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medicina nuclear em revista
| Abr • Mai • Jun 2013
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na prática
a tecnologia permite a realização de
angiotomografia de artérias coroná-
rias, estudo da perfusão miocárdica e
do metabolismo de glicose cardíacos,
concomitantemente. “Esse equipa-
mento, que fornece informações ana-
tômicas (TC) e fisiológicas/funcionais
(PET), é uma ferramenta poderosa
para os cardiologistas avaliarem
pacientes portadores de doença arte-
rial coronária (DAC) e decidirem o
melhor tratamento a ser empregado.”
Avanços em PET/CT
Pioneiro na introdução de equipa-
mento PET no País, o Serviço de
Medicina Nuclear do InCor-HC-
FMUSP também foi o primeiro da
América Latina a utilizar o radiofár-
maco rubídio-82 para estudo da per-
fusão miocárdica em equipamento
PET/CT. Segundo Soares, o exame
possui vantagens sobre a perfusão
miocárdica realizada em equipamen-
tos convencionais, como possibilida-
de de correção de atenuação, melhor
resolução das imagens, quantificação
absoluta do fluxo sanguíneo miocár-
dico global e regional e avaliação de
pacientes portadores de DAC. “Esses
dados acrescentammuito na avalia-
ção desses pacientes, principalmente
por permitir uma análise quantitati-
va absoluta da reserva coronariana,
que é um fator importante na com-
preensão de DAC subclínica.”
Segundo ele, muitos outros
avanços em PET/CT estão sendo
realizados em países desenvolvidos
com potencial aplicação futura no
Brasil, como traçadores para ava-
liação do fluxo sanguíneo com amô-
nia marcada com N-13 e água mar-
cada com O-15, e traçadores de
metabolismo cardíaco marcados
com carbono-11 (que avaliam o
metabolismo de ácido graxo).
“As informações obtidas por
meio desses traçadores usados
em PET/CT são eminentemente
funcionais e, no contexto da
medicina moderna, isso é fun-
damental em termos de diag-
nóstico e de tomada de conduta
em pacientes cardiopatas.”
Na opinião de Meneghetti, os
grandes centros brasileiros têm
uma medicina nuclear paralela
ao padrão mundial da especiali-
dade. Contudo, Soares alerta
para a necessidade do País
adquirir outros radiofármacos
para uso em PET/CT: “Essa é
uma luta nacional, cuja bandeira
a SBMN tem levantado, que pre-
cisa ser conquistada para nos
equipararmos ao restante do
mundo desenvolvido”.
Além disso, o médico nuclear
observa que a grande incidência
de cardiopatias demanda que o
País aumente o número de pro-
cedimentos cardiológicos reali-
zados pela medicina nuclear,
assim como os demais procedi-
mentos não cardiológicos da
especialidade. Para que o Brasil
se equipare a outros países, com
relação ao número de procedi-
mentos de medicina nuclear,
Soares sugere estratégias de
divulgação dos benefícios das
aplicações da metodologia no
meio médico-científico e a facili-
tação da acessibilidade das técni-
cas de medicina nuclear a toda a
população, aliadas a uma visão
mais abrangente por parte das
autoridades competentes.
Informações anatômicas
e fisiológicas cardíacas
fundidas
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