GESTÃO DE PESSOAS, DO TRABALHO E EDUCAÇÃO PERMANENTE
PROMOÇO EM SAÚDE E PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES PREFÁCIO 09 PALAVRA DO PRESIDENTE 10 ALFREDOMARCONDES USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS,O PROJETO FOI BASTANTE SIGNIFICATIVO POIS ENVOLVEU, E MOBILIZOU A TODA EQUIPE DE SAÚDE, PERMITIU CONHECERMOS OS PACIENTES E AS NECESSIDADES DE CADA UM 11 APIAÍ A IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO FERRAMENTA DE MUDANÇAS NOS PROCESSOS DE TRABALHO NA SECRETARIA DA SAÚDE DE APIAÍ 13 APLICAÇÃO DE MICROPOLÍTICA DA GESTÃO DO TRABALHO NA REDE DE SERVIÇOS DA SAÚDE DE APIAÍ 15 ARARAQUARA GERÊNCIA DE PORTA ABERTA: UMA APOSTA EM MODELOS PARTICIPATIVOS DE GESTÃO 17 EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA O FORTALECIMENTO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE 19 ASSIS PRÁTICAS COLABORATIVAS NA ATENÇÃO BÁSICA: CAMINHOS PARA O COAPES ATRAVÉS DO PET SAÚDEINTERPROFISSIONALIDADE 21 ATIBAIA PECA – PROJETO EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS ASSISTENCIAIS – PROMOVENDO INOVAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL 23 BARUERI A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA DO PACIENTE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 25 BASTOS UTILIZANDO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA CONSTRUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE. 27 BRAGANÇA PAULISTA CADERNETA DA GESTANTE: POTENCIALIDADES PARA A EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL E PRÁTICA COLABORATIVA - UMA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇOCOMUNIDADE EM BRAGANÇA PAULISTA 29 ATUAÇÃO INTEGRADA ENTRE O CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS (CEO) E A UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO (USF) 31 I SEMANA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE DE BRAGANÇA PAULISTA - UMA EXPERIÊNCIA DE COOPERAÇÃO E INTEGRAÇÃO INTERINSTITUCIONAL 33 CAIEIRAS DRAMATIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO/APRENDIZAGEM DE EDUCAÇÃO PERMANENTE DO CURSO TEÓRICO DE CAPACITAÇÃO EM SALA DE VACINAS DO MUNICÍPIO DE CAIEIRAS 35 SUMÁRIO GESTÃO DE PESSOAS 2
CAMPINAS EDUCAÇÃO PERMANENTE DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, COM FOCO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES EDUCATIVAS EM SAÚDE AMBIENTAL JUNTO À POPULAÇÃO, EXPERIÊNCIA DE CAMPINAS /SP 38 RELATO DE EXPERIÊNCIA: A RELEVÂNCIA DE ESPAÇOS DE ESCUTA, REFLEXÃO E CUIDADO PARA CUIDAR DE QUEM CUIDA 40 A IMPLANTAÇÂO DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS CAMPINEIRO 42 QUALIFICAÇÃO DA INSERÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO MUNICÌPIO DE CAMPINAS: ACOLHIMENTO E CAPACITAÇÃO INTRODUTÓRIA EM 2019 44 CONSTRUÇÃO COLETIVA DE AÇÃO EDUCATIVA: A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE EM PROCESSO 46 QUALIFICANDO O INGRESSO DE NOVOS PROFISSIONAIS DE SAÙDE: REVISÃO DE GUIA DE ACOLHIMENTO EM CAMPINAS-SP EM 2019 48 DIADEMA ESTRATÉGIAS DE INTEGRAÇÃO E FORTALECIMENTO DA REDE DE CUIDADOS EM ISTS/HIV E HEPATITES VIRAIS - QUATRO ANOS DE EXPERIÊNCIA EM DIADEMA 50 REORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO DAS SALAS DE VACINA PARA ALÉM DO REGISTRO DE DOSES NO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO 53 COMO ANDA NOSSA COBERTURA VACINAL: DO CADERNO DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE AO GEOPROCESSAMENTO 55 FERNÃO A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE COMO PROPOSTA DE MELHORIA NAS PRÁTICAS DE SAÚDE E DO PROCESSO DE TRABALHO NA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE FERNÃO 57 FRANCO DA ROCHA A AVALIAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA MAIS MÉDICO NO MUNICÍPIO DE FRANCO DA ROCHA 59 QUALIFICAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA EM RELAÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS NA REGIÃO DE FRANCO DA ROCHA. 61 A MULHER E MÃE TRABALHADORA DE CRIANÇAS LACTENTES E PRÉ-ESCOLAR EM AMBIENTE CORPORATIVO 63 GUARULHOS FORTALECIMENTO DE REDES ATRAVÉS DO ENCAMINHAMENTO CORRESPONSÁVEL 65 EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA PRECEPTORES EM RESIDÊNCIA MÉDICA E MULTIDISCIPLINAR NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS/SP 67 READAPTAR PARA REINTEGRAR: VENCENDO PRECONCEITOS, CONSTRUINDO POSSIBILIDADES 69 A EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO UMA FERRAMENTA DE GESTÃO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE 71 EDUCAÇÃO CONTINUADA : ODONTO FUTURO - UMA PARCERIA ENTRE A SECRETARIA DA SAÚDE DE GUARULHOS E A UNIVERSIDADE GUARULHOS - UNIVERITAS 73 GESTÃO DE PESSOAS, DO TRABALHO E EDUCAÇÃO PERMANENTE 75 GESTÃO DE PESSOAS 3
RELATO DE EXPERIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO DO CONTRATO ORGANIZATIVO DE AÇÃO PUBLICA DE ENSINO-SAÚDE (COAPES) EM GUARULHOS-SP 77 OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO ATENDIMENTO ÀS VIOLÊNCIAS E FORMAÇÃO DO NÚCLEO DE PREVENÇÃO DAS VIOLÊNCIAS LOCAL 79 IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE QUALIDADE TOTAL NO SAMU-GUARULHOS 82 ILHABELA EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO PRÁTICA DO TRABALHO EM SAÚDE: UM OLHAR PARA PROFISSIONAIS DE SERVIÇOS GERAIS 84 ITAPECERICA DA SERRA 1ª MOSTRA EM SAÚDE NO MUNICÍPIO DE ITAPECERICA DA SERRA: EFEITOS NA PRODUÇÃO DO CUIDADO EM REDES 86 JABOTICABAL APRIMORAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA DE JABOTICABAL-SP: ALMOXARIFADO DE MEDICAMENTOS 88 JACAREÍ OFICINA BEM ACOLHER 91 A EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO FERRAMENTA PARA AMPLIAÇÃO DA CLÍNICA NOS CASOS DE VIOLÊNCIA DE GÊNERO 93 JUNDIAÍ “FÓRUM DE ADMINISTRATIVOS”: O ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO COLETIVA PARA O PROFISSIONAL ADMINISTRATIVO DA SAÚDE 95 ATENÇÃO BÁSICA COMO ATIVADORA DE REDES DE CUIDADO NO TERRITÓRIO 97 UM OLHAR SOBRE O FORTALECIMENTO DAS EQUIPES DE SAÚDE PROMOVIDO PELA MOBILIZAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS NA CRIAÇÃO DE COMISSÕES INTERNAS DE MELHORIAS. A EXPERIÊNCIA DO AMBULATÓRIO DE MOLÉSTIAS INFECCIOSAS E CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO DE JUNDIAÍ. 99 JUNQUEIRÓPOLIS SETEMBRO AMARELO: INTERVENÇÕES EDUCATIVAS ENTRE O CAPS I E ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS NO MUNICÍPIO DE JUNQUEIRÓPOLIS-SP. 101 MONTE ALTO CONSTRUÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM (SAE) POR MEIO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE (EPS) NA ATENÇÃO BÁSICA (AB) DE MONTE ALTO-SP. 103 NOVA GUATAPORANGA ATUAÇÃO DO NEPH NO MUNICÍPIO DE NOVA GUATAPORANGA 105 OLÍMPIA GRUPO DE APOIO AO CUIDADOR DO PORTADOR DE DOENÇA DE ALZHEIMER 107 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE REDUÇÃO DE GRAVIDEZ NÃO PLANEJADA 109 OSASCO EDUCAÇÃO PERMANENTE: APOIO NOS PROCESSOS DE RESSIGNIFICAÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO BÁSICA 111 GESTÃO DE PESSOAS 4
