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HEMO
janeiro/fevereiro/março 2013
hemo hoje
Nupad: referência
no tratamento
O Núcleo de Ações e Pesquisa em
Apoio Diagnóstico (Nupad) foi creden-
ciado em 2001 pelo Ministério da Saúde
como referência em triagem neonatal.
Criado em 1993, o órgão que integra a
Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), partici-
pou da reformulação realizada no âmbito
do MS no ano passado e, por esse motivo,
o Brasil conseguirá detectar novas doen-
ças, por meio do PNTN, contando com o
apoio técnico do Nupad. As etapas da re-
formulação estão baseadas em três pilares:
laboratorial, assistencial e informacional.
Na primeira fase (1993), o Programa
no Núcleo contemplou duas doenças:
hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria.
Em março de 1998, a segunda fase aconte-
ceu de forma pioneira no Brasil, e a doença
falciforme passou a fazer parte da triagem
neonatal em Minas Gerais. Em 2003, a ter-
ceira fase ocorreu com a inclusão da fibrose
cística na triagem. Até 2014, a previsão é
chegar à quarta fase, que deve reformular o
modelo de gestão baseado na lógica de rede
de atenção à saúde, com o fortalecimento
das Coordenações Estaduais do serviço.
Segundo o diretor do Núcleo, José
Nelio Januario, o índice de perda de crian-
ças após a detecção das doenças no Nupad é
praticamente nulo. “O Nupad foi escolhido
peloMS para dar apoio técnico à proposta de
reformulação por ser um centro de referên-
cia em triagem neonatal no Brasil. Durante
sua existência, acumula mais de 4,5 milhões
de crianças triadas”, conta. Ele ainda afirma
que não basta apenas identificar o problema
de saúde, mas também é necessário garantir
o tratamento adequado, evitando as sequelas
provocadas pelas doenças.
Após esse modelo bem sucedido em
relação ao atendimento a pessoas com
hemoglobinopatias, o MS pretende cer-
tificar outros centros nacionais, inves-
tindo em treinamentos em práticas labo-
ratoriais e gestão em triagem neonatal.
A Coordenação de Sangue e Hemoderi-
vados do Ministério da Saúde ficará res-
ponsável pela coordenação institucional do
projeto e o Nupad criará estruturas de con-
trole operacional para tornar o tratamento
efetivo e irá organizar o sistema nacional
de informação em triagem neonatal.
Januario ressaltou que o Brasil é um
dos poucos países que possui um progra-
ma de triagem articulado nacionalmente,
mas reforçou a questão das disparidades
regionais. “O maior desafio é superar as
desigualdades. Já completamos 10 anos da
criação do Programa Nacional de triagem
Neonatal (PNTN) e é evidente que alguns
estados conseguem diagnosticar e tratar
mais doenças do que outros”, analisou.
Para Silvia, as campanhas de esclareci-
mento sobre as doenças raras diagnostica-
das na triagem neonatal, incluindo a doença
falciforme, são importantes no sentido da
informação dessas patologias que cami-
nham por toda a vida da pessoa. “Assim,
a sociedade devidamente informada pelos
diversos meios de comunicação, poderá au-
xiliar, e muito, no convívio desses doentes e
sua inclusão social”, conclui.
(SC)
Se o teste não for realizado na maternidade, após o nascimento do bebê, os pais
podem comparecer ao posto de coleta, preencher uma ficha cadastral com dados
de identificação. Em seguida, a coleta é realizada por uma enfermeira treinada e o
papel-filtro precisa ser mantido em temperatura ambiente até a secagem completa do
sangue, por pelo menos duas horas. O sangue colhido é encaminhado a um laborató-
rio central e é analisado com a maior rapidez possível. Os resultados serão encami-
nhados ao posto de coleta, onde a família poderá obtê-lo e apresentar ao pediatra.
Caso ocorra alguma alteração, a criança precisa realizar exames confirmatórios que
devem ser feitos com urgência. Dependendo da doença detectada pode gerar seque-
las graves e irreversíveis. Os pais devem buscar orientação sobre o melhor tratamento
nos Serviços de Referência em Triagem Neonatal, os quais contam com uma equipe
multidisciplinar especializada, ou ainda buscar apoio com especialistas.
Fonte: Ministério da Saúde
Como funciona
o teste do pezinho
No Brasil, o Ministério da Saúde
implantou o Programa Nacional de
TriagemNeonatal (PNTN) no Sistema
Único de Saúde (SUS) em 2001
com o objetivo de prevenir e reduzir
a mortalidade causada pela doença
falciforme, entre outras patologias
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