medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2013
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na prática
a
compreensão fisiológica cardíaca depen-
de de um trabalho interdisciplinar entre
a cardiologia e a medicina nuclear que já
perdura há mais de 40 anos. Na década
de 1970, o diagnóstico de infarto agudo do
miocárdio e a ventriculografia radioisotó-
pica foram introduzidos no País e, desde
então, o desenvolvimento da medicina
nuclear em cardiologia foi sequencial.
Na opinião do cardiologista e médico
nuclear José Cláudio Meneghetti, a MN
tornou-se o grande filão da especialidade e
um instrumento não invasivo de alto valor
agregado aos cardiologistas. Diretor do
Serviço de Medicina Nuclear e Imagem
Molecular do Instituto do Coração do
Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo
(InCor-HC-FMUSP), Meneghetti destaca
que o examemais aplicado no País atual-
mente é o SPECT, como estudo da perfusão
miocárdica com tálio-201 ouMIBI-
99m
Tc
associado ao estresse físico ou farmacoló-
gico, que mede os volumes e fração de eje-
ção ventricular simultaneamente. “Não é
apenas um exame diagnóstico, mas tam-
bém uma forma segura de os clínicos
tomarem decisões nas condutas com seus
pacientes”, explica.
O Serviço de Medicina Nuclear e
ImagemMolecular do InCor-HC-
FMUSP, onde o médico nuclear José
Soares Jr. exerce a função de médico-che-
fe, realiza mais de 70 exames em cardio-
logia nuclear diariamente. Segundo ele, a
cintilografia de perfusão miocárdica
estresse/repouso é o procedimento mais
realizado no serviço, totalizando mais de
1.000 pacientes estudados por mês.
Também responsável pelos exames de
cardiologia nuclear da UDDO
Diagnósticos Médicos, Soares ressalta
que essa cintilografia também representa
grande parte dos exames executados na
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