DIFERENTES SABERES E PRÁTICAS: UM OLHAR PARA A INTEGRALIDADE DO CUIDADO. 113 MÉTODO CANGURU: PERCEPÇÃO DAS MÃES SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM NA ADAPTAÇÃO DA TERCEIRA ETAPA 115 PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL: CONHECENDO E IDENTIFICANDO NECESSIDADES PROFISSIONAIS 117 REESTRUTURAÇÃO DO SERVIÇO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE DO HOSPITAL MUNICIPAL E MATERNIDADE AMADOR AGUIAR: UMA APOSTA QUE DEU CERTO 119 EXPERIÊNCIAS DE DISCUSSÃO DOS PROCESSOS DE TRABALHO NA ORGANIZAÇÃO DO CUIDADO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE E NA GESTÃO 121 O NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE E A IMPLEMENTAÇÃO DAS PICS EM OSASCO. 122 RIBEIRÃO PRETO PERFIL DE PROFISSIONAIS NAS CAPACITAÇÕES PARA A ABORDAGEM MÍNIMA E BÁSICA AO TABAGISTA NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DE RIBEIRÃO PRETO - SP 124 AVALIAÇÃO DO APROVEITAMENTO DO ESPAÇO DA VISITA DOMICILIAR APÓS EXECUÇÃO DE AÇÕES PARA A REORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS ATUANTES NAS ESTRATÉGIAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA 126 ATUALIZAÇAO EM IMUNIZAÇAO: PARCERIA ENTRE UNIVERSIDADE, REDE BASICA DE SAUDE E SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. 128 AVALIAÇÃO DO APROVEITAMENTO DO ESPAÇO DA VISITA ENÇÃO DOMICILIAR NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 130 SEGURANÇA DO PACIENTE E PROTOCOLOS: ABORDAGEM LÚDICA E DISCUSSÃO DE CASOS COM EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE BÁSICA DE DISTRITAL DE SAÚDE 132 SANTANA DE PARNAÍBA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE TRATAMENTO CONTINUADO - SISTRAT COMO DISPOSITIVO DE ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA: UM RECORTE PARA A FONOAUDIOLOGIA. 134 EDUCAÇÃO PERMANENTE COM OS ACS: A POTÊNCIA DO ENCONTRO NA VIABILIZAÇÃO DOS FLUXOS DE TRABALHO 136 INOVAÇÃO NA APLICAÇÃO DO MARCADOR DE CONSUMO ALIMENTAR PELO PSE: A ESCOLA COMO PARCEIRA 138 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, SEGURA E ECONÔMICA: A ATUAÇÃO TÉCNICA E ADMINISTRATIVA DO NUTRICIONISTA NA GESTÃO DA AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS PARA UNIDADES DE SAÚDE DE SANTANA DE PARNAÍBA 140 O USO DA METODOLOGIA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SITUAÇÃO DE TRABALHO (F.P.S.T.) NA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO DE ACOLHIMENTO E CUIDADO COMPARTILHADO EM SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA. 142 CONTRIBUIÇÃO DO PROTOCOLO DE PROGRAMA DE DISPENSAÇÃO DE MATERIAIS DE ENFERMAGEM – PRODOMEN NA ECONOMICIDADE DO CONSUMO DE INSUMOS PARA CURATIVOS. 144 “É PRECISO UMA VILA” - O ESTABELECIMENTO DO FÓRUM MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL COMO ESTRATÉGIA INTERSECRETARIAL DE ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE INFANTIL. 146 GESTÃO DE PESSOAS 5
O COMPARTILHAMENTO DAS EXPERIÊNCIAS METODOLÓGICAS INTEGRANDO O TRABALHO DAS EQUIPES DE FONOAUDIOLOGIA, NUTRIÇÃO E FARMÁCIA NAS UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA NO CUIDADO DA DISFAGIA. 148 JUDICIALIZAÇÃO NA SAÚDE: COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA DE ATENDIMENTO ÀS AÇÕES JUDICIAIS DE NUTRIÇÃO. 150 PSE-CONSTRUÇÃO DE POLÍTICA PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 152 ATIVIDADES DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA 154 SANTO ANDRÉ UPA DAY- UMA EXPERIÊNCIA EXITOSA NO GERENCIAMENTO DA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO BANGU NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ. 156 IMPLANTAÇÃO DO CUIDADO PALIATIVOS – PROGRAMA CUIDAR COM AMOR – NA REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA E INTEGRAÇÃO COM ATENÇÃO TERCIÁRIA E PRIMÁRIA NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ 158 INSERÇÃO DO PROFISSIONAL FISIOTERAPEUTA NAS UNIDADES PÚBLICAS DE EMERGÊNCIA E UPAS NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ. 160 SANTOS PROJETO “AGENTES MULTIPLICADORES”: ATUALIZAÇÃO EM VACINAS PARA OS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DA USF CASTELO DE SANTOS/SP 163 PROCESSO DE SELEÇÃO PARA COORDENADORES DE ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE 165 ATENDENTE DE UNIDADE DE SAÚDE COM TÉCNICAS DE COACHING 167 ATUALIZAÇÃO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA PARA EQUIPE DE SAÚDE DA USF CASTELO 169 REORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO ÀS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL NO MUNICÍPIO DE SANTOS/SP 171 SÃO CARLOS AMPLIANDO OLHARES SAÚDE E DOENÇA: IMPLICAÇÕES, PERCEPÇÕES E REFLEXÕES DAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA COM FOCO NA CLÍNICA AMPLIADA. 173 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO FORMANDO PROFISSIONAIS PARA A ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA 175 A INTEGRAÇÃO DE NOVOS COLABORADORES COMO FERRAMENTA PARA MELHORA DE CLIMA ORGANIZACIONAL E CUMPRIMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SUS 180 A ESTRATÉGIA DO RECRUTAMENTO E SELEÇÃO INTERNA PARA O ATENDIMENTO DE SOLICITAÇÕES DE SERVIDORES DA SECRETARIA DE SAÚDE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. 182 DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES NO MEDIADOR DE APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE 184 SÃO PAULO PLANIFICASUS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE EM SÃO PAULO 186 IMPLEMENTAÇÃO DO NÚCLEO DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM UM PRONTO SOCORRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO 188 GESTÃO DE PESSOAS 6
PROGRAMA DE SUSTENTABILIDADE DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO 191 AVALIAÇÃO, PRESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DE ÓRTESES, PRÓTESES E MEIOS AUXILIARES DE LOCOMOÇÃO (OPM) EM DOMICÍLIO - AÇÃO INTEGRADA DA REDE DE SAÚDE NO TERRITÓRIO DE PARELHEIROS. 193 A INTEGRAÇÃO NO SERVIÇO DE SAÚDE NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA: A NECESSIDADE DE UMA GESTÃO CENTRADA NA INTEGRAÇÃO EM COLABORADORES INGRESSOS EM UMACENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO 195 PROJETO SENTIMENTOS TODO SERVIDOR PODE MOSTRAR OS SEUS 197 CURSO DE DOULAS DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO 199 O GEORREFERENCIAMENTO PARA MELHORIA DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE NO TERRITÓRIO DE KERALUX, ERMELINO MATARAZZO 201 VEÍCULOS: A LOGISTICA DE BENS E INSUMOS NO TERRITÓRIO DE ERMELINO MATARAZZO 203 CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO PARA INTERPRETAÇÃO DO ELETROCARDIOGRAMA NOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 205 AVALIAÇÃO DA REFERÊNCIA E CONTRARREFERÊNCIA NA ESPECIALIDADE DE CARDIOLOGIA EM UM AMBULATÓRIO DE ESPECIALIDADE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO 207 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA PROFISSIONAIS DO GABINETE DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO 209 AÇÕES DE EDUCAÇÃO CONTINUADA EM SAÚDE PARA USUÁRIOS INSERIDOS NO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR (AD) DA UBS VILA SABRINA 210 PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE COMO FERRAMENTA PARA O FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA. 212 PREPARAR – PROGRAMA DE PREPARAÇÃO PARA A APOSENTADORIA DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO 214 CURSO INTRODUTÓRIO AO SUS - MOMENTO I: COMPREENDENDO A ATUAÇÃO EM REDE E OS PROCESSOS DE TRABALHO NO SUS 216 SAÚDE DO ADOLESCENTE: INTEGRANDO SABERES 218 ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO EM SAÚDE MENTAL 220 RESSIGNIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO PROBATÓRIO,NA COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL,TENDO A COGESTÃO COMO ESTRATÉGIA. 