Saúde Mental

OFICINA TERAPÊUTICA PARA PREVENÇÃO DE RECAÍDAS Autores: Cassia Cristina Borges Palhas, Pedro Henrique da Costa Gonçalves, Rubiane Rodrigues Mostazo, Isabela Dal Poz Ferreira Terribile Instituição: Prefeitura Municipal de Ourinhos Município: Ourinhos CIR: Ourinhos Endereço: Rua Venceslau Braz Telefone: 33027124 Celular: 981260836 Email: cas.sms.ourinhos@gmail.com INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Apesar dos avanços na disponibilidade de informações acerca dos riscos e consequências do uso abusivo de substâncias psicoativas (SPA), a efetividade das intervenções farmacológicas e nãofarmacológicas no controle do uso nocivo de SPA ainda é insuficiente para garantir resultados duradouros do ponto de vista de saúde pública. Particularmente quando associado a situações de vulnerabilidade e na presença de determinantes sociais de saúde, intervenções que fortaleçam comportamentos e atitudes que reduzam o consumo prejudicial de SPA são desejáveis. Nesse contexto, elaborar estratégias que fortaleçam as potências singulares dos participantes contemplando abstinência e prevenção de recaídas são fundamentais. OBJETIVOS Descrever relato de experiência de uma Oficina Terapêutica para a Prevenção de Recaídas em um Centro de Atenção Psicossocial para participantes em uso prejudicial de álcool e outras drogas (CAPS ad) no interior do Estado de São Paulo. METODOLOGIA Durante reunião interna para a reformulação das atividades deste CAPS ad identificou-se a necessidade de fortalecer o emprego de estratégias para a prevenção de recaídas entre os participantes contemplando abstinência. A proposta de uma oficina terapêutica direcionada a prevenção de recaídas foi apresentada e aprovada em assembleia com os participantes. Definiuse como objetivos gerais proporcionar aos participantes em abstinência (ou contemplando a abstinência) conhecimentos, reflexões e práticas que os fortaleçam no enfrentamento da prevenção de recaídas, através de medidas não-farmacológicas. Os objetivos específicos da oficina incluíam: (a) reconhecer o impacto da recaída na autopercepção de saúde e qualidade de vida, na autoestima e no sofrimento psíquico; (b) compreender o que é fissura e como identificar seus sinais/sintomas; (c) compreender e identificar o que são gatilhos e situações de alto risco para recaídas; (d) discutir os efeitos da “violação” da abstinência na percepção de autocontrole e autoeficácia do tratamento; (e) diferenciar lapsos e recaídas; (f) identificar colaborativamente estratégias para lidar com a fissura; (g) identificar colaborativamente estratégias para reduzir a exposição aos gatilhos e situações de alto risco; (h) problematizar e refletir sobre o efeito do uso prejudicial sobre o participante, familiares e amigos, e sobre os planos futuros. Optou-se por abordar cada um dos objetivos específicos em reuniões de periodicidade semanal, em ciclos de oito encontros. Os participantes foram convidados a participar da oficina voluntariamente durante a revisão periódica de seus projetos terapêuticos singulares, particularmente quando abstinência fosse uma meta contemplada e acordada para curto ou médio prazo. O cronograma SAÚDE MENTAL 125

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