AVALIAÇÃO DO APROVEITAMENTO DO ESPAÇO DA VISITA DOMICILIAR APÓS EXECUÇÃO DE AÇÕES PARA A REORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS ATUANTES NAS ESTRATÉGIAS DE SA DE DA FAMÍLIA Autores: Ana Paula Raizaro, João Paulo Dias de Souza, Lucila do Nascimento Silva Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO Município: Ribeirão Preto CIR: Aquifero Guarani Endereço: Rua Prudente de Morais Telefone: 39779305 Celular: 996101357 Email: cronicas@saude.pmrp.com.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem como principal finalidade a reorganização da atenção primária no país, visando à assistência integral à população e promovendo mudanças nos padrões de atenção à saúde, sendo considerada uma estratégia de qualificação e expansão da Atenção Básica (AB) e porta de entrada dos serviços. (GIACOMOZZI, 2006). A Visita Domiciliar (VD) dentro da ESF é um instrumento utilizado para se tomar conhecimento da população do território em que está situada, possibilitando, com isso, a criação de um vínculo entre profissionais e usuários. Tem como objetivo atender diferentes necessidades de saúde, observando e preocupando-se com a infraestrutura existente dentro das comunidades (habitação, higiene, saneamento básico, dentre outros) e promovendo atendimento às famílias. Ademais, a visita proporciona aos profissionais conhecerem o contexto social em que estão inseridos, permitindo uma reflexão acerca de sua prática profissional dentro da ESF (KEBIAN, 2014; GIACOMOZZI, 2006; ANDRADE, 2013). Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB, 2017), uma das atribuições comuns a todos os membros das equipes que atuam na AB é realizar visitas domiciliares e atendimentos em domicílio às famílias e pessoas em residências, Instituições de Longa Permanência (ILP), abrigos, dentre outros tipos de moradia existentes (BRASIL, 2017). A partir da análise dos números das VDs realizadas por profissionais não ACSs, foi possível identificar uma baixa produção e propor algumas ações com vistas a reorganizar o processo de trabalho e, consequentemente, melhorar esses números que impactam diretamente na atenção à saúde da população. OBJETIVOS O presente estudo teve como objetivo avaliar a quantidade de VDs realizadas por profissionais que atuam nas equipes de ESF e não são ACSs, após as ações propostas para a reorganização do processo de trabalho. METODOLOGIA Com relatórios fornecidos pela Divisão de Informática, foi feita uma análise do número total de VDs de abril a junho de 2018, realizadas por todos os profissionais não ACSs, em todas as quarenta e oito (48) Equipes de Saúde da Família do município de Ribeirão Preto e identificado um baixo número de VDs. Nas visitas in loco, realizadas pelos profissionais gestores, nas Unidades de Saúde, foi questionado quais eram as dificuldades para a realização das VDs, identificando a falta da garantia de espaço na agenda desses profissionais como principal dificultador e também o desconhecimento da importância das VDs. Tais informações foram discutidas em reunião com a equipe técnica do Departamento de Atenção à Saúde das Pessoas (DASP) e com o gabinete GESTÃO DE PESSOAS 126
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