222 SÃO VICENTE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: UMA ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA ATUAÇÃO DO NÚCLEO AMPLIADO DE SAÚDE DA FAMÍLIA E AGENTE COMUNITÁRIOS DE SAÚDE. 225 SOROCABA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE EM SOROCABA: CONSTRUINDO COMPETÊNCIAS PARA FORMAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO. 227 SUZANO A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DO ENFERMEIRO PARA A INTERPRETAÇÃO DO ELETROCARDIOGRAMA NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA. 229 FORMAÇÃO EM SAÚDE MENTAL PARA AS EQUIPES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MUNICÍPIO DE SUZANO. 231 A IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE QUALIDADE DE ENFERMAGEM NO PRONTO SOCORRO MUNICIPAL DE SUZANO 233 GESTÃO DE PESSOAS 7
TABOÃO DA SERRA PARCERIA ENTRE SERVIÇO PÚBLICO ODONTOLÓGICO E A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – UM AVANÇO NA EDUCAÇÃO PERMANENTE DOS PROFISSIONAIS 235 PADRONIZAÇÃO DE VISITAS DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO NUTRICIONAL E ESTADO GERAL DOS PACIENTES ATENDIDOS PELA EQUIPE DE NUTRIÇÃO DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO MUNICÍPIO DE TABOÃO DA SERRA 237. A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA PARA LEIGOS – RELATO DE EXPERIÊNCIA 239 IMPLANTAÇÃO DO MÓDULO VACINA DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO E-SUS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE TABOÃO DA SERRA 241 CAPACITAÇÃO EM LIBRAS PARA AS AGENTES COMUNITÁRIAS DA SAÚDE 243 CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL NUTRICIONAL DOS PACIENTES ACOMPANHADOS PELA EQUIPE DE NUTRIÇÃO E ASSISTIDOS PELO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO MUNICÍPIO DE TABOÃO DA SERRA 245 OFICINA DE ESCRITA: ESPAÇO PARA PENSAR AS PRÁTICAS DO TRABALHO E REGISTRAR EXPERIÊNCIAS 247 ACOLHIMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA: REDUÇÃO DA DEMANDA REPRIMIDA DE NUTRIÇÃO EM TRÊS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE TABOÃO DA SERRA 249 HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO NAS UNIDADES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE TABOÃO DA SERRA 251 OFICINA DE LIBRAS – APRENDER PARA ACOLHER “MÃOS QUE FALAM... OLHOS QUE ESCUTAM...” 253 A QUESTÃO DAS PRIORIDADES E O MANEJO DA LISTA DE ESPERA EM FONOAUDIOLOGIA 255 CAPACITAÇÃO EM ENFERMAGEM: VALORIZAÇÃO DO INDIVÍDUO E DO PROFISSIONAL 257 OUTRAS EXPERIÊNCIAS BEBEDOURO A CONSTRUÇÃO DO PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR NA ÓTICA INTERPROFISSIONAL - EXPERIÊNCIA DO PET SAÚDE INTERPROFISSIONALIDADE - BEBEDOURO - SP 261 AVALIAÇÃO INTERPROFISSIONAL – INSTRUMENTO DE DIAGNÓSTICO E IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE. 262 O PET – SAÚDE NO CUIDADO DO PORTADOR DE DIABETES MELLITUS INSULINODEPENDENTE. 263 CAMPINAS FORMAÇÃO DE FACILITADORES DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE. 265 PRAIA GRANDE FORTALECIMENTO DAS ATIVIDADES DA PRECEPTORIA NA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE NA REGIÃO DA BAIXADA SANTISTA 267 PERCEPÇÕES DOS RESIDENTES ACERCA DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE 269 SÃO PAULO SATISFAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE NOS CURSOS À DISTÂNCIA OFERTADOS PELO TELESSAÚDE SÃO PAULO - UNIFESP 271 GESTÃO DE PESSOAS 8
DIRETORIA DO COSEMS/SP (2019/2021) Presidente: Geraldo Reple Sobrinho - SMS São Bernardo do Campo 1ª Vice-Presidente: CarmemGuariente - SMS Araçatuba 2ª Vice-Presidente: Adriana Martins - SMS Guararema 1ª Secretária: Raquel Zaicaner - SMS Taboão da Serra 2ª Secretária: Luciana Arantes - SMS Batatais 1ª Tesoureira: Maria Dalva dos Santos - SMS Embu Guaçu 2º Tesoureiro: Wander Boneli - SMS Descalvado Diretor de Comunicação: Cristiane Gomes - SMS Paraguaçu Paulista Vogais: Amauri Toledo - SMS Caraguatatuba Ana Fernanda - SMS Capão Bonito Clara Carvalho - SMS Mogi Guaçu Edson Ap. dos Santos - SMS São Paulo Elaine Xavier - SMS Lucianópolis Lucimeire Rocha - SMS Santa Bárbara D’Oeste Márcia Reina - SMS Votuporanga Marco da Silva - SMS Nantes Maristela Santos - SMS Guaratinguetá Paula Terçariol – SMS Lavínia Ricardo Conti - SMS Lençóis Paulista Ricardo Leão - SMS Apiaí Ronaldo Gonçalves Junior - SMS Catanduva Sueli Melo - SMS Monte Alto Tiago Texera - SMS Jundiaí Comissão Organizadora da Mostra : Ana Lúcia Pereira Brigina Kemp Cleide Fernandes Campos Dirce Cruz Marques Lidia Tobias Silveira Márcia Marinho Tubone Projeto Revista Eletrônica: Claudia Meirelles Secretária Executiva Aparecida Linhares Pimenta Assessoria Técnica Brigina Kemp Claudia Meirelles Cleide Campos Dirce Cruz Marques Elaine Giannotti Lídia Tobias Silveira Marcia Tubone Maria Ermínia Ciliberti Mariana Alves Melo Assessoria de Comunicação Bruno Quiqueto Claudia Meirelles E-mail: comunicacao@cosemssp.org.br Projeto Gráfico Marcelo Cielo Editoração Eletrônica RS Press Foto de capa Getty Images Em março deste ano fomos surpreendidos com a pandemia provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) e por isto a 17º Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, atividade importante para o COSEMS/SP, foi suspensa, juntamente com o 34º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo. Passado o despontamento inicial por não podermos exibir os trabalhos no espaço da Mostra e promover a troca de experiências, como fazemos todos os anos, nos sentimos convocados a rever o universo dos 1146 trabalhos inscritos e refletir sobre o significado de experiências tão diversificadas do SUS municipal neste momento tão complexo como o contexto da COVID19. Deste total, 1114 trabalhos foram inscritos pelas equipes municipais e 32 trabalhos foram inscritos como outras experiências, modalidade também prevista no regulamento da Mostra. Ehoje, após esta imersão, onde nasce a proposta para a confecção das revistas eletrônicas, acreditamos que as experiências descritas nos trabalhos representam o alicerce com o qual os gestores e equipes municipais contaram para reorganizar a Rede de Atenção à Saúde, para garantir o enfrentamento da COVID19. Nesta revista eletrônica, serão lidos trabalhos com vivências e experiências dos gestores e trabalhadores de diferentes municípios no processo de organização do trabalho em saúde e de processos de educação permanente. A gestão do trabalhado