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abril/maio/junho 2013
tempo livre
Fotos: ©
Maria Rosa Rodrigues
/ Arquivo pessoal
Juliana Freitas Ribas
/ Arquivo pessoal
Aos 63 anos, a hematologista Maria do
Socorro Pombo, relembra sua história e
revela como conseguiu cuidar de três filhos
e uma sobrinha, mantendo a rotina de tra-
balho com a mesma dedicação. “Decidi ser
mãe quando estava no final do meu estágio
de especialização em hematologia. Na épo-
ca morava em Paris (França). A constatação
de que estava grávida foi uma grande alegria
e em momento nenhum tive medo de que
minha carreira fosse ameaçada pela cons-
tituição de uma família”, diz orgulhosa. A
médica afirma ter trabalhado ativamente até
as últimas semanas de todas as gestações,
optando sempre pelo parto normal e relata
que amamentou todos os seus filhos até
os cinco meses. Maria explica que sempre
contou com o apoio do marido nas tarefas
domésticas e teve também uma ajudante
em casa, mas optou por não ter uma babá
até o nascimento do caçula, querendo assim
ter a responsabilidade na criação dos filhos.
“Passamos a infância dos meus três filhos
na Inglaterra, pois estava realizando meu
doutorado. As crianças ficavam na escola
até às 16h. Eu as ensinei a organizar os
seus brinquedos e a cuidar da limpeza dos
quartos, o que facilitou muito. Todos sempre
gostaram muito de estudar e foram sociá-
veis”, afirma. Após quatro anos morando
fora do Brasil, a família voltou a morar no
Rio de Janeiro, e as crianças continuaram
a estudar em tempo integral. Nessa época,
uma sobrinha ingressou no núcleo familiar.
Quando eles se tornaram adolescentes, a
família mudou-se para os Estados Unidos,
pois a hematologista exerceu a função de
cientista visitante no
New York Blood Center
pelo período de três anos. “Após ser mãe,
tive um maior instinto de preservação,
mantive o pé no chão, um olhar mais parti-
cipativo nas organizações sociais e núcleos
da família. Atualmente todos os meus filhos
são independentes profissionalmente e têm
profissões distintas: Clarissa, 33 anos, é
antropóloga; Moema (sobrinha), 32 anos,
jornalista; Marina, 31 anos, cientista política
e Pedro, 30 anos, engenheiro”, conta.
Mãe de
filhos adultos
Criando
duas crianças
Juliana Freitas Ribas no
aniversário do caçula com
seus dois filhos, Bruno
com 7 anos e Martín
com 1 ano e 9 meses
P
ara
J
uliana
F
reitas
R
ibas
, 36 anos,
hematologista gaúcha, que reside atu-
almente em Porto Alegre (RS), sua
rotina se divide constantemente entre
a profissão e a criação de seus dois fi-
lhos, Bruno, de 7 anos e Martín, com
1 ano e 10 meses. Ela afirma que a von-
tade de ser mãe surgiu logo após ter-
minar a residência, mas confessa que
por muitos momentos teve dúvidas, se
deveria esperar mais ou se ter um bebê
nesse momento poderia interferir em
sua carreira. “Mas desde que soube da
gravidez do Bruno não tive mais dúvi-
da alguma que aquele era o momento
certo. Continuei trabalhando no mes-
mo ritmo para melhor, com energia e
entusiasmo. A maternidade me trouxe
mais segurança e maturidade”, afirma.
A hematologista voltou para as ativi-
dades profissionais após quatro meses
do nascimento do seu primogênito.
A especialista revela que aprendeu
a focar em várias atividades ao mesmo
tempo após o nascimento do caçula.
“A chegada do segundo filho foi in-
tensa, pois ao mesmo tempo em que
estava vivendo aquele momento apai-
xonante com o bebê recém-nascido,
precisava cuidar do mais velho e me
preparar para o retorno ao trabalho.
Claro que contei com ajuda de uma
babá e meu marido, mas nos plantões
me dividia entre as mamadas e os pa-
cientes”. Atualmente, ela afirma que
tudo está mais tranquilo, uma vez que
as crianças já dormem sozinhas e são
mais independentes para realizar suas
atividades. “Posso dizer que sou uma
mulher realizada, pois tenho dois fi-
lhos maravilhosos que me enchem de
alegria e isso reflete positivamente na
minha carreira profissional”, finaliza.