Jan • Fev • Mar 2013 |
medicina nuclear em revista
18
C&T
Varredura em
paciente na
gama-câmara
© shutterstock
As imagens obtidas com o PET/CT,
equipamento que une os recursos diagnós-
ticos funcionais (PET) e morfológicos (CT),
por exemplo, revolucionaram o uso e a
aceitação clínica da MN em diversas espe-
cialidades e a oncologia é a sua maior par-
ceira, revela Beatriz.
Atualmente, um número cada vez
maior de serviços brasileiros de saúde pos-
sui PET/CT e essa distribuição, na opinião
da assessora econômica da SBMN, oferece
maior visibilidade ao mercado da especiali-
dade. Hoje este número já chega a 100
PET/CT’s instalados em todo o País.
Amédica nuclear Virgilina Fahel, que
coordena os serviços de medicina nuclear
doHospital AristidesMaltez e doHospital do
Câncer do Estado da Bahia, reitera que o prin-
cipal avanço da especialidade nos últimos
anos foi o advento dessa tecnologia. “Esse
equipamento foi omais recente salto tecnoló-
gico na evolução damedicina nuclear.”
Segundo ela, o exame representa a mais
poderosa técnica disponível na obtenção
de imagens moleculares (atividade bio-
química e metabólica de lesões), fundida
com a imagemmorfológica (anatômica)
da tomografia convencional.
Com o crescimento da tecnologia no
Brasil, Virgilina explica que houve
necessidade de um crescente aumento
na produção do FDG-
18
F (principal
matéria-prima utilizada para a realiza-
ção do PET/CT), que é produzido por
cíclotrons. Atualmente o Brasil vivenciou
a implantação de novos cíclotrons e hoje
mais de dez já estão em funcionamento.
“O Brasil já possui vários centros
produtores dessa substância, inclusive
aqui na Bahia.” Seguindo a linha de
imagens híbridas, foi também desenvol-
vido o SPECT/CT que trouxe definição
anatômica para os estudos funcionais
da MN, baseados em gama-câmara.
Novos serviços de MN
Omédico nuclear do CermenMedicina
Nuclear (Curitiba – PR), Airton Seiji
Yamada, conta que, no Paraná, houve um
crescimento significativo de serviços de
medicina nuclear nos últimos anos.
“Quandomemudei para Curitiba, em
1992, o Cermen era o único serviço na
região.” Segundo o especialista, a dissemi-
nação de novos equipamentos, a partir de
1996, incentivou o desenvolvimento da
medicina nuclear nomunicípio, que atual-
mente possui sete centros. ParaVirgilina,
aMNna Bahia tambémevoluiu bastante.
Amédica nuclear revela que, nos últimos
dois anos, foramcriados novos serviços e
atualização tecnológica dos já existentes.
“Atualmente, a áreametropolitana de
Salvador possui nove serviços e amaioria
oferece atendimento aos pacientes do
SistemaÚnico de Saúde (SUS).”