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HEMO
abril/maio/junho 2013
destaque
M
(in) segurança
Na luta pela obrigatoriedade do NAT há mais
de dez anos, ABHH reitera preocupação com
segurança transfusional em ofício encaminhado
ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Foto: ©
Shutterstock
transfusional
ais de uma década. Esse é o tempo que o Brasil aguarda a instituição
da obrigatoriedade do NAT – sigla em inglês para Teste de Ácido
Nucleico. A promessa de regulamentação por meio da revisão da
portaria n.º 1.353, que prevê a segurança dos hemoderivados no
País, foi anunciada publicamente no final de 2012. Contudo, proble-
mas técnicos no NAT desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em
Imunobiológicos (Biomanguinhos), adiaram a publicação da porta-
ria e, consequentemente, a obrigatoriedade do exame. O desempe-
nho do NAT/Biomanguinhos foi contestado por vários serviços de
hemoterapia. Estudo comparativo de desempenho com painéis do
College of American Pathologists
(CAP) indicou que o NAT públi-
co apresentou baixa sensibilidade àquilo que se propõe. Inclusive,
essa análise teve o patrocínio da Coordenação Geral de Sangue e
Hemoderivados do Ministério da Saúde (CGSH/MS). “Este resul-
tado compromete a qualidade do teste e poderia colocar em risco
pacientes, médicos e gestores dos serviços - os responsáveis dire-
tos pela segurança desses procedimentos”, avalia o presidente da
ABHH, Carmino Antonio de Souza
.
Frente ao impasse, a CGSH solicitou a sítios testadores que re-
alizassem o teste NAT nacional no painel de controle de qualidade
externo da empresa ControlLab, que demonstrou desempenho efi-
caz em todos os laboratórios. Entretanto, a ABHH rebateu a infor-
mação alegando que a empresa não possui experiência comprovada
na área e afirmou que o referido teste de desempenho nada represen-
ta no contexto em discussão.