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HEMO
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45
abril/maio/junho 2013
reportagem
n
Não se pode negar: o assunto
sangue
e suas
mais diferentes abordagens – científicas,
políticas, educacionais ou de serviço públi-
co –, sempre renderam e continuam reper-
cutindo na mídia em geral. Apenas como
dado estatístico, a Associação Brasileira
de Hematologia, Hemoterapia e Terapia
Celular (ABHH), foi nominalmente ouvida
e citada em, pelo menos, 1.800 reportagens
nos últimos três anos. Em um comparativo
simplista, curioso, porém eficaz, ao digitar
a palavra
sangue
no buscador e diretório
Google, 57.800.000
resultados são encon-
trados
.
Com aproximadamente a mesma
frequência, a palavra
imprensa
é registrada
59.800.000
. Futebol,
por exemplo
,
passa de
87.000.000
.
Hematologia
e
hemoterapia
aparecem, somadas, com 8.010.000.
É justamente por entender essa neces-
sidade e para aproveitar esse gancho que
a Associação Brasileira de Hematologia,
Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)
investe em comunicação há mais de 10
anos. Marília Rugani, diretora de comu-
nicação da Associação, diz que essa es-
tratégia tem aproximado a ABHH de seus
associados e da sociedade em geral. “São
ótimas oportunidades de relacionamento e
que servem como instrumento de troca de
informações com a população. Mas acre-
dito que isso ainda possa ser cada vez mais
explorado”, disse, ao referir-se do fenôme-
no redes sociais.
Além das 1.645 inserções de mídia
citadas no início da reportagem, o que re-
presenta uma média próxima a 50 publica-
ções por mês, a ABHH vem consolidando
na mídia o seu reconhecimento como fonte
de referência e, como consequência, ganha
‘poder’ na repercussão de temas de inte-
resse público que precisam ser discutidos
no âmbito nacional.
A repórter colaboradora da
Folha de S.
Paulo
, Mariana Lenharo, comenta que es-
clarecer a população sobre essas questões
é importante para que ela possa cobrar das
Foto: ©
Shutterstock
autoridades a adoção de medidas adequa-
das pelos órgãos responsáveis. “Quando a
população é informada, por exemplo, so-
bre o fato de o SUS não ter adotado em
todo o território nacional o sistema mais
seguro para testar o sangue doado, ela vai
ter instrumentos para cobrar essa adoção.”
O assunto NAT, por exemplo, continua
repercutindo muito na mídia nacional. A
cobertura na imprensa sobre a fragilidade
nas transfusões sanguíneas do País está
sendo crucial para reverter o quadro e im-
plantar a obrigatoriedade do NAT, uma das
bandeiras da ABHH há mais de uma déca-
da, em relação à segurança transfusional.
Na questão da baixa sensibilidade do teste
NAT público, a atuação da imprensa tam-
bém foi fundamental.
Outro exemplo da importância da co-
municação como ferramenta de controle
social foi o caso recente da Portaria SAS/
MS 90 que impactava diretamente na te-
rapêutica dos pacientes do SUS com leu-
cemia mieloide crônica (LMC). As institu-
cionais da ABHH somadas a mais de 100
inserções do assunto na imprensa propi-
ciaram a revisão e a alteração da Portaria.
Na opinião de Mariana Lenharo, que
também já atuou no Jornal
O Estado de S.
Paulo
, cobrindo a área de saúde, é mui-
to importante que uma entidade médica
como a ABHH tenha um bom relaciona-
mento com a imprensa e esteja sempre
pronta a prestar esclarecimentos sobre os
assuntos relacionados à sua especialidade.
“Tendo um posicionamento de abertura
em relação à imprensa, a entidade também
se faz mais próxima à sociedade, que se
informa por esses meios de comunicação”,
ressalta a jornalista
Além desse relacionamento, a ABHH
tem como um de seus maiores focos a di-
vulgação de seus eventos. E o principal de-
les é o
Hemo
, maior evento científico da es-
pecialidade na América Latina. Para se ter
uma ideia, o congresso realizado em 2012,
no Rio de Janeiro (RJ) rendeu mais de 120
inserções na mídia impressa, televisiva, ra-
diofônica e online. Entre veículos segmen-
tados, regionais e de grande repercussão.
Graças à exposição nas mais diferentes mí-
dias – segmentadas, regionais e de grande
imprensa –, o congresso tem conseguido
até repercussão no cenário mundial.
Além de dois suportes internos nas fi-
guras das hematologistas Marília Rugani e
Silvia Magalhães, vice-diretora de comu-
nicação, a ABHH conta com uma agência
que faz a gestão de toda a comunicação da
entidade, a RS Press. A empresa oferece à
ABHH serviços de assessoria de impren-
sa, produção de veículos impressos, Hemo
TV, mídias sociais, site, além da comercia-
lização dessas mídias.
Se a comunicação é extremamente
relevante, estar atento à maneira como a
tecnologia influencia e modifica esse setor
também é essencial. AABHH está presen-
te no Facebook, Twitter, YouTube e, des-
de novembro de 2012, lançou um Portal
oficial. No período entre janeiro e abril, o
portal teve mais de 29 mil acessos.
Entrevistar
médicos sem
saber o básico
sobre o tema
tratado tende a
dificultar e tornar
a matéria muito
rasa. Se já temos
o conhecimento
superficial, é mais
fácil aprofundar
o assunto com o
entrevistado .
Mariana Scoz, jornalista
especializada em
saúde do jornal
Gazeta do Povo