auxilio nas demais atividades de vida diária no período emque permanecemno serviço. Aos demais profissionais cabe a realização de atendimento individual ou em grupo nas oficinas, avaliando a necessidade de cada um. O atendimento grupal tem grande relevância no plano terapêutico, pois é através dele que o Terapeuta Ocupacional, Psicólogo ou Assistente Social consegue fazer com que o indivíduo tenha um bom relacionamento interpessoal e sinta-se incluído no meio em que vive, levando a sua ressocialização, com os trabalhos propostos nos atendimentos. Após os objetivos propostos serem alcançados estes recebem alta do acolhimento e são inseridos nos grupos em que se identificaram, de forma que compareçam ao CAPS semanalmente para participar e buscar sua medicação, suas consultas são agendadas mensalmente, até possível alta para o atendimento ambulatorial. Observou-se com este estudo que a maioria dos pacientes em crise assistidos pelo CAPS na modalidade de acolhimento intensivo não necessitaram de internação psiquiátrica hospitalar, pois apresentaram melhora significativa em seu quadro geral. Como resultados obtivemos no período de abril a novembro de 2019 um total de 23 pacientes em acolhimento intensivo, apenas 9 internações psiquiátricas, destes, 2 estavam inseridos em acolhimento intensivo, sendo um dependente químico acolhido há 4 meses, e 1 paciente esquizofrênico que solicitou sua internação, dos demais, 2 foram internados por ordem judicial e 5 não estavam sendo assistidos pelo CAPS por abandono ao tratamento. Os resultados estão apresentados na Figura 01. CONSIDERAÇÕES FINAIS De maneira geral, as ações terapêuticas realizadas pelo CAPS I aos clientes em acolhimento intensivo como: oficinas terapêuticas (pintura em tela, vidros, MDF, atividades em horta), atendimento psicoterápico, terapia em grupo e individual, tratamento medicamentoso, terapia familiar econsultaspsiquiátricas temapresentadogrande influencianadiminuiçãodas internações psiquiátricas hospitalares e melhora na qualidade de vida dos clientes. Com base nessa realidade, as ações terapêuticas realizadas pelo CAPS devem centrar-se em ações grupais, priorizando a desinstitucionalização do portador de transtorno mental e a promoção de ações que não visem apenas o diagnóstico médico e sim a necessidade de interação social do ser humano, bem como a consolidação de seu direito ao exercício da cidadania. É relevante reforçar a importância de que sejam valorizadas as necessidades de cada indivíduo, o que pode ter uma relação direta com a sintomatologia e o prognóstico do transtorno mental com vistas à elaboração de ações que favoreçam a reabilitação e, consequentemente a inclusão social desses indivíduos. Referências Bibliográficas COQUEIRO, Neusa Freire; VIEIRA, Francisco Ronaldo Ramos; FREITAS, Marta Maria Costa. Arteterapia como dispositivo terapêutico em saúde mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 23, n. 6, p. 859-862, 2010 . Disponível emhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010321002010000600022&lng=pt&nrm=iso Esperidião E, Silva NS, Caixeta CC, Rodrigues J. A Enfermagem Psiquiátrica, a ABEn e o Departamento Científico de Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental: avanços e desafios. RevBrasEnferm. 2013; 66(esp.): 171-76. http://www.ccs.saude. gov.br/saude_mental/pdf/sm_sus.pdf MOLL, Marciana Fernandes et al . Ações terapêuticas para pessoas com esquizofrenia acompanhadas num Centro de Atenção Psicossocial. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, Porto , n. 14, p. 24-30, dez. 2015 . Disponível em http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1647-21602015000300004&ln g=pt&nrm=iso Silva, John & Brandão, Thyara & Oliveira, Keila. (2019). AÇÕES E ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA ENFERMAGEM NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: REVISÃO INTEGRATIVA. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde. 7. 10.18554/reas.v7i2.3115. SAÚDE MENTAL 139
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