Gestão de Pessoas

EDUCAÇÃOPERMANENTE:APOIONOSPROCESSOSDERESSIGNIFICAÇÃO DO CUIDADO EM SA DE MENTAL NA ATENÇÃO B SICA Autores: Kathya Bertolini, Fabiana Gonçalves Seki Gava, Rosana Marcondes, Elenice Rosa da Conceição Instituição: SECRETARIA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE OSASCO Município: Osasco CIR: Rota Endereço: AV BUSSOCABA Telefone: 36998908 Celular: 95551-0611 Email: ss@osasco.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Na construção efetiva da RAPS atual foi preciso inicialmente focar no cuidado das pessoas com transtornos mentais severos e persistentes especialmente na tentativa de reparação dos danos causados àquelas que alcançaram o status de moradores de hospitais psiquiátricos, bem como com a intenção de evitar que outros tantos assim tivessem seu destino traçado. Neste sentido o foco da Reforma Psiquiátrica Brasileira estava na construção de espaços acolhedores e substitutivos à internação psiquiátrica como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), seguidos pelas Serviços Residenciais Terapêuticos. Foram anos nesta construção e afirmação de um novo modelo de cuidado em liberdade. E eis que com o decorrer dos processos, foi sendo possível olhar mais atentamente ao sofrimento ligado às questões da vida cotidiana e dos territórios – aqueles territórios vulneráveis, alguns dominados pelo tráfico, outros com escassos recursos de cultura e lazer, das relações de violência. Pensar em ações que promovam acolhimento e escuta, e que possam operar no sentido de fortalecimento do protagonismo e resiliência são fundamentais para que o sofrimento desta ordem não seja naturalizado, mas sim acolhido. Contudo é também necessário manter a lógica da inclusão e do cuidado em liberdade das pessoas com sofrimento severo e persistente em seus territórios. Neste sentido, o Projeto Regional ACOLHIMENTO E CUIDADO COMPARTILHADO EM REDE: SAÚDE MENTAL (SM) NA ATENÇÃO BÁSICA (AB) em seu desdobramento no município de Osasco colocou na pauta a necessidade de reflexão e problematização dos saberes, bem como a oferta de diferentes olhares e práticas do cuidado em saúde/SM. Foi destinado aos trabalhadores especialistas da SM na AB (psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos e psiquiatras), bem como aos trabalhadores generalistas (enfermeiros, agentes comunitários de saúde, médicos da estratégia saúde da família e atendentes de recepção/ auxiliares administrativos) que fossem considerados potencialmente como agentes multiplicadores das questões pertinentes a saúde mental, com facilidade de comunicação e conhecimento do território. OBJETIVOS Com base na Oficina Diálogos de SM realizada em 2018, onde foi apresentado pelos trabalhadores participantes que não havia arranjo específico para o cuidado compartilhado em Rede e que o Acolhimento de SM vinha sendo feito à parte do Acolhimento em Saúde e onde, também, em vários momentos, usou-se o termo saúdemental como sinônimo de doençamental. Considerando, ainda, outras questões levantadas como: a escassez do quadro de recursos humanos, especialmente de especialistas em SM; a escassez de recursos materiais; a questão do estigma da loucura e, o consequente medo e sensação de “não saber o que fazer” que reforçava a necessidade de mais especialistas que “sabem o que fazer”. Outro tópico importante levantado naquela Oficina dizia respeito em foi como encontrar estratégias para o cuidado do trabalhador, destacando a GESTÃO DE PESSOAS 111

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