EVIDÊNCIA DA TRANSMISSÃO ZOONÓTICA DA ESPOROTRICOSE EM DIADEMA: OS TRÊS NÍVEIS DE GESTÃO DO SUS ASSUMEM RESPONSABILIDADE DIRETA NO ATENDIMENTO DOS CASOS Autores: Andreia de Conto Garbin , Douglas Augusto Schneider Filho, Maria Daniele Cavalcante Romera, Milena Câmara, Patrícia de Oliveira Costa, Candida Rosa Alves, Silvana Duarte Pessoa Araújo, Karina Alves dos Santos, Jussara Balbino Aragão, Lívia Maria Ferraz Aoqui Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de Diadema Município: Diadema CIR: ABC Endereço: Avenida Antônio Piranga Telefone: 40438092 Celular: 933103447 Email: saude@diadema.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Esporotricose é uma micose subcutânea causada por um fungo cosmopolita da espécie Sporothrix spp, que pode estar presente no solo, palha, madeira, sendo transmitida principalmente pela mordedura, arranhadura ou contato com as secreções de gatos infectados. Em Diadema, casos em felinos começaram a ser identificados a partir de 2011. Ocorreu um aumento significativo de casos confirmados em felinos (2016) e o início de aparecimento de casos em humanos levou a um processo de implantação de Vigilância e Controle da Esporotricose. OBJETIVOS • Implementar umprograma da Vigilância e Controle da Esporotricose através da gestão integrada entre os serviços de saúde pública e privada voltada para o atendimento dos casos em animais e humanos. • Implantar o fluxo municipal de atendimento aos casos humanos de esporotricose e capacitar e rede de saúde para o manejo adequado dos casos. METODOLOGIA Foi constituído um Grupo de Trabalho (GT) municipal para analisar as medidas de prevenção e controle da Esporotricose Humana e Animal composto por representantes da Vigilância Epidemiológica, Zoonoses, Atenção Básica, Assistência Farmacêutica e Especializada. Um painel situacional possibilitou reconhecer os nós críticos e as capacidades acumuladas pelas esquipes na experiência municipal. O planejamento estratégico resultou no levantamento das prioridades e uma visão ampliada para focar esforços. Principais dificuldades no atendimento dos humanos eram: acessar o ambulatório de referência no tratamento no Hospital Emílio Ribas; custo financeiro da medicação; confirmação por diagnóstico; ausência capacitação para o diagnóstico e manejo. AÇÕES Para o enfrentamento das dificuldades identificadas, considerando o aumento de casos da doença em humanos e animais e os pontos a serem definidos, o GT optou por ampliar a discussão apresentando a situação municipal ao Grupo Técnico de Vigilância Epidemiológica regional do ABC e, também, consultas e questionamentos à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Passos seguidos: 1) Notificação: Vigilância Epidemiológica municipal definiu os procedimentos de notificação dos casos a partir dos atendimentos realizados pelo CCZ. 2) Dispensação de medicamentos: ao lançar o questionamento referente à dispensação do medicamento Itraconazol, o Ministério da Saúde informou que o mesmo poderia ser obtido de ATENÇÃO BÁSICA 49
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