Foi coordenado pela nutricionista da unidade, com apoio da uma farmacêutica e um estagiário de nutrição, quando disponível. Foram utilizados os materiais da cozinha dos funcionários e outros remanejados do Serviço de Nutrição e Dietética (SND). Utilizaram-se batedeira, liquidificador, forno, fogão, frigideira, panelas, conchas, escumadeiras, colheres, garfos, bacias, tigelas, balança, entre outros instrumentos de cozinha. Os materiais para manipulação dos alimentos, higienização pessoal e equipamentos de proteção individual como luvas e toucas foram fornecidos pela unidade. Os insumos alimentares para produção da receita eram fornecidos pelo SND da unidade, conforme disponibilidade. Foram utilizados materiais de escritório para atividades teóricas sobre Orientações Nutricionais. RESULTADOS Foram realizadas atividades de Culinária e Orientação Nutricional com os usuários do CAPS Travessia do Município de Santana de Parnaíba. Entre as receitas propostas temos bolo de cenoura com chocolate, esfirras abertas, pães caseiros, bolo de laranja, bolinhos de chuva com banana e canela, risoto de frango, torta salgada de legumes, entre outras. As preparações eram preferencialmente escolhidas conforme a boa qualidade nutricional a fim de estimular o maior consumo de alimentos saudáveis. Boa parte das receitas foram sugeridas pelos próprios integrantes do grupo, bem como os temas a serem abordados em atividades de Orientação Nutricional. Diante destes aspectos, pôde-se observar as características do padrão de consumo alimentar dos usuários, composto por alimentos com alto teor calórico, baseado em frituras e lanches. Aliado a este fator, deve-se considerar que o uso de álcool e drogas geralmente implica em longos períodos de inapetência. Durante o tratamento, o CAPS Travessia fornece alimentação no período de permanência na unidade, aspecto que melhora a qualidade alimentar destas pessoas. Os temas para Orientação Nutricional foram sobre a influência da alimentação nas doenças crônicas não transmissíveis, no uso abusivo de álcool e drogas, pirâmide alimentar e outros temas relacionados à nutrição adequada. Nesta oportunidade foram utilizados instrumentos lúdicos como jogos, impressos, pinturas, desenhos e confecções de cartazes educativos para exposição na própria unidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do trabalho realizado no período especificado, percebe-se que por meio do grupo de culinária é possível promover Educação Nutricional com os usuários de álcool e drogas. Além de ser um valioso recurso para contribuir com a aderência dos usuários ao seu Projeto Terapêutico Singular, haja vista que demonstram uma considerável motivação nas atividades propostas que os tornam protagonistas das suas superações. Referências Bibliográficas 1. Brasil. Ministério da Saúde Portaria n. 710/1999. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília; 2003. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_ali mentacao_nutricao.pdf. 2. Pagassini JAV, VargasPF, AlvesAS, BarducoAC, PedrosoCP, Neves FCC. Horta terapêutica na reabilitação psicossocial dos pacientes do CAPS. Registro. 8º Congresso de Extensão Universitária da UNESP; 2015. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstream/ handle/11449/142046/ISSN2176-9761-2015-01-06- pagassini.pdf?sequence=1&isAllowed=y 3. Camilla R. G; Aridiane R.; Fernanda L; Grupo de culinária como estratégia de intervenção em um CAPS II: Relato de experiência. 2015. SAÚDE MENTAL 167
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