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HEMO
janeiro/fevereiro/março 2013
aconteceu
Fotos: ©
Atheneu /
Divulgação © Reprodução
Oncologia para o Pediatra
traz atualizações sobre
hematologia pediátrica
Polêmico, o armazenamento
do sangue de cordão umbilical
em bancos privados foi alvo de
reportagem do jornal
Zero Hora
,
um dos maiores veículos de co-
municação da região sul do País. 
Amatéria
Congelamento de
sangue de cordão umbilical do
bebê divide posições
, trouxe a
posição da ABHH, do CFM e
de pesquisadores de referência
no uso de células tronco do san-
gue de cordão, além de apontar
para a maneira agressiva pela
qual as famílias são abordadas
pelos bancos de sangue priva-
dos no intuito de coibirem a ar-
mazenarem o sangue de cordão
umbilical dos recém-nascidos. 
“O que está colocado ali é
um uso potencial sem substra-
to científico. Somos obrigados
a alertar a comunidade para
que não se rasgue o dinheiro
e invista em algo mais impor-
tante”, apontou o presidente da
ABHH, Carmino Antonio de
Souza na matéria. 
Compartilha desse posi-
cionamento a coordenadora da
CâmaraTécnica de Hematologia
do Conselho Federal de
Medicina (CFM), Marta Rinaldi
Müller, que relata: “É um con-
vencimento oportunista”.
Sangue de cordão
umbilical motiva
reportagem no
Zero Hora
Com o objetivo de promover aos
especialistas o acompanhamento da
rápida evolução dos conhecimen-
tos em onco-hematologia e oncolo-
gia pediátrica, o Departamento de
Oncologia e Hemoterapia Pediátrica
da Sociedade de Pediatria de São
Paulo (SPSP), por meio das médicas
Sandra Loggetto, Miriam Verônica
Flor Park e Josefina Aparecida
Pellegrini Braga, elaborou a obra
Oncologia para o Pediatra
(Editora
Atheneu). 
O livro, que faz parte da série
Atualizações Pediátricas
da SPSP, é
dividido em seis seções: atuação do
pediatra no câncer da criança e do
adolescente: estratégias para detec-
ção precoce e cura; bases biológicas
do câncer em pediatria; doenças on-
cológicas em pediatria; aspectos do
tratamento; emergências oncológi-
cas; o paciente oncológico, a família
e o pediatra geral. 
Para Sandra Loggetto, que tam-
livro
bém é coordenadora do Comitê de
Hematologia Pediátrica da ABHH, o
livro tem como um dos pontos fortes
a apresentação clínica das diversas
patologias e seu diagnóstico, sobre-
tudo o precoce.
Capa do livro Oncologia para
o Pediatra, da Editora Atheneu
Em audiência realizada em
dezembro, no dia 18, a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) indeferiu a aprovação do
registro no Brasil da lenalidomida,
medicamento utilizado em pacientes
com mieloma múltiplo.
Para a ABHH não há motiva-
ção de caráter legal ou técnico que
justifique a decisão da Agência. “O
que temos à frente é um câncer incu-
rável. Enquanto não existe a cura o
que se busca é ampliar a sobrevida e
melhorar a qualidade de vida. Assim
temos de buscar todos os instrumen-
tos com eficácia comprovada que
Anvisa indefere aprovação da
lenalidomida enquanto nos Estados
Unidos a pomalidomida é aprovada
mieloma múltiplo
estiverem ao nosso alcance”, frisa o
presidente da entidade, o hematolo-
gista Carmino Antonio de Souza.
Souza relata ainda que no Brasil
o processo de aprovação e incor-
poração de novos medicamentos é
extremamente lento, o que coloca
os pacientes brasileiros em posição
de desigualdade na luta pela cura,
tratamento e controle de um grande
número de doenças.
Enquanto o Brasil patina na apro-
vação da lenalidomida, o FDA apro-
vou na primeira semana de fevereiro a
pomalidomida, considerada a terceira
geração dos imunomoduladores.