Página 32 - Medicina Nuclear - 01

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Jan • Fev • Mar 2013 |
medicina nuclear em revista
32
história
© Marie Curie Museum • divulgação
estagiou na área de produção de
radioisótopos e montagem de insta-
lações. Ao voltar para o País, desen-
volveu em grande escala a produção
de vários outros radionuclídeos. “As
nossas batalhas erammuitas, como
a divulgação da nossa especialidade,
que era desconhecida, derrubar
mitos sobre radiação, formação de
profissionais competentes e raciona-
lizar custos dos equipamentos”, afir-
ma em depoimento no livro come-
morativo dos 50 anos da Sociedade
Brasileira de Medicina Nuclear
(SBMN), Marília Marone, uma das
pioneiras na instituição e ex-presi-
dente no biênio 2000-2002.
Nesse período, a divisão de
radiobiologia da IEA, coordenado
pelo bioquímico farmacêutico José
Carlos Barbério, iniciou a produção
nacional do iodo-131, o que contri-
buiu de forma decisiva para o desen-
volvimento da medicina nuclear
brasileira. “Rômulo Ribeiro Pieroni,
médico do laboratório central do
Hospital das Clínicas (HC), precisa-
va de um profissional de nível supe-
rior que tivesse interesse em iniciar
formação na área de energia atômica
aplicada à medicina. Não tinha
conhecimento emmedicina nuclear,
mas montamos uma equipe e em
pouco tempo o Laboratório da 1ª
Clínica Médica/IEA se desenvolveu
rapidamente”, conta. O médico
relembra que no ano de 1963, a equi-
pe levou para o HC a radiofarmácia
e a produção de radiofármacos foi
expandida para vários estados.
Porém, os primeiros títulos de espe-
cialista foram concedidos pelo
Colégio Brasileiro de Radiologia
somente em 1968.
Em setembro de 2011, a Sociedade
Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN)
completou 50 anos. Na ocasião, o pre-
sidente José Soares Júnior (do biênio
2009-2010) decidiu reunir as cinco
décadas de história em um livro. A par-
tir de então, com apoio de Marília
Marone, Constância Pagano, José Carlos
Barbério, e Verônica Rapp de Eston, o
projeto deu certo e é considerado uma
fonte fidedigna sobre o assunto no
Brasil. “A publicação é um documento
da história da Sociedade, que é peque-
na, mas temos muito o que contar e
contribuir. Sua realização foi possível
devido a contribuição, por depoimentos
e documentações de vários sócios e
fundadores”, explica Annelise Fischer
Thom, membro fundadora da SBMN.
Para o atual presidente da Sociedade,
Celso Darío Ramos, o crescimento da
especialidade no País se deve a boa
gestão dos presidentes anteriores, que
garantiram a solidez atual da área.
“O livro representa, antes de tudo, um
agradecimento a todas as pessoas que
se empenharam e promoveram a
especialidade. Esses exemplos de dedi-
cação nos norteiam para enfrentar
novos desafios e nos estimulam a per-
seguir o contínuo crescimento da área”,
escreveu na apresentação da obra.
Quem tiver interesse em receber o livro,
pode solicitar para a secretaria da
Sociedade enviando um e-mail com o
nome e endereço para
sbmn@sbmn.
com.br.
O intuito é divulgar a Sociedade
para todos os interessados emmedici-
na nuclear e na história da instituição.
Lançamento da obra
comemorativa
Marie e Pierre Curie investiram em pesquisas e criaram a
radioatividade, motivo pelo qual ganharam o prêmio Nobel