Página 30 - Medicina Nuclear em Revista N

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Abr • Mai • Jun 2013 |
medicina nuclear em revista
30
história
Parceria
cultivada
A Sociedade Brasileira
de Medicina Nuclear e
o Colégio Brasileiro
de Radiologia e
Diagnóstico por
Imagem preveem
documento com aval da
AMB que consolidará
a união, além de gerar
mais independência
entre as especialidades
por
tatiana piva
de formamais independente com
entidades como a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), devi-
do ao registro de radiofármacos no
País; coma Comissão Nacional de
Energia Nuclear (CNEN), por conta
da atuação emproteção radiológica
emmedicina nuclear; coma Agência
Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), no intuito de solicitar a inclu-
são de procedimentos deMNno rol
da ANS; e junto aoMinistério da
Saúde (MS), como objetivo de incluir
determinados procedimentos de
medicina nuclear na tabela do
Sistema Único de Saúde (SUS).
“Portanto, a SBMN funcionar como
umdepartamento do CBR passou a
ser insuficiente para as necessidades
de todo o segmento, não só dos médi-
cos nucleares, mas de todas as empre-
sas e profissionais envolvidos nessa
área. Foi algo inerente ao crescimento
da especialidade”, avalia Ramos.
Apesar da necessidade de maior
independência, é nítida a solidez na
relação dessas entidades e isso sem-
pre continuará existindo, de acordo
como presidente do CBR, Henrique
A relação de parceria entre a
Sociedade Brasileira de Medicina
Nuclear (SBMN) e o Colégio
Brasileiro de Radiologia e
Diagnóstico por Imagem (CBR) já é
antiga, principalmente pela intersec-
ção da área de imagens de ambas as
especialidades. Porém, há aproxima-
damente oito anos – nas gestões de
Adelanir Barroso na SBMN e de
Aldemir Soares no CBR –, a união se
tornou formal. Atualmente, as dis-
cussões a respeito da parceria, res-
guardando a independência das duas
entidades, têm se intensificado.
Uma das justificativas para que
isso ocorra é o fato de que amedicina
nuclear (MN) e a radiologia são inde-
pendentes e reconhecidas pela
AssociaçãoMédica Brasileira (AMB)
e pelo Conselho Federal deMedicina
(CFM) como especialidades distintas
e, portanto, podempleitear diferentes
atuações em todo o País. Outra razão
é por conta do grande crescimento
que aMN temvivenciado nos últimos
anos. De acordo como presidente da
SBMN, Celso Darío Ramos, tornou-se
necessário que a Sociedade dialogue