Jul • Ago • Set 2013 |
medicina nuclear em revista
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na prática
Atualmente, a única empresa aérea
que realiza o transporte de radiofár-
macos plenamente no País é a TAM. A
Avianca tambémpassou recentemente
a oferecer alguns voos para amodali-
dade, mas emmenor escala.
Para incentivar a discussão em
busca da ampliação da malha aérea
para o atendimento neste tipo de
transporte, o presidente da SBMN,
Celso Darío Ramos, esteve no Rio de
Janeiro (RJ) para uma reunião com
representantes da Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac) e da
Comissão Nacional de Agência
Nuclear (CNEN). “Fomos bem rece-
bidos pela Anac. A instituição nos
explicou o que diz a legislação sobre
esse tipo de transporte. Fomos
informados, por exemplo, de que as
regras nesse contexto são interna-
cionais e não podem ser nacionali-
zadas”, explica Ramos. Esse conjun-
to de leis é aplicado e organizado de
acordo com a Agência Internacional
de Energia Atômica (AIEA).
A legislação internacional deter-
mina, inclusive, os tipos específicos de
aeronave que podem trafegar com
radiofármacos, o que proporciona
dificuldades para as empresas nacio-
nais e internacionais. Uma das razões
citadas pelo presidente para incenti-
var a entrada de novas empresas nes-
se ramo é amaior oferta e variedade
de voos. Ramos reforça que se mais
empresas oferecessemo transporte,
seria possível que os compradores
pudessem contar commelhores
opções de horários, valores e comodi-
dade. Vale lembrar que Fortaleza
(CE), Aracaju (SE), Maringá (PR),
Goiânia (GO) e Uberlândia (MG) são
alguns dos exemplos de municípios
comgrande população semprodução
de material nuclear.
O especialista conta que nem
sempre as empresas optam pelo voo
com preço mais acessível. Um dos
fatores mais importantes é o horário
em que o produto estará no laborató-
rio ou onde quer que seja seu destino.
“Alguns medicamentos têm vida útil
de duas horas. De nada adianta esse
material chegar ao comprador no fim
da tarde, por exemplo.”
A demanda é um dos pontos que
justificaria o ingresso de mais
empresas aéreas para o transporte
de radiofármacos. “Temos cada vez
mais laboratórios, hospitais e
demais interessados em contar com
esses produtos. Certamente, mais
opções teriam encomendas suficien-
tes para ocupar esse trabalho”, diz.
Pela Anac, o superintendente de
segurança operacional, Airton
Scheffer, cita uma facilitação especí-
fica aos materiais radiofármacos:
“Ficam isentos de autorização da
CNEN os materiais radioativos para
uso médico definidos pela Anac em
conjunto com a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa)”. Entre
as determinações previstas em lei,
ele relata que esses materiais deverão
ter prioridade sobre as bagagens e
demais cargas preparadas para o
embarque. A lista completa de mate-
À direita, Tam é
a empresa responsável pela
maioria absoluta de voos
com radiofármacos no Brasil E, na
página ao lado, Embalagens destes
produtos recebem atenção especial
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