inclui a capacidade de analisar, de definir e qualificar os processos de trabalho de forma a dar visibilidade à sua importância e valor para a atenção a saúde no SUS. As experiências relatadas mostram o quanto as trabalhadoras e trabalhadores que atuam dia a dia nos serviços da Rede de Atenção à Saúde são fundamentais para o reconhecimento do SUS como política pública fundamental para garantia do direito à saúde. A preocupação em abrir os espaços do SUS para os processos de Formação dos Trabalhadores em Saúde, tem sido ummovimento muito interessante, um desafio importante relatado por alguns dos trabalhos aqui publicados. Experiências em Educação Permanente como instrumento de qualificação da atenção à saúde da gestão do cuidado em saúde, demonstram que mais do que um processo didático-pedagógico, a EP tem sido entendida com um processo político-pedagógico; pois mudar o cotidiano do trabalho na saúde e colocar o cotidiano profissional em prática viva, com toda equipe de saúde incluindo os usuários não é fácil. Boa leitura a todos! PREFÁCIO GESTÃO DE PESSOAS 9
Este ano, como já é do conhecimento de todos, fomos obrigados a adiar o 34º Congresso do COSEMS/SP por conta da COVID 19 no Brasil e no estado de São Paulo, onde continua acumulando, em números absolutos, o maior número de casos no país. O tema do nosso Congresso era COSEMS/SP – 32 ANOS EM DEFESA DO SUS, quando pretendíamos debater o papel da entidade no processo de construção do SUS nos municípios do estado de São Paulo. Neste momento, já estamos retomando a organização do congresso, adiado para março de 2021, primeiro ano de novas gestões municipais, o que nos dá mais responsabilidade na defesa incondicional do SUS. Com certeza, o próximo Congresso vai evidenciar a força viva do SUS, construída no cotidiano da gestão e dos serviços de saúde. Continuaremos trabalhando e lutando pelo SUS que acreditamos, aquele que se faz de no debate democrático e na construção de consensos, com financiamento justo, participação e com muitos aprendizados e ensinamentos. Mostraremos, mais uma vez que mesmo em situações tão adversas, como a que estamos vivenciando em 2020 por conta da necessidade de enfrentar a COVID19, o SUS é capaz de se reinventar no território municipal. Quanto à 17ª Mostra de Experiências Exitosas, que também não foi possível acontecer, a primeira avaliação dos trabalhos trouxe mais uma vez o que nos surpreende a cada ano: a organização capilar e cotidiana da rede de atenção à saúde no ESP, com experiências que revelam o quanto as equipes de saúde são capazes de produzir com o objetivo de garantir o cuidado integral a população do nosso Estado. Este ano, foram inscritos 1146 trabalhos, o que representa um recorde numérico em relação aos anos anteriores. E isto, não poderia passar despercebido pela Diretoria do COSEMS/SP! Como reagir à enorme frustação de não possibilitar à experiência de vermos centenas de pessoas transitando e conversando sobre as sua experiências na construção do SUS e encerrar o processo com a premiação David Capistrano e com as Menções Honrosas? Daí a nossa decisão de publicar todos os trabalhos inscritos na 17ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, por meio de edições especiais, que demonstram o engajamento e o compromisso dos gestores municipais e dos trabalhadores da saúde para ofertar o SUS que a população merece. Seguramente, estas revistas carregam o DNA do SUS! Um orgulho para nós, que representamos os municípios paulistas na defesa do SUS! Geraldo Reple Presidente do COSEMS/SP, SMS de São Bernardo do Campo e Membro do Comitê de Contingência do Governo do Estado de SP PALAVRA DO PRESIDENTE DO COSEMS/SP GESTÃO DE PESSOAS 10
USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS,O PROJETO FOI BASTANTE SIGNIFICATIVO POIS ENVOLVEU, E MOBILIZOU A TODA EQUIPE DE SA DE, PERMITIU CONHECERMOS OS PACIENTES E AS NECESSIDADES DE CADA UM. Autores: Vera Lúcia De Oliveira Rodrigues Instituição :Prefeitura Municipal de Alfredo Marcondes Município: Alfredo Marcondes CIR: Alta Sorocabana Endereço: Rua das Américas Telefone: 32661132 Celular: 997873516 Email: coordenacao.saude@alfredomarcondes.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Se tratando de saúde o que está em questão é a vida. De forma que pretendemos com este trabalho, abordar sobre o uso excessivo de medicamentos feito pelos usuários do município de Alfredo Marcondes, verificando que o objeto de obrigação da equipe de saúde, não está presente apenas no dever em receitar e fornecer os medicamentos, mas como ainda, acompanhá-los mensalmente através de consultas médicas, incluindo exames e tratamentos. OBJETIVOS Promover a educação em saúde aos usuários que frequentam a Unidade Básica de Saúde, orientando ao risco da automedicação e quanto ao uso racional de medicamentos. METODOLOGIA As atividades desenvolvidas na Unidade Básica de saúde do município de Alfredo Marcondes, são no formato de reuniões e atendimentos individuais, visando orientar e promover o uso racional de medicamentos. De princípio todos os pacientes passam por atendimento individual, onde são orientados sobre a automedicação e sobre os riscos à saúde. Este atendimento individual serve tambémpara conhecermos os pacientes individualmente, afimde entender as suas peculiaridades e necessidades. Neste trabalho, a principal ação desenvolvida pela equipe, foram os atendimentos médicos em horário especifico para está população, que além de serem avaliadas pela médica da unidade, foram encaminhados quando necessário aos médicos emespecialidades. Após os atendimentos médicos, os usuários são encaminhados ao Serviço Social da unidade, onde passam por avaliação social. Nesse processo os usuários preenchem juntamente com o assistente social um questionário, que prevê questões referentes ao uso de medicamentos.E quantoas reuniões,as mesmas ocorrem na unidade,onde foram explicadas e esclarecidas dúvidas relacionadas a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. RESULTADOS Destacam-se os resultados obtidos através das despesas com os medicamentos manipulados que diminuiu significativamente, ou seja, o projeto propiciou uma melhor qualidade de vida aos usuários em relação a automedicação e o uso racional. GESTÃO DE PESSOAS 11
CONSIDERAÇÕES FINAIS Com os resultados obtidos neste projeto, foi possível observar a falta de informações da população atendida, entretanto, é importante salientar que para os usuários a participação também permitiu a ampliação do conhecimento e por consequência melhor qualidade de vida. As atividades também proporcionaram um contato ainda maior da equipe de saúde com os usuários, de forma que possibilitou o conhecimento da realidade de cada um. O projeto ainda propiciou aos profissionais em saúde terem uma visão transformadora em relação a sociedade, ou seja, através de pequenas ações, grandes mudanças. GESTÃO DE PESSOAS 12
A IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO FERRAMENTA DE MUDANÇAS NOS PROCESSOS DE TRABALHO NA SECRETARIA DA SA DE DE APIAÍ Autores: Andre Enok Sawazaki, Ricardo Leão Silva Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE APIAI Município: Apiaí CIR: Itapeva Endereço: Avenida Leopoldo Lemes Werneck Telefone: 35528400 Celular: 981643124 Email: stella_dorini@hotmail.com INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Em 2016 a saúde do município, se encontrava em deterioração, as equipes se encontravam desmotivadas, os serviços emprecárias condições demanutenção. A rede de saúde não funcionava de modo integrado, não existia um pacto de gestão interna que garantisse um atendimento equânime dos atendimentos com a qualidade necessária. A maioria dos trabalhadores se focava apenas no seu espaço de trabalho, não na rede de assistência à saúde. Os espaços de liberdade que o trabalhador tinha para agir estava engessado não apenas pela regulação do trabalho, ou pela falta de organização da rede de saúde, mais principalmente pelo próprio trabalhador, o processo de subjetivação dos funcionários com o precarização da saúde municipal levou a um acumulo de experiência mais negativas que construtivas, começou-se a praticar nos serviços mais o “empurismo” e pouco “resolutivismo”, isso refletiu nos indicadores de saúde e na qualidade do atendimento. O processo de trabalho estava estagnado, a gestão precisa de algo inovador para mudar as práticas de serviço da gestão do trabalho. OBJETIVOS Mudar os processos de Trabalho dos serviços da secretaria de saúde de Apiaí, de forma a levar a integralidade, equidade e resolubilidade METODOLOGIA Para dar apoio aos serviços de modo a mudar as práticas foi implantado o Núcleo de educação permanente em saúde, em julho de 2017. Inicialmente o NEP, levantou informações sobre as dificuldades da rede de saúde e seu funcionamento. Passou a receber as informações dos coordenadores de saúde sobre a produção quadrimestral dos serviços, de modo a construir com a gestão os relatórios quadrimestrais, em segundo momento o núcleo passou a participar de todas a reunião do conselho municipal de saúde ficando responsável por secretariar as mesmas. O NEP faz a ponte entre gestão dos serviços, funcionários e a população. Através do diálogo e da aplicação de rodas de conversa e possível dar a mesma oportunidade para que todos participem das temáticas propostas nas reuniões e comitês. Com estas informações o NEP participa ativamente na elaboração do Plano Municipal de Saúde, e das programações anuais de saúde. A partir das problemáticas identificadas, são organizados capacitações e projetos de trabalho. No início de cada ano é formulada a programação anual de educação permanente em saúde do município. O NEP utiliza as ferramentas da micropolítica da gestão do trabalho, articulando as parcerias intersetoriais e junto a gestão participou da implantação de programas como a saúde na escola, saúde do adolescente, da articulação da 1º infância e do programa municipal de guarda responsável. O NEP apoia os serviços da SMS, como o CAPS, participando da organização do GESTÃO DE PESSOAS 13
encontro em saúde mental da atenção básica municipal. Realiza apoio intersetorial na semana municipal de saúde nas escolas, na semana de saúde bucal nas escolas, na semana do bebe, nas conferencias de saúde municipais, nas rodas de conversa com adolescentes, elabora palestras nas unidades de saúde para hipertensão, diabetes, participa das roda de conversa com gestantes, organiza as capacitações dos funcionários da SMS, faz o monitoramento dos indicadores de saúde, e participa das reuniões entre os coordenadores e funcionários de modo a estar verificando os resultados e sucesso das ações em andamento. O NEP tornou se um importante setor de apoio técnico a gestão dos serviços de saúde e uma ponte de comunicação da SMS com os demais serviços. RESULTADOS A criação do NEP possibilitou a construção de umplanomunicipal de saúde e de uma programação anual de Saúde, que respondesse aos anseios, tanto da coordenação, dos funcionários e da população. O NEP recebe as informações da produção dos serviços e faz a ponte com os usuários e trabalhadores, organizando junto a coordenação as ações integradas que proporcionaram a resolubilidade dos problemas e um atendimento integral e humanitário. Os fluxos de serviços, assim como os protocolos foram trabalhos pelo NEP com as equipes de saúde de modo dar vazão as guias paradas de encaminhamento, isto resultou num atendimento mais equânime. Com as ações realizadas junto a assistência social, educação, empresas parceiras e ONGS o NEP vem contribuindo comarticulação da 1º infância e paramelhora dos indicadores demortalidade infantil do município. A partição do NEP no PSE, vem contribuindo para elaboração de estratégias que levem a prevenção e promoção de saúde nas escolas. O projeto de rodas de conversa iniciado pelo NEP (exposto no seminário internacional de boas práticas de saúde dos adolescentes), vem sendo utilizado nos grupos de gestantes e adolescentes nas escolas de modo auxiliar na construção do projeto de vida, prevenindo a gravidez precoce e o aumento da ISTs. As capacitações e ações realizadas durante o período vem contribuindo não somente para a reestruturação das linhas de cuidado como também para a conscientização e importância do trabalhador em todo o processo de cuidar dos usuários. Os ganhos positivos são demostrados na melhora dos indicadores de saúde, e reconhecidos pelo conselho de saúde que apoia a iniciativa do município. a mortalidade infantil saindo de um coeficiente de 35,19 em 2016 para um 16,95 em 2017, 13,5 em 2018 e 6 em 2019. O número de óbito relacionados a 4 DCNT, em 2016 era 60, em 2017 abaixou para 52 e em 2018 abaixo para 40. CONSIDERAÇÕES FINAIS O município de Apiaí, procura através da Criação do núcleo de educação permanente, não apenas se adequar a política nacional de saúde, busca a melhoria permanente da qualidade do cuidado à saúde, a democratização dos espaços de trabalho, a criação de soluções criativas para os problemas encontrados, o desenvolvimento da produção em equipe e a humanização do atendimento. A educação permanente propõe também ambientes protegidos e espaços de escuta qualificada, considerando a experiência dos profissionais, e reflexão sobre as práticas afim de estabelecer um conjunto de saberes que faça sentidos para todos os envolvidos no processo. GESTÃO DE PESSOAS 14
