HEMO
|
37
janeiro/fevereiro/março 2013
cobertura
Segundo Roberto Passetto Falcão,
diretor científico da ABHH, tanto a pro-
dução brasileira quanto a que é feita em
colaboração com pesquisadores de outros
países coloca a pesquisa do Brasil em des-
taque em todo o mundo, o que é excelente.
“Os trabalhos colaborativos têm crescido
muito nos últimos anos e há uma tendên-
cia que aos poucos conquistemos uma in-
dependência maior.”
Ao vivo
Outro fenômeno vivido nos encontros
anuais da ASH é que muitos pesquisado-
res frequentemente citados e refenciados
em livros e pesquisas bibliográficas e, que
inclusive, dão nomes a procedimentos,
podem ser ouvidos e vistos pessoalmente.
E, sem dificuldades, é possível trocar com
eles experiências. Especialistas como o
hematologista indiano Kant Rai e o fran-
cês Jacques-Louis Binet, que dão nomes
aos sistemas de estadiamento de Rai e de
Binet, são alguns exemplos.
Essa oportunidade é enfatizada pelos
profissionais mais jovens que frequentam
o congresso, como é o caso da biomédica
Juliana Xavier, de 26 anos. Pela primeira
vez no evento, a bióloga faz seu mestra-
do sobre células-tronco hematopoiéticas
e autorrenovação em mielodisplasia na
Unicamp. “É muito bacana vermos pes-
soalmente uma personalidade que, ge-
ralmente, conhecemos apenas dos livros.
Mas tão importante quanto isso para mim,
foi assistir algumas apresentações orais de
trabalhos que estão para serem publicados.
Porque isso me ajuda a desenhar melhor
um experimento”, relatou.
Biomédica Juliana Xavier,
de 26 anos, estava pela
primeira vez no
congresso da ASH
Uma pequena
praça com um
lago cheio
de peixes
na qual os
congressistas podiam
sentar para descansar,
almoçar, ou
simplesmente
relaxar
engraxadoras de
sapatos
nos intervalos
das palestras,
congressistas
aproveitavam
para lustrar
seus calçados
um
pianista
tocando nos
corredores
durante o dia
e um
saxofonista