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abril/maio/junho 2013
quem foi
funcionários fôssemos à casa de pacientes
para colher mais sangue em caso de erro
ou algum tipo de imperfeição”, contou.
“Era um homem carinhoso em casa,
mas rígido. Não nos controlava nem pa-
jeava, mas em alguns momentos tinha
uma intervenção mais forte. Minha mãe é
quem ficava mais responsável pelos deta-
lhes do dia a dia”, explicou ele que tam-
bém é diretor de Relações Institucionais
da Diagnósticos da América (Dasa),
membro da mesa diretora do Hospital
Israelita Albert Einstein e presidente do
Conselho do Centro de Hematologia de
São Paulo (CHSP).
A descoberta da bradicinina
A área de pesquisa realmente sempre
foi a grande paixão de Gastão Rosenfeld.
Em 1945, passou a atuar integralmente
nisso, quando iniciou suas atividades no
Instituto Butantan, em São Paulo. Com
sua atuação constante em moléstias tro-
picais e infecciosas, Rosenfeld passou a
comandar uma das três instituições que
pesquisavam a área de venenos de ani-
mais e seus efeitos no corpo humano.
Além do Butantan, o Instituto Biológico
e o Instituto Agronômico de Campinas
(IAC) eram os únicos a investir em pes-
quisas nesse assunto.
Nesse trabalho, Rosenfeld, em con-
junto com seus colegas, descobriu a bra-
dicinina em experiências com venenos de
animais. “Essa é considerada a descober-
ta mais importante da biologia brasileira.
Foi marcante, pois auxiliou no desenvol-
vimento de controle de ritmo cardíaco em
diversos medicamentos e procedimentos
posteriores”, esclareceu Luiz Rosenfeld.
Vale lembrar que a descoberta veio
por meio do trabalho também de Maurício
da Rocha e Silva, do Instituto Biológico
e Wilson Teixeira Beraldo, da Faculdade
de Medicina da Universidade de São
Paulo (FMUSP). Silva foi quem assinou