APLICAÇÃO DE MICROPOLÍTICA DA GESTÃO DO TRABALHO NA REDE DE SERVIÇOS DA SA DE DE APIAÍ Autores: Andre enok sawazaki, Ricardo Leão Silva Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE APIAI Município: Apiaí CIR: Itapeva Endereço: Avenida Leopoldo Lemes Werneck Telefone: 35528400 Celular: 981643124 Email: stella_dorini@hotmail.com INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Em 2016 a saúde do município, se encontrava em deterioração, as equipes se encontravam desmotivadas, os serviços emprecárias condições demanutenção. A rede de saúde não funcionava de modo integrado, não existia um pacto de gestão interna que garantisse um atendimento equânime dos atendimentos com a qualidade necessária. A maioria dos trabalhadores se focava apenas no seu espaço de trabalho, não na rede de assistência à saúde. Os espaços de liberdade que o trabalhador tinha para agir estava engessado não apenas pela regulação do trabalho, ou pela falta de organização da rede de saúde, mais principalmente pelo próprio trabalhador, o processo de subjetivação dos funcionários com o precarização da saúde municipal levou a um acumulo de experiência mais negativas que construtivas, começou-se a praticar nos serviços mais o “empurismo” e pouco “resolutivismo”, isso refletiu nos indicadores e na qualidade do atendimento.As redes de trabalho interpessoal não se focavam nos princípios que regem o SUS, tinham como base os conceitos que ele próprio trabalhador achava como algo que é satisfatório e adequado para sua atividade. OBJETIVOS Estabelecer ações demicropolítica da gestão do trabalho na rede de saúdemunicipal. Reestruturar e integrar os serviços da rede de forma a fornecer um atendimento integral a população Resgatar a autoestima e importância de cada servidor na rede de serviços em saúde Instituir novas políticas de regulação e acesso dos serviços de formal equânime METODOLOGIA Em primeiro momento, com a nova equipe, a SMS fez a análise dos processos de trabalho, da rede de saúde, estabelecendo as metas a serem atingidas. Abrindo um espaço de autonomia para os coordenadoresagirembuscandodesengessar osserviços, de formaacriar uma rededeassistência integral, com um novo pacto interno de gestão que buscasse garantir o fluxo seguro entre os diversos serviços da rede de atenção.A gestão propôs escuta qualificada a seus coordenadores onde o gestor ficou com a responsabilidade de monitorar e providenciar os recursos necessários pactuados, e cada coordenador foi incentivado a utilizar a mesma metodologia no seu serviço. Os funcionários foram instruídos e capacitados a seguir as premissas pactuadas para melhorar a assistência a população e foram recolados em funções conforme seu perfil de trabalho. Foi formado um novo pacto interno de gestão que garanti se o fluxo seguro entre os diversos serviços da rede de atenção à saúde. As micro redes formadas em cada local de trabalho, foram pouco a pouco conectadas, e os serviços passaram a ser integrados. Comunicavam entres si através de seus coordenadores e funcionários. Em segundo momento, a gestão realizou as melhorias necessárias, para mudar o ambiente de trabalho, garantindo os recursos necessários da linha GESTÃO DE PESSOAS 15
de cuidados. Os serviços estavam sem manutenção há anos. O trabalhador tinha que se sentir novamente como parte integrante do processo de mudança.A aplicação de uma pedagogia voltada através do aprendizado a partir do próprio trabalho valoriza as experiências profissionais de cada um, e possibilita a mudança na compreensão dos processos do trabalho e na implicação que cada um tem nesse cenário. As reuniões de equipe passaram a ser mais resolutiva, com a utilização de rodas de conversa de comunicação entre os gestores de saúde e seus funcionários. RESULTADOS Além da implantação de serviços como a Central de Regulação Municipal em 06/2017 e o Núcleo de Educação Permanente em Saúde em 07/2017. A Secretaria da Saúde investiu na melhorias dos processos de trabalho, nas análises clinicas o Laboratório Regional de Saúde Pública, foi reconhecidas no ano de 2019 como uma menção honrosa no 9º Prêmio David Capistrano.Na saúde bucal, com a indicação da atual coordenação, investimentos em manutenção e equipamentos permanentes, aumentouaprodutividade, qualidade, resultandoemmais consultas eatendimentos. Em 2018 o município ficou em 9º lugar no prêmio CFO de Saúde Bucal e em 2019 alcançamos o 4º lugar no mesmo prêmio na categoria de 20.000 até 50 mil habitantes.Na Atenção básica as unidades passaram a ter mais autonomia de trabalho, a equipe elabora as ações e priorizar os casos com a Coordenação de Saúde. As unidades trabalham em rede, sendo conectadas aos outros serviços pela regulação, e pela coordenação que faz o planejamento das ações de forma multisetorial. Como resultado os indicadores de saúde melhoraram, a mortalidade infantil saindo de um coeficiente de 35,19 em 2016 para um 16,95 em 2017 e 13,5 em 2018 e 6 em 2019. O número de óbito relacionados a 4 DCNT, em 2016 era 60, em 2017 abaixou para 52 e em 2018 abaixo para 40.Para melhorar a rede de cuidados a SMS, realizou também em 2017 a reestruturação da assistência farmacêutica, foram ampliadas as estruturas físicas, e qualificado os profissionais. Foi implantando o REMUME e os Médicos da rede do município recebem no início de cada mês, uma lista com os medicamentos disponíveis na farmácia municipal.Na vigilância Sanitária a secretaria de saúde concentrou os serviços em um único local, melhorando a comunicação, e o planejamento das ações que passaram a ser em conjunto. Com a construção do pacto interno de gestão a vigilância passou a ser mais atuante nas ações da atenção básica, o que resultou em capacitações e matriciamento quinzenais entre a V.E e os ACS, Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem da rede CONSIDERAÇÕES FINAIS A micropolítica faz parte dos serviços de saúde e a construção de uma rede de serviços com fluxo seguro só é possível pela organização da rede “viva”, com a abertura de espaços permanentes de diálogo entre os profissionais dos serviços , formando as linhas de cuidado que busquem a atenção integral e equânime, é importante o órgão gestor prover também as melhorias para mudar os ambientes de trabalho de modo a fomentar experiência positivas de que possam mudar os processos do trabalho.O espaço de autonomia adquirido pelo trabalhador para agir em prol da melhoria do serviço é fundamental para continuidade e multiplicação das ações. GESTÃO DE PESSOAS 16
GERÊNCIA DE PORTA ABERTA: UMA APOSTA EM MODELOS PARTICIPATIVOS DE GESTÃO Autores: Poliana Patrício Aliane, Talitha Paula Resende Martins, Sonia Maria Molan Gaban, Daniela Maria de Oliveira Tedeschi, Bruno de Paula Rosa Instituição: Prefeitura do Município de Araraquara-SP Município: Araraquara CIR: Central Endereço: Avenida Dom Pedro II Telefone: 33011700 Celular: 992068364 Email: gabinetesaude@araraquara.