HEMO
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abril/maio/junho 2013
entrevista
Bob Löwenberg,
também é MD, PhD e
professor de hematologia
na
Erasmus University
Medical School,
em
Rotterdam
Em sua opinião, quais as habilidades que
um bom pesquisador precisa ter?
Um pesquisador depende pelo menos de sua mente
crítica e avançada, e também de sua vontade de
trilhar novos caminhos. Isso deve sugerir ir além
do atual conhecimento e, como um descobridor,
entrar em novos territórios da pesquisa. Colegas
do Brasil desempenham um papel cada vez mais
importante nesse campo.
Sobre esse período como editor-chefe,
quais os pontos para enfatizar, em
termos de vitórias e desafios?
A maior prioridade da
Blood
é fornecer novas in-
formações e conhecimentos a seus leitores que ge-
rem avanços e mudanças na prática clínica diária
da hematologia. Principalmente na melhoria do
atendimento ao paciente, bem como, na dissemi-
nação de novas visões que tenham impacto sobre
nosso conhecimento da biologia da doença hema-
tológica. O campo da pesquisa hematológica expe-
rimenta um crescimento sem precedentes e vive-
mos uma excitante era de explosão de
know-how
.
Em novembro de 2012, a
Revista Brasileira de
Hematologia e Hemoterapia,
publicação cientí-
fica da ABHH foi indexada a
PubMed/Medline
electronic databases
e também incluída na
PubMed
Central (PMC),
em 2011. O que acha disso?
Felicito a entidade e os especialistas brasileiros
pela conquista. Essa é uma clara indicação do in-
teresse considerável sobre a hematologia no Brasil
e reflete apropriadamente o reconhecimento dos
atuais padrões científicos no País.
Recentemente, aconteceu no Chile a quinta
edição do
Highlights of ASH in Latin America
(HoA-LA).
Sendo três delas realizadas no
Brasil. O que isso representa para a entidade?
Os encontros do
Highlights of ASH
oferecem a opor-
tunidade única de uma troca direta das mais novas
informações entre os diversos campos da hematolo-
gia para uma interação no nível pessoal entre colegas
de diferentes origens. A hematologia é obviamente
uma disciplina global. Portanto os médicos, inde-
pendentemente de sua geografia, encontram os mes-
mos desafios e compartilham dos mesmos interesses
na prática clínica e na pesquisa. Aqui está o valor da
HoA-LA
no meu ponto de vista.