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HEMO
abril/maio/junho 2013
tempo livre
D
urante muitos anos de
sua vida
, a hema-
tologista carioca, Maria Rosa Henriques,
43 anos, dedicou-se aos estudos e a car-
reira de medicina. Diferentemente da
maioria das mulheres, tornar-se mãe não
estava nos seus planos. Mas aos 41 anos,
a hematologista foi surpreendida com uma
gravidez não planejada. Em um primeiro
momento, ela conta ter ficado com alguns
receios como ter complicações na ges-
tação, a possibilidade de gerar um bebê
com doença genética ou que sua carreira
fosse prejudicada de alguma forma. Mas
em seguida, foi tomada por uma felicidade
intensa. “Minha gestação foi muito tran-
quila, sem intercorrências e pude trabalhar
normalmente até o último mês. Também
atuo como hematologista em Angra dos
Reis (RJ) e em alguns momentos a loco-
moção até a cidade se tornou muito cansa-
tiva, mas fora essa questão, não tive pro-
blemas mais sérios”, acrescenta.
Com o nascimento de Valentina, que
já está com um pouco mais de um ano, a
especialista voltou a atender no consul-
tório após três meses do parto. Para ela,
isso não seria possível se não tivesse tido
ajuda de pessoas especiais que sempre a
acompanharam. “Meu marido sempre me
auxiliou em tudo. Troca as fraldas, aju-
Mãe de
primeira
viagem
Após dois anos de casada, a hemato-
logista Mariana Munari Magnus, 32 anos,
resolveu engravidar no ano passado. Para
ela, que sempre quis ser mãe, a decisão
mais difícil foi saber o melhor momento
para realizar esse sonho. “Quando eu
soube que estava grávida, confesso que
fiquei assustada. Muitas dúvidas passa-
vam pela minha cabeça, por exemplo,
como eu iria conciliar um filho com o
meu trabalho?”, indaga. Naquela oca-
sião, Mariana estava trabalhando em três
hospitais e dividindo-se entre Campinas e
Bragança Paulista (cidades do interior de
São Paulo). Entretanto, como sua gravidez
foi tranquila, ela conseguiu manter a rotina
de trabalho, diminuindo o ritmo apenas no
final da gestação.
“Hoje, Miguel tem três meses e eu estou em
casa aprendendo a ser mãe todos os dias”, diz.
A especialista também tem o apoio constante
da mãe, do marido e uma ajudante com as
tarefas de casa. Para ela, esses últimos meses
foram muito intensos e cheios de novidades.
“O primeiro mês foi o período mais difícil.
Passei por muitas mudanças. Ainda estou
conhecendo meu filho e o nosso vínculo cresce
a cada dia. Com certeza, pretendo voltar a
trabalhar em breve, mas ainda não tenho pre-
visão de quando isso ocorrerá. Por enquanto,
aproveito cada momento ao lado da pessoa
mais importante de minha vida”, diz.
da na hora de alimentá-la, e até mesmo
a levava ao meu consultório para que eu
não ficasse muito tempo longe dela. Além
dele, conto com a ajuda de uma babá, que
fica com nossa filha enquanto estamos
trabalhando”, explica. A médica hemato-
logista acredita que a maturidade trouxe
mais serenidade para lidar com essa fase
tão importante para todas as mulheres.
Ela diz que sua vida mudou radicalmente
após ser mãe, principalmente a sua per-
cepção sobre diferentes assuntos. “Minha
perspectiva de olhar mudou após a ma-
ternidade. Agora o que importa é a feli-
cidade da minha filha. Todos os dias, saio
do trabalho e vou direto para casa, para
aproveitar todos os momentos com ela,
até a hora de dormir”, enfatiza.
Maternidade
após os 40 anos
Maria Rosa Henriques
foi mãe de Valentina,
que atualmente tem
um ano, após os 40