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HEMO
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janeiro/fevereiro/março 2013
panorama
A burocracia nas importações,
os requisitos de órgãos governamentais,
e os impostos distanciam a obtenção
de tecnologias inovadoras
principalmente nos exames de imunofeno-
tipagem, citogenética e biologia molecular.
Guerra explica que o avanço da in-
dústria farmacêutica nos últimos 15 anos
obrigou a de equipamentos e reagentes
a se desenvolver. “Já estamos vivendo
uma verdadeira revolução nessa área,
que se intensificará nos próximos anos,
principalmente em onco-hematologia,
hemostasia e trombose.” O grande desa-
fio, segundo o hematologista, é incorpo-
rar esses testes na prática, aprovar nos
órgãos reguladores nacionais (Anvisa e
ANS) e padronizar metodologias e con-
troles de qualidade. “O problema é que
muitos de nossos pacientes, razão maior
de nosso trabalho, demoram a ter acesso
às melhores práticas.”
Apesar dos entraves apontados,
Marinato destaca que os laboratórios
brasileiros têm evoluído gradativamente
e isso demanda envolvimento cada vez
maior de médicos hematologistas, o que
aumenta a qualidade do diagnóstico, me-
lhora o entendimento dos clínicos em re-
lação aos resultados, mas também eleva
o custo, o que é um fator limitante para
vários centros. Segundo Guerra, existem
laboratórios de excelência no Brasil que
trabalham isoladamente, tanto na esfera
pública quanto na privada. “O País pos-
sui laboratórios que são referência na
América Latina e padrões de qualidade
comparados aos de grandes laboratórios
mundiais.” Na área de pesquisa, o hema-
tologista destaca alguns laboratórios liga-
dos a universidades como a Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e
Universidade de São Paulo (USP), e
outros ligados a hospitais filantrópicos,
como o Instituto Israelita de Ensino
e Pesquisa (IIEP-HIAE). Entretanto,
Guerra observa que ainda temos muito
para aprender e crescer e a integração é
fundamental para aperfeiçoar as práticas
e os trabalhos cooperativos.
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