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HEMO
abril/maio/junho 2013
aconteceu
Mieloma: novos estudos
serão apresentados no IMWG
ta, diretor da ABHH e membro inte-
grante do
Board
da IMWG, Angelo
Maiolino, há uma grande expectativa
em relação aos resultados dos estu-
dos em andamento com a nova classe
de anticorpos monoclonais, com os
imunomoduladores e com os novos
inibidores de
proteassoma
, principal-
mente com o MLN9708 de uso oral.
Segundo ele, os estudos e painéis
apresentados em Kyoto deixaram
evidente que somente a combinação
de várias drogas disponíveis no ar-
senal terapêutico consegue ampliar
a sobrevida de maneira consideravel-
mente expressiva. Essas evidências
também devem ser apresentadas e
consolidadas no encontro da Suécia.
destaque
Cientistas especializados em
mieloma múltiplo (MM) já pre-
pararam novos estudos, painéis
e debates para a reunião anual do
International Myeloma Working
Group
(IMWG), que tradicio-
nalmente ocorre durante o con-
gresso da
European Hematology
Association
(EHA). O encontro
está programado para ocorrer entre
os dias 13 e 16 de junho, e acontece
em Estocolmo, na Suécia.
Ajulgar pelos conteúdos apresen-
tados no
14
th
International Myeloma
Workshop,
realizado em abril, na
cidade japonesa de Kyoto, o evento
anual do IMWG promete ser um dos
mais produtivos. Para o hematologis-
Última reunião
do
International
Myeloma Working
Group
(IMWG)
aconteceu na cidade
de Kyoto (Japão)
Fotos: ©
RS Press
/ Divulgação ©
Reprodução
©
Reprodução
Outro aspecto importante nessa dire-
ção é a relação direta entre os avan-
ços no tratamento e o aperfeiçoa-
mento dos critérios de resposta que,
segundo avaliou Maiolino, não po-
dem ficar restritos apenas à avaliação
da medula e eletroforese de proteína.
O congresso no Japão deu enfo-
que sobre a importância das técnicas
moleculares e do uso dos exames de
imagens, ressonância e principal-
mente o PET/CT que deverá muito
em breve ter seu uso consolidado
também para mieloma. O PET/CT
já vem sendo utilizado por médicos
de pelo menos sete especialidades.
Ao todo, a delegação brasilei-
ra contou com 12 participantes.
Maiolino destacou ser possível ob-
servar uma mudança drástica na
perspectiva de sobrevida e qualidade
de vida dos pacientes na última dé-
cada, devido à combinação de drogas
como talidomida, bortezomibe e le-
nalidomida. “Ao contrário de outros
cânceres hematológicos, tratados
com um único medicamento, o MM
é tratado em todo o mundo com uma
combinação de remédios, sendo os
tratamentos individualizados”, infor-
mou o especialista e pesquisador. 
Maiolino cedeu entrevistas a
duas agências de imprensa, sen-
do uma emissora de televisão
Polonesa, especializada em ciência
e saúde, e a outra, a
Rádio Agência
Nacional,
da Empresa Brasileira
de Comunicação, nas quais teve a
possibilidade de traçar um panora-
ma do tratamento no Brasil e relatar
suas expectativas para que o País
alcance os avanços necessários
nessa área. O hematologista falou
diretamente de Kyoto, ao vivo, à
emissora no dia 4 de abril.