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A Gerência de Porta Aberta é citada na Política Nacional de Humanização (PNH) enquanto um dispositivo de Cogestão/Gestão compartilhada. Entendemos a gestão compartilhada como a organização de um espaço coletivo de aprendizado que permita o acordo entre necessidades e interesses de usuários, trabalhadores e gestores. Esse arranjo de gestão expressa tanto a inclusão de novos sujeitos nos processos de análise e decisão quanto a ampliação das tarefas da gestão num espaço de aprendizado coletivo. Em Araraquara, a criação da Gerência de Porta Aberta surgiu a partir de uma intervenção do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) em uma unidade de saúde da família. Durante esta intervenção observamos uma verticalização nas relações (na atenção e na gestão) com consequências negativas para todos. OBJETIVOS O objetivo principal foi criar um espaço para discutir assuntos relacionados ao trabalho e ao cuidado numa perspectiva de diálogo e escuta mútua. METODOLOGIA Nos inspiramos no método da tríplice inclusão, proposto pela PNH. Este método aposta na INCLUSÃO de trabalhadores, usuários e gestores na produção e gestão do cuidado e dos processos de trabalho. A comunicação entre esses três atores do SUS provoca movimentos de perturbação e inquietação que a PNH considera o “motor” de mudanças e que também precisam ser incluídos como recursos para a produção de saúde. Incluir as diferenças é um modo de estimular a produção de novos modos de cuidar e novas formas de organizar o trabalho. Para tal, criamos um espaço aberto para todos os trabalhadores da Rede Básica (toda segunda-feira, das 10h às 12h, na Coordenadoria da Atenção Primária), para um diálogo sobre assuntos referentes ao trabalho (sugestões, críticas e outras demandas), não sendo necessário agendamento prévio. Divulgamos este dispositivo por e-mail e em reuniões de educação continuada da rede e em reuniões da Gerência de Educação Permanente e do GTH com todas as equipes da Atenção Básica. RESULTADOS Iniciamos a Gerência de Porta Aberta em dezembro de 2018. Nossa primeira visita aconteceu em abril de 2019. Até fevereiro de 2020, tivemos 68 visitas. O principal motivo das visitas está relacionado à solicitação dos servidores de resgate de folgas (14 solicitações). Os demais motivos estiveram relacionados à: transferência do local de trabalho (13 solicitações), solicitação de mudanças no processo de trabalho da equipe e entre serviços (10), demandas decorrentes de GESTÃO DE PESSOAS 17
saúde pessoal (6), apontar dificuldades ou dúvidas no processo de avaliação do ACS (6), solicitação de reposição de trabalhadores (5), relatos de dificuldades interpessoais na equipe (4), questionar processo de remoção de trabalhadores da ESF (4), críticas e sugestões para as ações de combate à dengue no município (4), informar afastamento ou pedido de exoneração (3), solicitar ou questionar gratificações financeiras (2), esclarecer dúvidas ou questionar lançamentos E-SUS (2), solicitação de apoio à saúde do trabalhador (1), esclarecer queixa de ouvidoria (1) e relatar situação de assédio (1), solicitar compensação de horas para realização estágio (1), questionar prazo para nomeação (1). CONSIDERAÇÕES FINAIS Vimos observando que, a abertura ao diálogo, aproxima os trabalhadores da assistência e da gestão, possibilitando a melhoria da qualidade de vida no trabalho para ambos. Observamos que ainda existem barreiras para vencermos a verticalização das relações entre os atores do SUS e que as demandas apresentadas estão mais relacionadas às necessidades do trabalhador do que dos usuários. Contudo, acreditamos nesses primeiros passos como algo que transforma as relações no cuidado ao mesmo tempo que transforma a nós mesmos. Percebemos a potencia deste espaço na construção de modelos mais participativos de gerir e organizar o trabalho em saúde. GESTÃO DE PESSOAS 18
EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA O FORTALECIMENTO DAS REDES DE ATENÇÃO À SA DE Autores: Poliana Patrício Aliane, Maria do Rosário Quinello Carnesecca, Anne Karoline Cândido e Silva Bernardes, Iramildes Souza Silva, Rosy Miryan do Prado, Nathália Thomazim Rios, Daniela Maria de Oliveira Tedeschi Instituição: Prefeitura do Município de Araraquara-SP Município: Araraquara CIR: Central Endereço: Avenida Dom Pedro II Telefone: 33011700 Celular: 992068364 Email: gabinetesaude@araraquara.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Este trabalho foi desenvolvido a partir da adesão do município ao Programa para o Fortalecimento das Práticas de Educação Permanente em Saúde no Sistema Único de Saúde (PRO EPS-SUS), Portaria nº 3.194 (BRASIL, 2017). Em Araraquara reunimos um coletivo de trabalhadores da gestão e atenção e identificamos a necessidade de qualificar os trabalhadores para um cuidado integral nas Redes de Atenção à Saúde (RAS). Para que a Atenção Primária possa ordenar a RAS, é preciso reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade, organizando-as em relação aos outros pontos de atenção à saúde, contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das necessidades das pessoas. A reorganização das práticas de saúde como preceito para que as equipes possam coordenar o cuidado nas RAS deve ser estimulado em nível local, de modo que ela seja capaz de acompanhar o usuário durante todo o fluxo dentro do sistema de saúde até que a demanda de saúde seja sanada. Assim, é necessário que os profissionais de saúde estejam aptos a adotarem, individualmente e em conjunto, práticas diferentes do modelo biomédico hegemônico e que sejam fundamentadas nas diretrizes da APS e das RAS. Assim, uma importante ferramenta para induzir a reestruturação dos processos de trabalho em saúde é a Educação Permanente em Saúde (EPS). OBJETIVOS Este trabalho teve como objetivo principal, a partir da reflexão sobre a prática e a realidade do trabalho, oferecer subsidios aos trabalhadores da APS para um cuidado integral, que contemple as necessidades das redes prioritárias. METODOLOGIA Desenvolvemos um curso fundamentado em metodologias ativas de ensino-aprendizagem, com horas de atividades teórico práticas e atividades de dispersão. Foram convocados a participar todos os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Técnicos de Enfermagem da Rede Básica. Para os ACS e Técnicos de Enfermagem da ESF o projeto teve duração de 6 semanas, cada dia com 8 horas, que foram divididos em três turmas. Para os profissionais dos CMS o projeto teve duração de 3 semanas, cada dia com duração de 6 horas, divididos em quatro turmas. RESULTADOS Participaram do curso 220 trabalhadores entre ACS´s e Técnicos de Enfermagem. Durante os encontros foram realizadas produções (narrativas, reflexões em grupo, jograis, paródias musicais GESTÃO DE PESSOAS 19
e outros arranjos) que deflagaram as fragilidades da nossa rede e produziram potentes reflexões. Os encontros produziram possibilidades de protagonismo aos trabalhadores, ao mesmo tempo que resistências a ocupar este papel. Pudemos ainda, colocar em roda, diferentes trabalhadores, equipes, serviços e gestores num diálogo assertivo com foco na melhoria da assistência aos usuários das redes: Materno-Infantil, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Condições Crônicas. CONSIDERAÇÕES FINAIS Observamos que os encontros propiciaram a discussão coletiva das ações desenvolvidas nos CMS e USF e das práticas instituídas nas equipes e serviços da rede. Houve bastante reflexão sobre o cuidado que é ofertado nas unidades de saúde, além de uma crítica dos trabalhadores sobre seu papel protagonista na construção do SUS. Observamos ainda, que o curso favoreceu reencontros e formação de novos vínculos para a construção de uma rede integrada e complementar na assistência aos usuários SUS. GESTÃO DE PESSOAS 20
