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HEMO
abril/maio/junho 2013
reportagem
Cotidiano
Para que as notícias do universo da
hematologia, hemoterapia e terapia celular
sejam publicadas corretamente e atinjam
o objetivo final, ou seja, esclareçam as
dúvidas dos leitores, é preciso que o jor-
nalista procure pelas instituições médicas,
entidades da especialidade ou, ao menos,
com um médico da área. Em um primeiro
momento, isso deve acontecer a partir de
um contato com as assessorias de impren-
sa, que facilita a aproximação e o enten-
dimento das necessidades de ambos para
o desenvolvimento das pautas em questão.
De acordo com o assessor de imprensa
da RS Press, Paulo Furstenau, essa rela-
ção está fortalecida, mas ainda tem espaço
para progressos. Furstenau diz que um dos
problemas é o pouco espaço de tempo que
os repórteres dispõem entre o contato com
a assessoria e o fechamento da matéria.
Outro ponto que pode ser ‘aproveitados’
pela assessoria de imprensa é quando deter-
minada doença é altamente divulgada. Por
exemplo, se uma celebridade sofre algum
problema como esse, abre-se uma grande
oportunidade para instituição orientar a po-
pulação sobre os sintomas, tratamentos e
desdobramentos da anomalia.
Novelas, séries e filmes também ser-
vem como aliados nesse sentido, confor-
me esclarece a diretora de Comunicação
da ABHH, Marília Rugani. “O impacto
da vivência de personagens com doenças
é grande, pois colocam em evidência as-
suntos que antes eram ignorados ou negli-
genciados, como a doação voluntária de
sangue”, pontuou.
Já Furstenau lembra a grande exposi-
ção que o linfoma teve em todas as par-
tes do País. “Quando a presidente Dilma,
então ministra, teve a doença, houve pra-
ticamente uma campanha de divulgação.
Recentemente, o câncer do ator Reinaldo
Gianecchini também trouxe bastante visi-
bilidade para o assunto”, relembrou.
Assim como a ABHH, algumas
instituições da área passaram a
contar com profissionais voltados
exclusivamente ao relacionamen-
to com a mídia. Nesse contexto, o
Instituto Estadual de Hematologia
Arthur de Siqueira Cavalcanti
(Hemorio) foi um dos primeiros a
ter uma equipe de comunicação,
como explica Marcos Araújo,
chefe de comunicação integrada
do hemocentro carioca. “A asses-
soria de comunicação do Hemorio
foi formada em meados dos anos
1990. O objetivo era atingir uma
melhoria contínua dos processos
institucionais, avaliando-os atra-
vés de indicadores”, explicou.
Araújo fez questão de lembrar o
papel estratégico dessa área nos
dias de hoje. Como o Hemorio
tem uma característica de van-
guarda, a comunicação sempre
foi bem recebida por todos os
colaboradores, já que, no mundo
moderno, a comunicação assume
um papel fundamental no apoio
às atividades institucionais.
Experiência
bem sucedida
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