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janeiro/fevereiro/março 2013
hemo hoje
grama. “Os profissionais da rede pública de
saúde hoje estão capacitados para detectar
essas doenças. Na verdade, a capacitação
tem sido e continuará sendo a principal ati-
vidade oferecida a todos os estados e muni-
cípios do País. É um dos maiores objetivos
da política nacional de atenção às pessoas
com doença falciforme”, explica Joice.
Doença falciforme
No dia 27 de outubro é comemorado
o Dia Nacional da Luta pelos Direitos das
Pessoas comDoença Falciforme. De acordo
com Joice, segundo dados dos programas es-
taduais de triagem neonatal nascem por ano
no Brasil em torno de 3 mil crianças com a
doença. É causada por uma modificação no
gene que, em vez de produzir a hemoglobi-
na (Hb) A, dentro dos glóbulos vermelhos
ou hemácias, produz outro, denominado S
(HbS). Por essa razão, a doença falciforme
caracteriza-se pela presença do glóbulo Hbs
nos glóbulos vermelhos de uma pessoa.
É importante destacar que a sua incidência
varia de acordo com a região. Na Bahia, a
proporção é de um caso para cada 650 nas-
cidos vivos. Já no Rio Grande do Sul é de
um para 11 mil. “Aproximadamente um em
cada 1.100 brasileiros nascem com a doen-
ça. Essa prevalência é variável e depende
da influencia que a origem africana tem em
cada comunidade. O Brasil é o País com
o maior número de casos pela população,
fora do continente africano”, diz Clarisse
Lobo, diretora do Instituto Estadual de
Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti
(Hemorio).
A anemia falciforme geralmente não
apresenta sintomas logo após o nascimento,
o que torna o diagnóstico precoce necessá-
rio. “Nas crianças, as infecções representam
a grande ameaça. Nos adultos, a vasculopatia
passa a ser odenominador comumdas disfun-
ções orgânicas desses doentes”, expõe Silvia.
Os portadores do traço falciforme também
são geralmente assintomáticos e a sua identi-
ficação é importante para detectar a possibi-
lidade de o casal ter um filho com a patolo-
gia. Os principais sintomas da doença são a
anemia crônica, icterícia, mãos e pés incha-
dos, dores nos punhos e tornozelos e crises
de dores em músculos, ossos e articulações.
Clarisse explica que a doença acontece com
a probabilidade de 25% em cada gestação
em que os pais possuem o traço falciforme.
Clarisse Lobo, diretora do Instituto Estadual
de Hematologia Arthur de Siqueira de
Cavalcanti (Hemorio)
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Silvia Brandalise, pediatra onco-hematologista
e presidente do Centro Infantil Boldrini
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Joyce Aragão de Jesus, coordenadora da
Política Nacional de Atenção Integral às
Pessoas com Doença Falciforme do MS
Fotos: ©
Shutterstock
1. e 2. ©
RS Press
/ Divulgação 3. ©
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)/
/ Divulgação
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