das Diretrizes da PNAB e ESF; Apropriação do Conceito de Educação Permanente em Saúde; Planejamento e Organização do processo de trabalho e Elaboração de Protocolos na APS. As oficinas utilizou se dos pressupostos da aprendizagem significativa, com dinâmicas, discussão de casos, análise dos indicadores do território e identificação de protocolos necessários. A partir de uma agenda organizada conjuntamente com as equipes foram desenvolvidas as oficinas no período de março a setembro de 2019, quinzenalmente em dois períodos, de forma que não suspendesse o atendimento nas unidades. RESULTADOS Durante a realização das oficinas ficou evidenciada a importância de elaborar planos de formação a partir da realidade local, constatada pela participação ativa dos profissionais, desde médico, dentista, enfermagem, agente comunitário de saúde, recepcionista, e outros que fazem parte das equipes. Essencial o facilitador trazer as discussões das vivências relacionando aos temas e conceitos propostos, construindo ao longo das oficinas uma “costura” em relação aos princípios do SUS e as diretrizes da PNAB, visando à reflexão da prática e construção de novos olhares, possibilitando novas invenções. Foi um processo rico de escuta dos trabalhadores, sobre seus medos, anseios, limitações e a produção de saúde viva realizada no território, onde muitas vezes a gestão desconhece sobre a mesma. Ouvimos de uma psicóloga em anos de formação relatar que pela primeira vez estava entendendo o que era SUS e Atenção Primária. Agentes comunitários discutindo a redemunicipal, a importância do CAPS implantado no apoio as equipes no atendimento as pessoas com transtornos mentais e para referencia quando necessário. Médico de Uma ESF e agentes apresentando experiência de acolhimento e projeto terapêutico realizado com apoio do NASF também iniciado recentemente. Outra potência identificada durante as oficinas foi à troca de saberes e aprendizados entre as equipes relacionando às vivências, sucessos e desafios enfrentados no processo de trabalho, constatando semelhanças e possibilidades de estratégias diversas, e até mesmo espaço para discussão com a própria equipe, evidenciando a necessidade de ummomento para discussão dos afetamentos dos trabalhadores e gestão. Ao final da execução do plano verificamos equipes motivadas a olhar o território, ações realizadas, indicadores alcançados e como reorganizar o trabalho para melhores resultados. Concluiu se que apesar dos desafios do ponto de vista conceitual e concepções, a EPS emerge como problematização no cotidiano das equipes dos quais suscitam temas para a discussão, entendendo que a mesma acontece no cotidiano das equipes. CONSIDERAÇÕES FINAIS A EPS traz diversas possibilidades metodológicas para os coletivos se colocarem em análise e se produzirem de outros modos. Possibilita à gestão trabalhar com a alma dos serviços de saúde. Para tanto é essencial investir na provocação e no cuidado destes espaços de forma permanente. Referências Bibliográficas FEUERWERKER LCM. Micropolítica e saúde: produção do cuidado, gestão e formação/ Org. Laura Camargo Macruz Feuerwerker. - Porto Alegre: Rede UNIDA, 2014. 174 p. - (Coleção Micropolítica do Trabalho e o Cuidado em Saúde). BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.194 de 28 de novembro de 2017. Dispõe sobre o Programa para o Fortalecimento das Práticas de Educação Permanente em Saúde no Sistema Único de Saúde - PRO EPS-SUS, 2017. GESTÃO DE PESSOAS 28
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