medicina nuclear em revista
| Jan • Fev • Mar 2013
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C&T
Barroso também destaca que
emMinas Gerais o desenvolvimento
científico emMN cresceu conside-
ravelmente, pois sempre houve
preocupação com ensino e divulga-
ção da especialidade na região.
Gestor de clínicas do Grupo
Nuclear Medcenter, localizado na
capital do estado, o médico nuclear
observa que além de estar integra-
da à grade curricular de grandes
instituições de ensino do estado, a
especialidade também tem seus
próprios cursos de formação.
Mas na opinião de Yamada, ain-
da há uma centralização da medici-
na nuclear nos grandes centros.
Prova disso é que estados como
Acre, Rondônia e Roraima não
possuemmédicos nucleares,
segundo a pesquisa Demografia
Médica no Brasil, publicada em 2011.
De 204,5 mil médicos formados no
País, 499 são médicos nucleares,
representando apenas 0,24% do
total. A região sudeste concentra o
maior número de especialistas da
área, com 184 médicos nucleares só
no estado de São Paulo. O número
de médicos na especialidade é com-
parado a mastologia, cirurgia de
cabeça e pescoço e radioterapia,
sendo que os dois primeiros são
subdivisões de especialidades.
Segundo Beatriz, a falta de médicos
nucleares em determinadas regiões
ocorre devido à pouca oferta de
residências médicas emmedicina
nuclear no País. Os programas de
residência estão presentes em ape-
nas três estados e cinco municípios,
sendo quatro em cidades da região
sudeste e um emmunicípio da
região sul. A distribuição dos ser-
viços de MN no território nacional
também se mostra desuniforme,
destaca Beatriz. Forammapeados
2.188 Serviços de Apoio ao
Diagnóstico e Terapia (SADT) no
Brasil pela Comissão Nacional de
Energia Nuclear (CNEN), com con-
centração de 41% na região sudeste.
Em contrapartida a este cená-
rio, novos centros formadores têm
surgido como o da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG),
outro em São José do Rio Preto
(interior de São Paulo), um novo
em Brasília e ainda há estudos
para implantação nas cidades de
Recife e Fortaleza. Também foram
implantados vários cursos de físi-
ca médica no País e está se inician-
do cursos de radiofarmácia no
Hospital Israelita Albert Einstein,
em São Paulo e na Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp).
Residência médica
Ainda de acordo comBeatriz, a
SBMN entende que é necessária
uma atenção especial do Governo
Federal em relação a políticas de
incentivo à formação de residências
médicas emmedicina nuclear pelas
universidades estatais e de incenti-
vo à expansão de serviços da espe-
cialidade. Para isso, a Sociedade
montou uma comissão para sugerir
possíveis soluções aos desafios que
aMNbrasileira enfrenta atualmente.
Há mais de 50 anos, a SBMN cresce
acima, Beatriz Leme, assessora
econômica da SBMN e, ao lado,
Adelanir Antônio Barroso,
ex-presidente e atual diretor de
Ética e Defesa Profissional da SBMN
© arquivo pessoal
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