PR TICAS COLABORATIVAS NA ATENÇÃO B SICA: CAMINHOS PARA O COAPES ATRAVÉS DO PET SA DE-INTERPROFISSIONALIDADE Autores: Andreia Sanches Garcia, Camila de Moraes Delchiaro, Fernanda Cenci Queiroz, Vanessa Patrícia Fagundes Instituição: SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE ASSIS Município: Assis CIR: Assis Endereço: Rua Cândido Mota Telefone: 33025555 Celular: 997510585 Email: semusa@saude.assis.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A Secretaria Municipal da Saúde implementou mudanças nas suas Unidades Básicas por meio da reorganização a determinados territórios e mudanças no fluxo de trabalho. Identificou e priorizou os indicadores de saúde que apresentavam maiores fragilidades e iniciou a análise para o planejamento de ações para a melhoria do cuidado. Sobre a relação ensino-serviço, realizou parcerias para o enfrentamento das dificuldades na prática cotidiana identificando parceiros em Universidades que desenvolvem atividades curriculares nas Unidades de Saúde, realizando reflexões sobre a aproximação das propostas pedagógicas às necessidades das equipes e da comunidade, a partir da Portaria Interministerial nº 1.127/MEC/ MS (2015) que institui as diretrizes para a celebração dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde (COAPES) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre estas iniciativas, tivemos o envio para o Ministério da Saúde do projeto PET Saúde Interprofissionalidade em parceria com a FEMA/IMESA que tem como objetivo apresentar aos egressos dos cursos conceitos práticas voltados às necessidades de saúde dos indivíduos e das coletividades. OBJETIVOS Apresentar a trajetória realizada pelo Município para elaboração conjunta do COAPES através de estratégias de aproximação com a Instituição de Ensino Superior – IES, a partir da apropriação de oportunidades do cotidiano dos serviços. Como objetivos específicos: implementar práticas colaborativas nas atividades dos serviços de saúde da Atenção Básica, realizando o enfrentamento para melhorias e controle dos principais indicadores de saúde elencados pela Gestão Municipal; implementar mudanças nas grades curriculares e Projeto Pedagógico dos cursos parceiros, com vistas a proporcionar formação Interprofissional voltada para os cenários de práticas de profissionais de saúde no SUS. METODOLOGIA O desenvolvimento se deu emduas vertentes, a primeira ocorreu da formação de 2 grupos tutoriais compostos por Tutor-Coordenador, Tutor (professor da IES), 2 Preceptores (trabalhadores da SMS) e 4 estudantes dos cursos parceiros do projeto. Foi organizado um cronograma de encontros mensais do grupo condutor, encontros quinzenais dos grupos tutoriais e encontros quinzenais dos tutores com os estudantes. Cada grupo tutorial realizou um planejamento de ações desenvolvidas nas Unidades de Saúde em duplas de estudantes, em conjunto com os trabalhadores delas na lógica da Interprofissionalidade e de práticas colaborativas, tendo como norteador dos trabalhos o enfrentamento aos desafios para mudança dos indicadores de saúde que apresentaram maior GESTÃO DE PESSOAS 21
vulnerabilidade. A outra vertente foi desenvolvida junto aos gestores da IES e da SMS, onde foram realizadas reuniões para entendimento da proposta do PET Saúde Interprofissionalidade e das atividades desenvolvidas, visando aliar as práticas previstas nos Projetos Pedagógicos dos Cursos e as demandas dos serviços. Foi realizado ainda um Evento de Integração Ensino-Serviço como estratégia de aproximação dos parceiros das atividades desenvolvidas. RESULTADOS A partir da aprovação do Projeto PET Saúde foram desencadeadas as ações relacionadas a seguir: - Apropriação do Gestor Municipal e da SMS sobre a importância da formalização das parcerias com IES, produzida a partir do Decreto Municipal para organização do fluxo de estabelecimento do COAPES;- Expansão das discussões com as demais IES parceiras do Município;- Identificação de práticas colaborativas já realizadas pelas equipes de saúde;- fortalecimento das ações relacionadas à saúde da gestante e da criança e mudança expressiva no coeficiente de Mortalidade Infantil que era de 15,46 (2018) para 5,66 (2019) um dos indicadores mais relevantes para a saúde do município. Avaliamos ainda que mudanças ocorreram nas práticas dos participantes PET –Saúde durante o decorrer do projeto, de acordo com a categoria. A Coordenação do Projeto identificou o desenvolvimento de habilidades de negociação entre parceiros e aglutinação de propostas de ações entre os diversos atores. Os Coordenadores de Grupo/Tutores identificaram a apropriação das rotinas dos serviços, organização das atividades tutoriais e de formação dos integrantes dos grupos e participação nas negociações na IES. Os Preceptores constataram que a interprofissionalidade em saúde é um desafio no trabalho em equipe, pela falta de compreensão entre as diferenças entre o trabalho “multiprofissional” e “ interprofissional”, na qual relaciona a EIP ao contexto de “trabalho colaborativo” sendo fundamental para a compreensão do que significa efetivamente o trabalho em equipe e a proposta da mudança para o modelo de cuidado integral, enquanto no trabalho multiprofissional as ações ocorrem de forma duplicada e se repete discussões de processos não resolutivos. Os estudantes participaram de atividades desenvolvidas pela equipe de saúde de forma não assistencial e individualizada, fazendo com que eles entendessem o seu papel enquanto trabalhador da saúde coletiva, distanciando-se da prática tradicional da área de conhecimento e interagindo simultaneamente com outras áreas profissionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS Quando passamos a entender que a interprofissionalidade ocorre a partir do momento que membros de duas ou mais profissões aprendem “com”, “sobre” e “entre si” para melhorar o trabalho colaborativo e a qualidade do cuidado ofertado, podemos concluir que a EIP não apaga as identidadesprofissionaisnoquediz respeitoàespecialidade, ela reconhecee valorizaa importância de cada uma delas na participação do processo de cuidado que é contínuo e compartilhado, aprofundando o conhecimento da rotina dos serviços de saúde, problematizando as práticas, promovendo a aprendizagem a partir do entendimento do impacto na mudança de processos de trabalho dos indicadores de saúde. O trabalho na saúde nos desafia a ser cada vez mais criativo no que diz respeito aos recursos e resolutividade, por isso, a mudança na formação dos alunos dos cursos de saúde através de metodologias ativas, técnicas de educação permanente e integração ensino-serviço, se faz extremamente necessária para que possamos avançar. GESTÃO DE PESSOAS 22
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