Gestão de Pessoas

METODOLOGIA Instituímos um G.T. municipal, com a participação da equipe de coordenação de saúde mental, supervisão da atenção básica e uma facilitadora externa. Foram realizadas no total 10 Oficinas, sendo 7 municipais e 3 regionais. Para levantamento diagnóstico utilizamos como ferramentas; a Matriz Diagnóstica, o Diagnóstico Situacional de população por área de abrangência, dados de produtividade por Unidade de Saúde e percentual de cobertura; o PPA - Planejamento Plurianual com framework instituído a partir das metas dos ODS/ONU. Nesta etapa, cada unidade identificou quais ações programadas no PPA foram realizadas e de que forma. A partir disso,estabeleceuse o quadro de Nós Críticos levantando as potencialidades e fragilidades das unidades com identificação do grau de governabilidade e responsabilidade para cada problema e soluções possíveis. As oficinas foram pautadas pelo modelo da Aprendizagem Ativa e da F.P.S.T. com foco na estratégia de problematização das práticas cotidianas do trabalho. Foram realizados seminários teóricos/práticos, com discussões sobre os principais conceitos da temática, vídeos e questionários. Finalizamos com a discussão de um caso clínico que subsidiou o Plano da Linha de Cuidado Compartilhado. RESULTADOS Contamos com a participação de 280 profissionais, uma média de 40 profissionais/oficina, entre estes: equipes da AP de cinco UBS, parte das equipes dos três CAPS e do Núcleo de Prevenção à Violência, pessoal das áreas técnicas e administrativas. Essa diversidade de profissionais, favoreceu muito a qualidade dos trabalhos realizados e a efetivação do Projeto. Apontamos para a importante compreensão e incorporação da prática com a assunção de responsabilidades compartilhadas entre as equipesmatriciais de saúdemental e da Atenção Primária no atendimento em conjunto e específico. Ressaltamos, a valorização da troca de saberes, da comunicação entre os serviços, do alinhamento e planejamento de ações entre eles para a efetividade da promoção de saúde. O uso da Metodologia Ativa e da F.P.S.T., com suas práticas reflexivas, permitiram que os encontros mantivessem o foco no cotidiano do trabalho possibilitando apontamentos para a transformação da prática, levando os participantes ao poder de agir. CONSIDERAÇÕES FINAIS Avaliamos a experiência como exitosa, principalmente pela perspectiva de expansão do projeto para todas as Unidades de Saúde considerada pelo Secretário. Bem como, a mobilização das equipes envolvidas na participação, na busca de soluções para os problemas apresentados e na implantação de ações que devem repercutir na qualidade da assistência em saúde prestada. Identificamosanecessidadeprementedeserealizarencontrossistemáticosparaodesenvolvimento e aperfeiçoamento das equipes em temas como: Saúde Pública: visão, legislação, práxis e práticas. Apesar do pouco tempo, pudemos observar movimentos nos serviços, motivando a troca de experiência na solução de problemas. Destacamos que o uso da metodologia foi fundamental para os resultados obtidos, levando à maior a compreensão por parte dos participantes, sobre a importância do trabalho compartilhado, a troca de saberes e consequente melhores resultados para as ações de saúde. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Saúde mental e atenção básica: o vínculo e o diálogo necessários. Brasília, 2007. _____ . MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cadernos de Atenção Básica nº 34 – Saúde Mental. Brasília, Editora MS, 1ªed. 2013. CHIAVERINI, Dulce Helena (Org.) et al. Guia prático de matriciamento em saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 236p. PISSOLATTI, Lúcia Maria Silva. “Formação em situação de trabalho para profissionais da saúde mental: a arte como mediação”. PUC Campinas. 301p. Disponível em: http://sbi.puccampinas.edu.br/ . 2015 GESTÃO DE PESSOAS 143

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