Página 21 - Medicina Nuclear - 01

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medicina nuclear em revista
| Jan • Fev • Mar 2013
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C&T
governamental de R$ 800 milhões,
outros R$ 27 milhões serão investi-
dos para que haja a modernização
das instalações do IPEN e do IEN.
Também recentemente, o Ministério
da Saúde (MS) contemplou vários
hospitais com aceleradores lineares
para uso em radioterapia e Beatriz
observa que é necessário o “olhar” do
Ministério para que esses hospitais
também tenham o serviço de medici-
na nuclear. Segundo ela, a atualiza-
ção da tecnologia e o investimento
emmáquinas, certamente irá colabo-
rar na redução do custo com a saúde
pública, pois o diagnóstico precoce e
o acompanhamento podem evitar
procedimentos de mais alto custo.
Diante disso, Virgilina reforça
que é fundamental estimular as pes-
quisas nas universidades brasileiras
e sensibilizar os Ministérios da
Ciência e Tecnologia, Educação e
Saúde, para incrementar a medicina
nuclear no País. “Com a disponibili-
zação de materiais radioativos pro-
duzidos no Brasil, os custos serão
reduzidos, o que irá permitir o aces-
so de uma maior parcela da popula-
ção aos benefícios oferecidos pela
especialidade, tanto no diagnóstico
como no tratamento.”
Quantidade de exames
Apesar da evolução expressiva da
especialidade no País nos últimos
anos, o Brasil ainda ocupa a 25ª
posição de um ranking de quantidade
de procedimentos divididos para
1.000 habitantes por ano, o que sig-
nifica que há muito espaço para
crescimento em relação a outros
países (veja gráfico na página ao
lado). Enquanto o Canadá executa
64,6 exames, o Brasil realiza 2,5. “Os
serviços de medicina nuclear estão
crescendo aos poucos, porém ainda
estão muito abaixo dos países que
nos servem de exemplo como
É fundamental
estimular as pesquisas
nas universidades
brasileiras e sensibilizar
os Ministérios da Ciência
e Tecnologia, Educação e
Saúde, para incrementar
a medicina nuclear
no País
Estados Unidos e Canadá.” Segundo
Beatriz, a SBMN tem trabalhado
incansavelmente para desenvolver a
medicina nuclear no Brasil e
aumentar o número de procedimen-
tos realizados. “A expectativa é atin-
gir um volume de 8 a 10 exames por
1.000 habitantes.”
Segundo ela, quase 20 milhões de
procedimentos de medicina nuclear
são realizados anualmente nos
Estados Unidos, enquanto que no
Brasil são realizados aproximada-
mente 400 mil. Omercado global de
MN alcançará 1.69 bilhões de dólares
até 2015 nos Estados Unidos, segundo
levantamento da Global Industry
Analysts Inc. O país acumula a maior
quota única do mercado mundial,
seguido pela Europa e Japão. Em ter-
mos de potencial de crescimento mais
rápido está a Ásia – Pacífico, alimen-
tado por China, Índia e Coreia do Sul,
comprevisão de apresentar o maior
crescimento anual até 2015.
Equipamento PET/CT instalado no Instituto
Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC)
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