o grande ano epidêmico, para uma melhor visualização da distribuição dos casos ao longo dos meses e anos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Não há possibilidade de fazer uma correlação direta entre o número de recipientes removidos e a redução do número de casos de Arboviroses, uma vez que sua transmissão é multifatorial e altamente complexa. Em análise aos índices prediais obtidos por meio das Avaliações de Densidade Larvária, realizadas nos anos de 2017 a 2019, e sua curva de tendência, observase que não houve redução significativa dos níveis de infestação do vetor no município com a implementação do projeto de arrastão contínuo, mas que a curva de tendência está levemente decrescente. Considerando que a infestação é dependente não somente da presença de criadouros passíveis de remoção, mas também dos índices de pluviosidade e temperaturas, entre outros vieses, acreditamos que a remoção de 1.640.322 kg de recipientes da cidade nos últimos anos contribuiu para o controle da infestação do Aedes, uma vez que os criadouros passíveis de remoção sem utilidade ao morador estão entre os criadouros mais frequentes em nosso município, de acordo com as Avaliações de Densidade Larvária. Com o alto consumismo e a maior acessibilidade aos produtos por parte da população, observamos que mesmo removendo ATENÇÃO BÁSICA 260

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