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HEMO
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abril/maio/junho 2013
hemo hoje
Fotos: ©
Chris Goodfellow /
Gladstone Institutes
material genético com maior facilidade du-
rante esse processo, o que aumenta seu po-
tencial de transformação maligna. Segundo
Debora, há um contingente que aguarda
com ansiedade por uma cura ou melhora na
qualidade de vida, e a ciência precisa pro-
gredir para avançar nessas descobertas.
Avanços científicos
Autor do estudo
Diferenciação de
Células-tronco Pluripotentes Induzidas
(IPS) em Hepatócitos, Neurônios e Células
Sanguíneas a partir de Fibroblastos de
Pacientes com Doenças dos Telômeros
,
Calado explica que possui dois alvos de
pesquisa na utilização de células iPS.
Inicialmente, o pesquisador busca com-
preender o que ocorre com os telômeros
durante o processo de reprogramação de
células maduras em células pluripotentes.
Normalmente, ressalta o pesquisador da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto,
os telômeros se encurtam com a divisão ce-
lular e são marcados pelo envelhecimento
das células, mas ele e outros pesquisadores
observaram que os telômeros em humanos
são alongados durante a reprogramação,
“rejuvenescendo” os cromossomos celu-
lares. Ainda de acordo com o pesquisador,
o seu segundo alvo é utilizar essas células
como um modelo experimental para enten-
der melhor os mecanismos de doença na
anemia aplástica. Segundo ele, a hematolo-
gia é uma das áreas da medicina com maior
compreensão e regulação do controle de
células-tronco adultas, pois utiliza essas cé-
lulas rotineiramente na prática clínica para
tratamento, como no transplante de medula
óssea (TMO). Entretanto, Calado observa
que o Brasil ainda está muito distante da
liderança de pesquisas e tecnologia com cé-
lulas iPS, pois são poucos os laboratórios
no País que detém a tecnologia de repro-
gramação celular. Nesse cenário, Estados
Unidos, Japão, Cingapura, Alemanha,
Inglaterra e Holanda são os países que pos-
suem os cientistas com maior expertise na
área atualmente.
(MP)
Ao lado, o pesquisador japonês
Shinya Yamanaka, que ganhou o Prêmio
Nobel de Medicina 2012 por desenvolver
as células iPS; abaixo, John Gurdon,
pesquisador britânico